sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Indiferença na própria família perante a pessoa com deficiência

PorJosé Deoclécio de Oliveira

Resultado de imagem para paralisia cerebral

Durante muitos anos, tenho acompanhado a luta das instituições e dos órgãos de comunicação que defendem os direitos das pessoas com deficiência na questão da reabilitação e integração, do combate ao preconceito e da acessibilidade.

Hoje posso dizer que a consciência da sociedade evoluiu, compreendendo cada vez mais e criando oportunidades para as pessoas com deficiência viverem um dia a dia comum. Porém, existe ainda uma parcela da população que deveria dar o exemplo de cidadania, pois trata do assunto “inclusão” com indiferença. Por incrível que pareça, estou me referindo à própria família.

Muitos parentes até se afastam do convívio da casa que acabou de receber um bebê com deficiência ou alguém que a adquiriu. Por receio de se envolver, ficando expostos a prestar favores, ou pelo fator “vergonha” em ter um membro na família com deficiência.

Tenho um pensamento no meu e-mail que é permanente: “Não seja Indiferente com as Diferenças”, eu resolvi colocar esta frase quando um dia recebi alguns familiares para uma pequena reunião. Andreza, minha filha que tem paralisia cerebral, estava na sala assistindo televisão e algumas pessoas presentes não se deslocavam para a sala, preferiam ficar no mesmo local desde que chegaram. Elas apenas cumprimentaram Andreza na chegada e se despediram quando foram embora.

Estas atitudes, posturas, caracterizaram um comportamento de caráter preconceituoso e de indiferença com a pessoa que possui alguma limitação, pior ainda sendo da mesma família. Esses “familiares” não possuem um mínimo de conhecimento sobre a reabilitação e a determinação das pessoas com deficiência, que, com o incentivo dos pais e amigos, conseguem conquistar a independência, a socialização e uma vida praticamente “normal”, dentro de suas limitações.

Para quem tem paralisia cerebral, a interação com outros grupos sociais é mais difícil, por causa das suas dificuldades de locomoção e comunicação. É nesta hora que os familiares próximos têm um papel importante na integração, por isso a visita de tios e primos é importante para diversificar os assuntos e o contatos com o mundo lá fora.

Eu acredito que se todos os parentes agissem com solidariedade e boa vontade para interação, contribuiria muito para a minha filha, por exemplo, sentir-se amada e não rejeitada, tratada com indiferença. Assim, com ações simples de convívio estariam somando nas lutas pela inclusão social das pessoas com deficiência, que merecem todo o respeito.

Fonte: recantodasletras.com.br/cronicas/2766318

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Dentista se especializa em crianças e adultos com deficiência

No consultório, ela atende também pessoas com doenças crônicas e quem sofrem com algum tipo de fobia Quando se formou, há 25 anos, Katia Jara já sabia qual sua missão como dentista. Decidiu atender com excelência um público quase invisível na Odontologia, pessoas com necessidades especiais.

No consultório, crianças com paralisia cerebral tem excelência no atendimento

Buscou especializações e hoje é a única em Campo Grande a dedicar 100% do tempo às pessoas com algum tipo de deficiência permanente ou temporária e de síndromes. “Não existe nenhuma síndrome humana que não afete a parte dentária. Por isso, esses pacientes precisam de um acompanhamento permanente”, explica a dentista.

Além de técnicas e medicamentos bem específicos para quem sofre com algum desses problemas, a cirurgiã dentista tem a sensibilidade para atender pacientes que, na maioria das vezes, são colocados à margem do sistema de saúde.

As consultas são particulares, mas com valores acessíveis, já que muitos nessa situação sofrem duplamente com a deficiência e a vulnerabilidade financeira. Mas a garantia é de tratamento com especialista interessada em apresentar o que há de mais moderno na Odontologia e com cuidado redobrado na prevenção.

O consultório tem o nome que resume a ideia de Kátia: Sorriso Especial. Nas fotos de atendimentos, há muitas crianças com a felicidade estampada no rosto, apesar de terem passado pela cadeira da dentista. São meninos e meninas com Síndrome de Down, autismo ou paralisia cerebral.

“Quanto mais precoce for a intervenção, maior a qualidade de vida. Também trabalho muito de maneira integrada.”No caso de síndromes, deficiências motoras e comportamentais trabalhamos estímulos com fonoaudiologia, psicologia, medicina e outras áreas da saúde” comenta.

Pacientes que possuem malformações, deficiências motoras ou paralisias possuem maior dificuldade de higiene bucal, por isso é importante a intervenção precoce e a orientação aos familiares e cuidadores.


Além das crianças, adultos encontram no consultório um lugar preparado para procedimentos complexos e com segurança durante as intervenções. “Cardiopatas, por exemplo, precisam de cuidados diferenciados para o atendimento”, diz a dentista.

Depois de 6 anos também de experiência no CEM (Centro de Especialidades Médicas) da prefeitura de Campo Grande, Kátia não tem dúvidas sobre a falta de serviços direcionados às pessoas fragilizadas por algum tipo de problema crônico e até doenças como câncer.

“Senti a necessidade de direcionar o meu consultório para essas pessoas, porque estão fragilizadas e precisam de um cuidado especial em todos os sentidos. Todo ser humano, independente de suas capacidades físicas e intelectuais, merece ter um tratamento de excelência em saúde bucal”, justifica.


Fonte: campograndenews.com
Extraída de criancaespecial.com.br

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Crianças com deficiência: 5 dicas de integração

A inclusão de crianças especiais é uma tarefa que deve ser praticada em todos os âmbitos da vida de uma pessoa que tenha algum tipo de necessidade.

E isso deve começar desde a infância. A escola tem papel fundamental na hora de começar a integrar “crianças especiais” dentro da sociedade.

CRIANÇAS ESPECIAIS: CINCO DICAS DE INTEGRAÇÃO

Os professores são essenciais nessa integração, pois estarão lidando diretamente com os pequenos.

Em escolas comuns, ou seja, que são destinadas para qualquer criança, esse papel se torna ainda mais importante.

Ensinar sobre como todos têm suas diferenças e como cada um é especial de algum modo, é um dos pensamentos que os docentes devem ter em sala de aula.

Praticar a inclusão é muito mais do que falar sobre acessibilidade, é colocar frente a frente pessoas com e sem deficiência.

Como integrar “crianças especiais” nas aulas


Segundo o Censo Escolar 2015, existem cerca de 750 mil estudantes com deficiência convivendo com os demais alunos no ambiente escolar. Isso representa um aumento de seis vezes nos últimos dez anos.

Por conta disso é essencial que o professor saiba como lidar com esses estudantes.

Fale com um médico: É essencial que docente fale com um médico antes de começar a tentar integrar “crianças especiais” nas aulas de escolas comuns. Saber sobre os tipos de deficiência, os limites que elas impõem, e os termos corretos a serem usados é muito importante.

Oriente o resto da classe: Fale com a classe abertamente. O fato de uma criança com algum tipo de deficiência estar entrando na turma não deve ser um tabu na sala de aula.

Explique exatamente quais são as limitações que o aluno com deficiência tem, e que, apesar delas, ele continua sendo igual aos demais. Oriente os estudantes também sobre as maneiras corretas de agir com a criança.

Faça atividades acessíveis: A acessibilidade é indispensável tanto dentro da sala de aula, como na escola de modo geral. Crie atividades onde todos os alunos possam participar de maneira igualitária, sem distinção.

Além disso, discuta com os estudantes o que é acessibilidade e porque ela é importante.

Seu papel, como professor, é ensinar as crianças a serem cidadãos.

Converse com os pais: É essencial que o docente fale com os pais da criança antes de tomar qualquer atitude dentro da sala de aula. Descubra como é a personalidade dela, do que ela gosta e não gosta, se ela tem algum medo específico.

Além disso, peça para eles elaborarem algum material de orientação para quando a criança tiver uma crise. O autismo, por exemplo, é uma doença na qual as crises são muito comuns. Saiba como lidar com o pequenino nessa hora.

Converse com outros professores: Troque informações com outros professores sobre como integrar “crianças especiais” na sala de aula. As vezes um colega seu saberá coisas mais específicas, ou pode conhecer alguém que possa dar mais informações.

Além disso, busque falar com a direção da escola para que a inclusão seja uma prática de todos os funcionários. Das merendeiras até os professores, todos devem saber incluir as os pequenos no ambiente escolar. Integrar “crianças especiais” dentro da escola é uma tarefa que exige muito cuidado. Muitas vezes, algumas atitudes podem atrapalhar o processo de inclusão em vez de ajudar.

A inclusão de crianças especiais é uma tarefa que deve ser praticada em todos os âmbitos da vida de uma pessoa que tenha algum tipo de necessidade.

Tenha materiais específicos para crianças com deficiência


Cartilhas, livros, flyers, livretos, qualquer material sobre inclusão deve estar presente dentro do ambiente escolar, independente se há ou não crianças com algum tipo de deficiência.

É preciso se ter em mente que, mesmo que naquela escola não haja “crianças especiais”, em algum momento da vida os estudantes irão conhecer alguém com algum tipo de deficiência.

A instituição de ensino tem um grande papel na formação de cidadãos que saberão incluir essas pessoas na sociedade.

Estimule a inclusão em todos os ambientes


Não basta estimular a inclusão apenas na sala de aula, ela deve ser um hábito do dia a dia. Fale sobre o assunto com todo mundo, de colegas de trabalho até familiares. Todos precisam ter consciência da importância desse assunto. 

Integrar “crianças especiais” em salas de aula com outros alunos é uma tarefa que irá gerar bons frutos no futuro. A partir do momento que você ensina um estudante sobre a igualdade, ele levará isso para o resto da vida.

Fonte: casados7saberes.com.br

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

A escola é inclusiva?

A escola é inclusiva?

Por Daniele Sant Anna Rego da Silva

Esta é uma indagação muito comum entre os pais de crianças com deficiência ou com necessidades escolares específicas. Teceremos alguns comentários para que os pais saibam o que é uma escola verdadeiramente inclusiva.

A Educação é um direito de todos e deve ser orientada no sentido do pleno desenvolvimento e do fortalecimento da personalidade. O respeito aos direitos e liberdades humanas, primeiro passo para a construção da cidadania, deve ser incentivado. Educação inclusiva, portanto, significa educar todas as crianças em um mesmo contexto escolar.

A escola inclusiva deve favorecer a diversidade, seria de forma simplista dizer que todos os alunos independentes de suas condições físicas, mentais e psicológicas irão estar juntos no contexto escolar, aprendendo e aprimorando seus conhecimentos. O ensino e a aprendizagem devem ser para todos.

Todavia, importante informar que existem alunos com necessidades que interferem de maneira significativa no processo de aprendizagem e que exigem uma atitude educativa específica da escola como, por exemplo, a utilização de recursos e apoio especializados para garantir a aprendizagem de todos os alunos.

Uma escola verdadeiramente inclusiva não nega as dificuldades dos estudantes, pelo contrário, as diferenças não são vistas como problemas, mas como diversidade.

Na educação inclusiva é necessária uma pratica pedagógica coletiva, onde os docentes deverão receber os alunos com necessidades especiais, perceber suas limitações e integrá-lo à turma, valorizando suas habilidades e facilitando sua dificuldade que pode ser através de adaptação de material escolar, bem como outros recursos.

A Escola tem desafio de inserir os alunos com necessidades especiais na sociedade através de medidas educativas. Sendo assim, a escola deve propiciar a oportunidade de convivência entre todos alunos independente de suas diferenças.

Deste modo, para uma escola ser efetivamente inclusiva deve-se haver utilização de recursos e apoios especializados, plano de ensino diferenciado, adaptações curriculares e de materiais, capacitação para os professores e a participação dos pais e terapeutas na escola.

Infelizmente, no Brasil são raras as escolas que promovem a efetiva inclusão, porém com o auxílio da Lei Brasileira de Inclusão e a participação ativa dos pais, seja lutando para efetivação dos direitos de seus filhos, seja auxiliando a escola e os terapeutas, acreditamos em um futuro melhor e mais inclusivo.

Importância dos pais na inclusão escolar

Os pais têm papel fundamental no processo de inclusão escolar. São eles que através de suas lutas diária pelos direitos dos seus filhos e conscientizando as escolas da necessidade de se tornar de fato inclusiva conseguem avanços na concretização desta inclusão. Dentre esses avanços citamos a adaptação de materiais e currículo, além da capacitação de professores por exemplo.

Resultado de imagem para A escola é inclusiva

A integração entre pais e profissionais é fundamental porque ninguém, além deles, conhece melhor o seu filho. São os pais que convivem 24 horas por dia e aglomeram informações valiosas para o aperfeiçoamento do processo. Esta colaboração traduz-se num incentivo muito grande aos profissionais, estimulando-os a lidar com as crianças. Este entrosamento é primordial para que ambas as partes (pais e profissionais) encontrem a melhor maneira de tratamento para a educação da criança. Esta, por sua vez, observando a união entre eles, vai se sentir melhor e terá maior confiança naqueles profissionais que a assistem. 

Os pais são agentes indispensáveis no processo educacional dos filhos. A família é a que melhor conhece a criança porque a acompanhou desde seu nascimento e, da mesma maneira, a criança sente-se mais segura estando próxima da sua família. Para Petean e Borges, a participação da família promove o desenvolvimento da criança e atua como agente mediador entre a escola e o meio social.

Os autores Barbosa, Rosini e Pereira afirmam que, se as atitudes dos pais forem positivas com relação à educação inclusiva, melhor e mais rápido será o processo de inclusão.

Assim sendo, pais precisam manter uma boa interação com a escola, pois isto representa um fator positivo para a inclusão escolar e são os pais que possuem conhecimentos e experiências para ensiná-los.

As crianças com necessidades especiais precisam de muito incentivo e atenção para vencer as dificuldades de aprendizagem que muitas vezes fazem com que elas desistam de estudar.

Os pais, algumas vezes, atribuem apenas à escola as dificuldades de aprendizagem de seu filho, culpam a professora pela demora nas aquisições. Os professores, por sua vez, dizem que não estão preparados para incluir, ou que os pais delegam exclusivamente a elas a responsabilidades de ensinar. No entanto, a verdade é que os resultados são a soma dos compromissos dos pais, da escola, da equipe terapêutica e da própria criança.

A inclusão não deve ser guerra, mas deve ser desafio. Não deve ser conspiração, mas sim intercâmbio de ideias. Não deve ser conflito, mas sim cumplicidade. Seu prêmio vai ser a aprendizagem real da criança diferente, como cada criança é, mas respeitada em suas características, com seu espaço reconhecido e aproveitado para que seja sempre ampliado, exercendo seu direito de estar com todos e sendo encarado como mais um aluno. 

Bibliografia
1 – Alonso D. Educação inclusiva: desafios da formação e da atuação em sala de aula [Internet]. 2013 Dez. [acesso em 04 de janeiro de 2018].Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/588/educacao-inclusiva-desafios-da-formacao-e-da-atuacao-em-sala-de-aula

2 – Carvalho R.E. Removendo barreiras para a aprendizagem. Educação inclusiva. 3ª edição. Porto Alegre: Mediação; 2003.

3 –  Brasil, Lei 13.146/2015. Institui a lei Brasileira de inclusão da pessoa com deficiência (Estatuto da pessoa com deficiência). 06 de julho de 2015.

4 – Figueira, Emilio. Conversando sobre Educação Inclusiva com a família. 2ª.Edição. São Paulo: Agbook; 2014

5 – Petean, E. B. L. e Borges, C. D.  Deficiência auditiva: escolarização e aprendizagem de língua de sinais na opinião das mães. Paidéia (Ribeirão Preto), 2002; vol.12, n.24, p.195-204.

6 – Barbosa, A. J. G.; Rosini, D. C. e Pereira, A. A. Atitudes parentais em relação à educação inclusiva. Rev. bras. educ. espec., 2007; vol.13, n.3, p. 447-458.

7 – Bibas JM; Valente MI. Alfabetização na Síndrome de Down. [Internet] . 2013 Mar [acesso 10 de dezembro de 2017]. Disponível em: https://inclusaoaprendiz.wordpress.com/author/jombibas/page/2/

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Inclusão: natação melhora a vida de crianças com deficiência

Desenvolvimento psicomotor, aumento da autoestima e interação social são os benefícios da natação por pessoas com deficiência

Resultado de imagem para natação criança com deficiencia

Salvador Martins de Moraes foi aconselhado por amigos a matricular o filho Vanderlei, de 32 anos, portador de síndrome de down, em uma academia de natação. Na época, o rapaz tinha 10 anos e era uma criança agressiva e com dificuldades de relacionamento. O resultado agradou tanto a Moraes que ele começou a indicar o esporte para outros pais que havia conhecido na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).

Os benefícios da natação para crianças com autismo
Atleta com síndrome de Down sonha em inspirar o mundo com sua história
As limitações da síndrome não intimidaram Davi Teixeira de surfar

''Fico feliz ao lembrar que outros pais trouxeram seus filhos também. O Vanderlei é bom de prato e o esporte ajuda a manter o peso. Ele tem um ótimo fôlego. Hoje, atravessa a piscina mergulhando.'' 

Júlio César Rodrigues pratica natação há 14 anos. Após uma cirurgia no joelho, o médico indicou o esporte para conter a hipotonia, a fraqueza muscular comum nos portadores da síndrome de down. Aos 32 anos, ele frequenta a academia de natação três vezes por semana e já ficou mais de uma vez em primeiro lugar nas competições internas.

A mãe de Júlio, Maria Angélica Rodrigues, entusiasma-se ao contar as mudanças que percebe no comportamento do filho desde que ele aprendeu a nadar. Ela cita uma melhor postura, o aumento da autoestima e, principalmente, o modo como ele trata as pessoas. ''A convivência social, a integração com os outros alunos e os professores fizeram-no amadurecer e ser mais calmo. Na academia ele interage com outros jovens portadores de down ou não. O mais importante é que todos são tratados de forma igual.'' 

Desafios 

A professora de natação, Natalie Ito, explica que o ensino desse esporte em casos como o do Júlio são iguais a todos os outros. ''A medida de atenção é sempre a mesma para cada aluno. A paciência é a mesma e corrijo os exercícios de todos de forma igual. A única variação é que portadores de síndrome de down são mais corajosos, não têm medo. Aceitam os desafios com vontade de superação'', relata. 

Luciano Rodrigues de Mello, também professor de natação, explica que o esporte é integrador e garante o desenvolvimento psicomotor das pessoas com necessidades especiais. ''Eu atendo jovens com esquizofrenia e autistas. Nesses casos é necessário mais paciência. Precisamos fazer o que eles querem para conseguir ganhar sua confiança. Como é difícil a comunicação com eles, os avanços são lentos, mas são possíveis.'' 

Nos casos de down o atendimento é coletivo e pode ser realizado com outros alunos. Autistas e pessoas com esquizofrenia são atendidos individualmente. 

Natação infantil é aconselhada a partir dos três meses 


Resultado de imagem para natação bebe]

Água quentinha e riso das crianças. Brincadeiras, desafios e cantigas. Exercícios que ajudam a desenvolver a relação de confiança da criança com os pais. A natação infantil é aconselhada a partir dos três meses. A professora de Educação Física, Ariane Duarte Borges, aponta o aumento do equilíbrio do tônus muscular como um dos principais benefícios. ''Principalmente na região cervical, possibilitando uma melhor sustentação da cabeça, o que facilita o manuseio da criança.'' 

''Através do ato de brincar na água, a criança desenvolve o sistema motor, sensorial e até o afetivo. Há um crescimento no relacionamento de confiança com o adulto que o trás para a aula e muitos pais relatam como o sono da criança se torna mais tranquilo'', acrescenta a professora Cristiane Baricati, que há 14 anos trabalha com natação infantil. 

A presença dos pais na hora da atividade é fundamental. Dessa forma o processo inicial de aprendizagem se torna mais eficaz. A proximidade afetiva entre pais e filhos, na hora dos primeiros contatos com as posições horizontais na água, vão evitar maiores traumas e os ''chorinhos'' comuns ao enfrentamento do novo. ''A criança sente a segurança que a presença dos pais transmite e tem mais condições de se lançar às novas sensações que a natação vai lhe proporcionar'', explica Cristiane. 

Eliane Cotrin, mãe de Rafael, dois anos, matriculou o filho quando ele tinha cinco meses. Ela percebeu que o menino ficou menos agitado e aproveitou do apetite após as aulas para caprichar na alimentação. ''Para uma criança da sua idade, o Rafael fica muito pouco gripado. Ele não é de comer muito e após brincar na água sente mais fome. Eu já trago o almoço.

Pediatra dá orientações aos pais 

O pediatra e pneumologista José Osmar Minetto explica que os pais devem tomar alguns cuidados ao matricular os filhos em uma escola de natação. Ele observa que a prática é aconselhada para crianças com asma. ''Qualquer exercício para esses casos são bem-vindos. A natação é um exemplo, porque aumenta a capacidade cardiorrespiratória. É aquele processo onde percebemos um cansaço ao praticar exercícios, que vai desaparecendo com a rotina da atividade.'' 

Já nos casos de rinite a prática é desaconselhada. O médico explica que o cloro presente na água irrita a mucosa do nariz e provoca um processo inflamatório. ''É altamente prejudicial. Os pais podem perceber isso nos primeiros contatos dos filhos com o esporte. O quadro pode evoluir para uma rinossinusite e o tratamento para isso é lento, faz a criança sofrer muito'', alerta.

Bruno Maffi - Equipe Folha
Matéria extraída do bonde.com.br