terça-feira, 19 de junho de 2018

Projeto Sorriso Especial

Hoje recebemos a vista da Maria Emilly e sua mãe, Maria Patricia. A família mora no Parque União no Complexo da Maré.

A pequena Emilly, de 11 anos, possui hidrocefalia e mielomeningocele, um defeito congênito que afeta a espinha dorsal, o que a impede de andar.

Ela foi atendida pela dentista Angelica Fleitas, uma das voluntárias da ONG. A Emilly apresentou uma boa saúde bucal, sem nenhuma cárie, necessitando apenas de uma limpeza, e posteriormente, tratamento ortodôntico para corrigir os dentes



Ajude-nos a continuar oferecendo tratamento odontológico gratuito a famílias carentes da comunidade. Saiba como ajudar aqui.

Conheça o Projeto Sorriso Especial aqui.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Redução da jornada de trabalhador com filho deficiente é aprovada na CDH

Senado Notícias

Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) realiza reunião com 16 itens na pauta. Entre eles, o PLS 382/2011, que obriga cota de brinquedos para crianças com deficiência em shoppings.  Em pronunciamento, à mesa, presidente eventual da CDH, senadora Ângela Portela (PDT-RR).  Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Projeto foi relatado pela senadora Ângela Portela (PDT-RR) | Geraldo Magela/Agência Senado

O trabalhador do setor público e da iniciativa privada que tenha filho deficiente poderá ter sua jornada de trabalho reduzida. Esse é o teor do Projeto de Lei do Senado (PLS) 110/2016, aprovado nesta quarta-feira (30) na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). A matéria segue para análise terminativa na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

De autoria do senador Waldemir Moka (PMDB-MS), o projeto altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para que o trabalhador que possua filho com deficiência tenha sua jornada de trabalho reduzida em 10% sem prejuízo de sua remuneração.

O texto considera pessoa com deficiência aquela que tem impedimentos de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, que a incapacita para a vida independente e para o trabalho.

A redução da jornada de trabalho se dará mediante requerimento escrito formulado perante o empregador, devidamente instruído com laudo médico elaborado pelos peritos do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) e certidão de nascimento do filho com deficiência.

O benefício terá que ser renovado a cada dois anos. A redução da jornada de trabalho será considerada como tempo de efetivo exercício para todos os fins legais – ou seja, não poderá ter interferência nas férias ou na aposentadoria.

De acordo com o senador Moka, a mudança na lei dá plena efetividade aos princípios constitucionais que protegem a dignidade humana e a família. Ele argumenta que a redução de jornada é um ônus que deve ser suportado pela sociedade e destaca que o percentual sugerido não vai gerar “muitos contratempos e transtornos para o empregador”. Segundo o autor, seu projeto busca proteger a pessoa com deficiência, além de colaborar para que o Brasil seja realmente uma República que respeita seus cidadãos.

Emenda já aprovada na CDH


O PLS já havia sido aprovado na CDH com emenda. Pela emenda, o pedido de redução de jornada deverá conter laudo de avaliação biopsicossocial. Além disso, o benefício não poderá ser apresentado como justa causa para a demissão do funcionário.

Ademais, estabelece que a guarda de mais de um filho com deficiência não acarretará redução maior da jornada. No caso de casal que viva em residência comum, o direito será concedido a ambos os pais. Já no caso de guarda compartilhada, a redução também será para ambos os genitores, mas a porcentagem será proporcional ao tempo de convívio com o filho.

Tramitação em conjunto


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Foi elaborado um novo relatório para o PLS na CDH, pois o texto passou a tramitar em conjunto com o PLS 591/2015, de autoria do senador Magno Malta (PR-ES). O PLS 591 concede redução de 50% da jornada de trabalho para mães – e não ambos os pais – de pessoa com deficiência. Mas a relatora, senadora Ângela Portela (PDT-RR), recomenda a aprovação do PLS 110 e a prejudicialidade do PLS 591.

Para Ângela Portela, “parece sensato que se aproveitem os elevados méritos de ambos os projetos, estendendo-se inclusive a garantia da redução da jornada laboral a qualquer dos genitores, independentemente de seu sexo”. Ela lembra que o benefício já existe para os servidores públicos federais, previsto no Regime Jurídico da União. No caso dessa legislação, não é detalhada a porcentagem de redução de jornada.

Ângela Portela apresentou algumas alterações textuais à emenda aprovada na CDH, como a que reforça o requisito da deficiência como motivo para a concessão do benefício, além da que altera a referência à ideia de incapacidade, que poderia ser indevidamente confundida com o instituto da capacidade no direito civil.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Entenda as características da Síndrome de Crouzon

Causa desta patologia é sempre genética e afeta a visão, a audição e a respiração


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Uma doença rara de origem genética e que pode gerar alterações em todos os sistemas do corpo, a Síndrome de Crouzon pode apresentar modificações como defeitos oculares, surdez de condução, a anadontia e deficiência mental leve. Esta patologia se caracteriza por apresentar este defeito congênito das suturas dos ossos do crânio, que só deveriam fechar após os oito anos de vida e, cujas crianças afetadas já nascem com uma sutura fechada. 

"Pela incidência calculada no mundo de 16.5 casos por cada milhão de recém-nascidos, devem nascer no Brasil cerca de 50 casos por ano. Como esta doença é relacionada à idade paterna, com o atual deslocamento das faixas etárias com muitos homens tendo filhos mais tarde, pode estar se elevando este número da doença", afirma o Dr. João Monteiro de Pina Neto, professor titular do departamento de genética da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. 

A causa desta patologia é sempre genética e afeta a visão, a audição e a respiração. Esta enfermidade pode ser evidenciada desde intraútero por ultrassom, mas pode e deve ser detectada ao nascimento. Esta síndrome provoca um desbalanço entre o crescimento ósseo craniano e de partes moles (encefálico). "O mais importante é que as partes moles ficam com dificuldade de crescer, pois as suturas dos ossos estão fechadas e acaba havendo compressão do encéfalo e o aumento da pressão intracraniana, o que pode agravar a visão e a deficiência mental", ressalta o especialista.

Outro fator que os pacientes portadores desta síndrome apresentam é a prevalência de anomalias dentárias. Mordidas cruzadas, falta de dentes completa ou parcial são indícios da doença. O diagnóstico pode ser feito através da tomografia computadorizada com janela óssea para exame detalhado dos ossos e suturas da cabeça e também pelo diagnóstico da cranioestenose que deve ser feito antes da criança completar um ano de idade, "depois já haverá consequências irreversíveis clínicas da compressão do encéfalo", completa o professor. 

Tratamento e cuidados 

Segundo o Dr. João Monteiro de Pina Neto, o tratamento é sempre cirúrgico e feito por um neurocirurgião. "Este procedimento tem como objetivo abrir as suturas para que o encéfalo possa crescer", diz o especialista, acrescentando que todos os profissionais envolvidos, por exemplo, pediatras, neuropediatras e geneticistas clínicos devem estar atentos para este diagnóstico.

Fonte: Bonde.com.br

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Projeto Sorriso Especial

Hoje recebemos a visita do Andre Luiz e sua avó, Valdeci, que o cria como se fosse seu filho. Eles são moradores do Parque Rubens Vaz, uma das comunidades da Maré.

Valdeci e Andre

O Andre tem 5 anos de idade e possui paralisia cerebral.

Ele foi atendido pela dentista Isadora Schaider, uma das voluntárias do projeto. A profissisonal constatou cáries, além de desgaste na arcada dentária provocado pelo ranger dos dentes. Infelizmente o pequeno não colaborou, impossibilitando o início do tratamento (ele se mexia muito e não abria a boca).






Iremos tentar novamente na próxima visita!

Gostaria de ajudar no tratamento do Andre e das dezenas de crianças carentes com deficiência da comunidade? Saiba como ajudar aqui.

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sexta-feira, 8 de junho de 2018

A psicomotricidade e as necessidades educativas especiais

O que a psicomotricidade e as necessidades educativas especiais têm a ver? A princípio, tal relação pode parecer um pouco difícil para conceber, mas no artigo de hoje vocês verão que não é algo tão distante. Muito pelo contrário, um aspecto depende do outro de maneira relevante.



O desenvolvimento psicomotor na educação infantil

É indispensável que a escola trabalhe a psicomotricidade com os pequenos, pois é a partir disso que as crianças podem elaborar melhor seus movimentos e tudo que se refere ao que está em volta, inclusive.

Na sala de aula, fatores como a lateralidade, organização e noção espacial; esquema corporal e até mesmo a estruturação espacial devem ser trabalhadas em prol do aluno. Um problema ocorrido nesses itens pode impactar no aprendizado do pequeno.

A ligação entre a psicomotricidade e as necessidades educativas especiais

É importante salientar que as habilidades desenvolvidas dentro das práticas psicomotoras exercem influências diretas na aprendizagem da criança. Muitos estudiosos consideram que a educação da psicomotricidade funciona como a base para o processo intelectivo.

Eles explicam que o fato de o desenvolvimento evoluir do geral para o específico significa a dinâmica entre esses conhecimentos ou conjunto de práticas. Para ficar mais claro, funciona da seguinte maneira: quando uma criança apresenta alguma dificuldade de aprendizagem, o detalhe crucial pode estar no desenvolvimento psicomotor.

Para se ter uma noção, algum déficit na psicomotricidade interfere no desempenho do aluno, por exemplo, com conteúdos relacionados à leitura e escrita. A possibilidade de isso acontecer deve-se ao fato de que um problema no desenvolvimento psicomotor possa ocasionar déficits no aprendizado da linguagem.

O que a psicomotricidade pode fazer às necessidades educativas especiais?

O papel que essas práticas simbolizam é de extrema importância nas demandas trazidas pelos alunos. O ambiente escolar atua como um local indispensável na vida dessas pessoas. As crianças, com auxílio de seus educadores, podem alcançar o desenvolvimento de maneira eficaz. Vale ressaltar também que além dos professores, existe uma série de profissionais que estão aptos a trabalharem com esses casos, por exemplo: psicopedagogos e psicomotricistas.

O desenvolvimento da criança por meio da psicomotricidade

Todo esse movimento proporciona aos pequenos os progressos necessários para a sua vida, a saber:
  • Promoção de habilidades motoras que vão além das dimensões cinéticas e que levem a criança a aprender e a conhecer seu próprio corpo; e a se movimentar de maneira expressiva;
  • Um conhecimento corporal que inclua as dimensões do movimento, desde funções que indiquem estados afetivos até representações de movimentos mais elaborados de sentidos e ideias;
  • Oferecimento de um caminho para trocas afetivas;
  • Facilitação da comunicação e a expressão das ideias;
  • Possibilidade de exploração do mundo físico e o conhecimento do espaço;
  • Apropriação da imagem corporal;
  • Percepções rítmicas, estimulando reações novas, através de jogos corporais e danças;
  • Habilidades motoras finas no desenho, na pintura, na modelagem, na escultura, no recorte e na colagem, e nas atividades de escrita.

Fonte: NeuroSaber