quarta-feira, 23 de maio de 2018

13 dicas para brincar com crianças com deficiência visual

Porque brincar é um direito de TODAS as crianças, sem qualquer distinção


A pedagoga da Fundação Dorina Nowill para Cegos, Edni Fernandes Silva, lista 15 brincadeiras para estimular a diversão de crianças com deficiência visual ou de baixa visão. Afinal, toda criança tem o direito de brincar e vivenciar sua infância plena. 

Brincadeiras para crianças com deficiência visual

Durante todo o mês de abril, foi trabalhado em todo o país o “Abril Marrom”, mês de sensibilização sobre a realidade de pessoas cegas ou com deficiência visual. A data é um esforço de diversas entidades médicas, centros hospitalares para minimizar os efeitos provocados pela perda da visão.

Quando o assunto é infância, é preciso considerar que práticas de inclusão passam por um entendimento pleno do contexto da criança com deficiência, mas não podem, em hipótese alguma, desconsiderar que a criança jamais deve ser esvaziada de sua principal característica: a ludicidade.

Por isso, levar em conta as limitações dessas crianças na hora de planejar as brincadeiras dos pequenos é fundamental. Por ocasião da Semana Mundial do Brincar de 2017, a Fundação Dorina Nowill listou algumas dicas simples mas cruciais para incluir crianças com necessidades específicas:

Uma das pedagogas da instituição, a profissional Edni Fernandes Silva, tem algumas dicas de como brincar e estimular a brincadeira com as crianças que têm deficiência visual, garantindo um melhor desenvolvimento dos pequenos.

1. Reconhecimento do outro: Use toques e voz suaves ao se comunicar com a criança que tem deficiência visual, aproximando sua face do rosto dele para que ela possa percebe-lo e toca-lo.

2. Conhecendo o próprio corpo: Auxilie a criança a conhecer o próprio corpo com toques enquanto nomeia cada parte tocada.

3. Descobrindo os sonhos: Incentive que a criança siga em direção ao som de brinquedos ou da sua voz. É interessante ter brinquedos que emitam sons, como chocalhos, bolas e pelúcias com guizos.

4. Investindo na sociabilidade: Brinque com a criança com deficiência visual e incentive que outras pessoas também brinquem e interajam com ela. Assim, ela se tornará mais sociável e receptiva, facilitando os relacionamentos interpessoais.

5. Imitando sons: Imite os sons que seu bebê faz e crie estímulos para que ele possa imitá-lo. Isso auxiliará na comunicação.

6. Curiosidade sensorial: Se o bebê ainda não senta, coloque-o de lado para manusear o brinquedo. Invista em brinquedos com texturas diferenciadas, para estimular o tato e a percepção de diferentes objetos.

7. Jogo de orientação: Dê objetos à criança nomeando-os e relacionando às possíveis ações que poderão ser feitas com este item. Exemplo: “A bola. Pegue a bola. Chute a bola. Jogue a bola para cima”.

8. Conhecendo texturas e formatos: Procure usar brinquedos contrastantes, coloridos, luminosos, de diversas texturas e tamanhos.

9. Explorando a curiosidade tátil: Propiciar momentos em que a criança manipule e crie espontaneamente jogos a partir da exploração de objetos concretos.

10. Brincadeiras com miniatura de objetos: Elas possibilitam que a criança tenha uma melhor compreensão de objetos muito grandes ou impossíveis de serem alcançados (casinha com telhado, elefante, caminhão, avião, fogão, geladeira, entre outros).

11. Brincando com as mãos: Vale incentivar brincadeiras infantis com o uso das mãos, como dedo mindinho, seu vizinho; passa anel.

12. Jogos com bola: Se não for possível ter uma bola com guizo, envolva a bola com saco plástico, assim ela fará barulho enquanto se desloca.

13. Salte para o alto: Com a criança agachada, segure em suas mãos e peça para ela se levantar ”bem forte e bem alto”, ajudando com um leve “puxão“ para cima. 

Brincar de fantoche com as crianças favorece a expressão de emoções e fortalece os vínculos afetivos.

Jogos brincadeiras para fazer com crianças cegas ou de baixa visão

  • Brincadeiras de roda: Cantigas, parlendas, rimas;
  • Meu mestre mandou: Como sugestão, trabalhar o esquema corporal com as crianças, solicitando que coloquem as mãos na cabeça, joelhos, pescoço, cotovelo, barriga, pés, mãos, etc.
  • O que é, o que é?: Brincar de adivinhação utilizando as mãos para descobrir a textura e formato dos objetos. Materiais como embalagens de xampu, escova de dentes, talheres (colher e garfo), chaves, caneta/ lápis, frutas, etc.
  • Vai e vem: Brincar alternando a criança de lugar é um estímulo à coordenação visuomotora.
  • Fantoches/Dedoches: Esses brinquedos estimulam a imaginação, linguagem e o pensamento, além de  favorecerem a comunicação e expressão de sentimentos e emoções.
  • Blocos de construção: Brincar com blocos favorecem o desenvolvimento da atenção e concentração, associação de formatos  e tamanhos, desenvolvimento de movimentos amplos e finos, coordenação visual e motora e noções de equilíbrio. Esses brinquedos também propiciam à criança a satisfação de inventar, construir, desconstruir e transformar, estimulando a criatividade.
  • Massa de modelar: Estimula o desenvolvimento da coordenação motora fina e a criatividade.
  • Jogo da velha adaptado: Permite interação com quem não tem deficiência visual.
  • Jogo da memória tátil: Utiliza a percepção tátil e a memória para reunir o maior número de peças.

Brincadeiras que retomam a infância dos pais

  • Estátua;
  • Passa anel;
  • Centopeia;
  • Telefone sem fio.

Brincadeiras fáceis de fazer

  • Jogo de argolas: Estimula a percepção visuomotora, a identificação de cores para as crianças com baixa visão e a relação número / quantidade. Confecção: Colocar uma porção de areia no fundo de 10 garrafas descartáveis. Cortar tiras de papel crepom colorido e colocar uma cor em cada garrafa. Recortar números de 1 a 10 em papel preto ou fita adesiva preta e fixar cada número em uma garrafa. As argolas podem ser confeccionadas com tampas de plástico ou anéis de fitas adesivas que encaixem nas garrafas.
  • Jogo de boliche: Estimula a percepção visuomotora, a identificação de cores e a relação número x quantidade. Confecção: Colocar uma porção de areia no fundo de 10 garrafas descartáveis. Cortar tiras de papel crepom colorido e colocar em cada garrafa uma cor. Recortar números de 1 a 10 em papel preto ou fita adesiva preta e fixar cada número em uma garrafa. As bolas podem ser confeccionadas com meias velhas. E podem ter guizos em seu interior

Fonte: Lunetas

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Retardo mental leve: o que é e principais características

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O retardo mental leve ou deficiência intelectual leve é caracterizada por limitações discretas relacionada à aprendizagem e capacidade de comunicação, por exemplo, que demoram a ser desenvolvidas. Esse grau de deficiência intelectual pode ser identificado por meio de teste de inteligência, cujo quociente intelectual (QI) é entre 52 e 68.

Esse tipo de deficiência intelectual é mais frequente no sexo masculino e normalmente é percebido logo na infância a partir da observação do comportamento e dificuldade de aprendizagem e interação ou presença de comportamento impulsivo, por exemplo. O diagnóstico pode ser feito por um psicólogo ou psiquiatra não só por meio da realização de testes de inteligência, mas também pela avaliação do comportamento e pensamento da criança durante as consultas e relato dos pais ou responsáveis.

Apesar da capacidade intelectual limitada, as crianças com retardo mental leve podem beneficiar-se com a educação e psicoterapia, já que suas habilidades são estimuladas.

Principais características

As pessoas com deficiência intelectual leve não apresentam alterações físicas evidentes, mas podem apresentar algumas características, como por exemplo:

  • Falta de maturidade;
  • Pouca capacidade de interação social;
  • Linha de pensamento muito específica;
  • Apresentam dificuldade de adaptação;
  • Falta de prevenção e credulidade excessiva;
  • Possuem capacidade de cometer crimes impulsivos;
  • Comprometimento da capacidade de julgamento.

Além disso, as pessoas com retardo mental leve podem apresentam episódios epiléticos e, por isso, devem ser acompanhadas por um psicólogo ou psiquiatra. As características do retardo mental leve são variáveis entre as pessoas, podendo haver variação relacionada ao grau de comprometimento do comportamento.

Fonte: Tua Saúde

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Crianças com autismo têm direito a amparo social pelo Governo

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Crianças com autismo podem receber auxílio financeiro do Governo. O auxílio se chama de “Benefício Assistencial”, e é dado para pessoas que possuem deficiências que impedem o seu desenvolvimento normal, como o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

De acordo com o advogado Tiago Baracuhy, nem todas as pessoas com deficiências têm direito ao auxílio. Existe um requisito decisivo para que o Governo disponibilize o recurso: a renda familiar. “A renda precisa ser composta de 1/4 de salário mínimo para fins previdenciários” explica.

Na prática, o advogado explica: em uma casa com duas pessoas, apenas uma pode receber salário mínimo. O benefício também não dá direito ao 13º salário.

Confira explicação do especialista:



Fonte: MaisPB

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Uma criança com deficiência: a inclusão é urgente


“Não estamos preparados”.

Essa é a fala mais recorrente, quando se trata de inclusão escolar. A escola não está preparada, os professores não estão qualificados, o espaço físico da escola não está adaptado, a comunidade escolar, como um todo, não se sente apta a receber uma criança com algum tipo deficiência, especialmente aquela com restrições e demandas mais incomuns.

De fato, não estamos e nunca estaremos totalmente preparados para lidar com as diferenças, e estes alunos chegam às escolas desafiando nossas práticas, nossas normas, nossas metodologias, nosso espaço e nossas possibilidades.

Quando minha filha, Rebecca, nasceu, nós também não estávamos preparados para ela. Se me perguntarem agora, depois de dois anos, se, enfim, me sinto preparada, a resposta também será NÃO. Esse preparo, na verdade acontece junto com ela, através dela, por ela, na convivência com ela… É a Rebecca quem me mostra o que funciona e o que não funciona, o que é ajustável e o que é inviável, o que pode ser mantido e o que precisa ser mudado para que a nossa vida inclua o viver tão singular dela… para que a nossa casa seja um espaço pensado também para ela, para suas necessidades.

Rebbeca tem uma microdeleção cromossômica, o que é, em outras palavras, uma “desordem cromossômica” rara  em que parte de um cromossomo é “perdida”, acarretando em vários déficits neuromotores. Esta alteração genética pode ter consequências variadas, uma vez que cada cromossomo carrega uma importante série de genes, cada qual responsável por transmitir informações essenciais para o desenvolvimento e o crescimento do indivíduo. É identificada como síndrome de deleção 5q14.3. Infelizmente, não há um nome mais simples para descrevê-la.

Não tivemos tempo de nos prepararmos para conviver com as diferenças da nossa filha. Nosso preparo é diário, contínuo e sempre inacabado, porque acompanha uma demanda constante de mudanças e reestruturações, como ao meu ver deve ser a inclusão na escola: um incessante preparo/reparo em busca de um acolhimento cada vez maior, cada vez mais justo.

Mais importante do que estarmos preparados, é a preocupação de estarmos nos preparando.

Uma escola pode não ter os recursos necessários para atender da melhor maneira uma criança com deficiência, mas uma atitude inclusiva passa pela acolhida incondicional e, principalmente, pela vontade de transformar esta escola em um espaço adaptável. É pensar que, se essa escola não comporta qualquer criança, então, este espaço é excludente. E para que seja diferente disso, é preciso que a escola se reinvente.

As crianças com deficiência têm pressa de que a inclusão seja uma realidade nas escolas pois nem elas, e nem qualquer criança,  podem esperar pelas escolas “ideais”. As crianças com deficiência de hoje não podem esperar até que as escolas tornem-se espaços de acessibilidade plena, que todos os professores estejam qualificados para atendê-las, que o governo dê subsídios à inclusão e que todas as condições sejam favoráveis para que, só então, sejam aceitas na escola regular.

A inclusão é urgente e esta transformação, tão necessária nos espaços, nas metodologias, nos instrumentos avaliativos, na formação dos educadores e na consciência social, precisa acontecer durante o processo de implantação da práticas acolhedoras, porque quem ainda não faz parte, precisa ter a chance de sentir-se parte de sua própria história e da história de sua comunidade. A inclusão tem pressa porque a exclusão existe e persiste, muitas vezes, de forma velada. A inclusão é necessária para se contrapor à exclusão em todas as suas formas.

Por Sara Lopez para o Entretantoeducacao.com.br

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Dicas para ajudar no desenvolvimento de linguagem da criança com deficiência auditiva


A estimulação do desenvolvimento da linguagem, em interações verbais com o bebê, deve ter início desde o nascimento. Na deficiência auditiva, a estimulação da linguagem deve ser intensificada tão logo seja realizado o diagnóstico da perda auditiva.

É claro que a linguagem oral não se desenvolve espontaneamente e depende da interação, das conversas e do estímulo oferecido pelas pessoas à criança.

Seguem algumas dicas para vocês ajudarem seus filhos no início do desenvolvimento de linguagem:

Como na criança ouvinte, a criança que usa aparelhos auditivos e/ou implante coclear deve escutar todas as horas do dia em que estiver acordada! A audição deve fazer parte da personalidade da criança!

- Escutar deve ser muito prazeroso para a criança e ela deve entender que os sons que escuta têm um significado! Use sinal de escuta! Fale sobre o que ela escutou!

- Mesmo que a criança ainda não fale, é importante ter uma comunicação real com ela, conversando sobre o que acontece em seu dia-a-dia, sobre as brincadeiras, etc.

- A criança com deficiência auditiva muitas vezes precisa escutar várias vezes uma mesma palavra em diferentes situações até compreender seu significado e usar esta palavra! Use repetições dentro de frases, músicas, histórias...

- Falar com voz clara e rica em melodia, assim como cantar, faz com que a criança perceba melhor os sons da fala!

- Dê um tempo de espera para a criança escutar e responder o que escutou. Também deixe a criança perceber que existe a vez de um falar e outro ouvir!

- Lembrar-se que nem sempre uma única vez é suficiente para que a criança entenda o que foi dito ou entenda e apreenda a palavra!

- Utilize o cadernos de experiências: É um caderno comum, de preferência de desenho, com registros de situações de vida diária que foram importantes e significativas na vida da criança. Estes registros podem ser uma foto, um desenho ou uma ilustração que representem estas situações.

Os pais podem, ainda, escrever algumas frases sobre a situação.

Por exemplo: a criança foi no zoológico e gostou muito. Este passeio pode ser registrado no Caderno de Experiências com fotos ou figuras dos animais que ela viu, pode ser colado o papel do ingresso do zoológico com o desenho da criança e quem a levou no passeio, o papel do sorvete que ela tomou no zoológico pode ser colado no Caderno, entre outros registros.

Assim, o Caderno de Experiências oferecerá um contexto sobre aquele passeio, e para as crianças que ainda não falam, auxiliará na manutenção do diálogo tanto com os pais como também com outras pessoas que não estavam no mesmo passeio.

- Atividades como álbuns de fotos, livros de histórias, músicas, teatrinhos com brinquedos, fantoches, brincadeiras de faz-de-conta e outras atividades devem ser exploradas ao máximo com a criança.

É a partir das conversas destas várias situações que ela desenvolverá ao máximo seu potencial! As atividades do cotidiano, como fazer um suco, bolo, brigadeiro, consertar alguma coisa em casa, a hora do banho, da alimentação, ir às compras, entre outras, também são atividades que devem ser aproveitadas para a estimulação da audição e da linguagem. 

Fonte: Dr. Luiz Fernando Lourençone