quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Paralisia cerebral pode afetar desenvolvimento motor e cognitivo

Maiara Ribeiro para drauziovarella.uol.com.br

inalador crianca bebe

Paralisia cerebral é caracterizada por alterações neurológicas permanentes que afetam o desenvolvimento motor e cognitivo


A paralisia cerebral (PC) é uma condição não progressiva caracterizada por alterações neurológicas permanentes que comprometem o desenvolvimento motor e/ou cognitivo do paciente, causando limitações nas atividades cotidianas. É a deficiência mais comum na infância. Hoje, existem cerca de 17 milhões de pessoas com paralisia cerebral. Uma em cada quatro crianças com esse diagnóstico não fala; uma em cada três não anda; uma em cada duas tem deficiência intelectual e uma em cada quatro tem também epilepsia. As informações são do movimento internacional World Cerebral Palsy Day (em português, Dia Mundial da Paralisia Cerebral, que é celebrado em 6 de outubro).

Uma das principais causas do problema é a hipóxia, situação em que, por algum motivo relacionado ao parto, tanto referentes à mãe quanto ao feto, há falta de oxigenação no cérebro, resultando em uma lesão cerebral. O dr. José Luiz Pedroso, professor afiliado do Departamento de Neurologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e membro da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), explica que o cérebro é constituído por duas regiões bem delimitadas: uma mais superficial, chamada de córtex, que comanda as funções superiores, e uma mais profunda, a substância branca cerebral, por onde passam as vias motoras. “Lesões no córtex cerebral interferem na linguagem, memória, comportamento e visão, ao passo que lesões na substância branca cerebral causam problemas motores, postura anormal e alterações do tônus muscular. Essas lesões são permanentes, já que a célula nervosa (neurônio) tem uma regeneração parcial ou incompleta”, explica.

Além da falta de oxigenação, existem outras complicações, menos recorrentes, que podem provocar a paralisia. Entre elas estão anormalidades da placenta ou do cordão umbilical, infecções, diabetes, hipertensão (eclâmpsia), desnutrição, uso de drogas e álcool durante a gestação, traumas no momento do parto, hemorragia, hipoglicemia do feto, problemas genéticos e prematuridade com consequente fragilidade vascular.

LIMITAÇÕES


Foi exatamente a primeira situação (hipóxia) que acometeu a filha da professora Marina Dias. Durante a gestação de Yasmin – que a família apelidou de Mimi –, todos os exames estavam normais e a menina nasceu no tempo certo, mas no momento do parto houve uma complicação que fez com que ela viesse ao mundo sem respirar. A bebê foi reanimada logo após o nascimento e passou um mês internada antes de ir para casa. Nesse período, teve convulsões e foi colocada em coma induzido por alguns dias para reduzir o risco de mais danos cerebrais. “O médico que acompanhou o caso trabalhava na Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) e nos preparou para o que iria acontecer. Mimi teve paralisia cerebral e as sequelas poderiam variar, mas só o tempo nos diria como seria o seu desenvolvimento”, conta Marina.

Segundo o dr. Pedroso, a paralisia cerebral pode ser leve, moderada ou grave, conforme a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde da Organização Mundial de Saúde (OMS). Existe ainda uma classificação quanto ao tipo de envolvimento do sistema nervoso: o problema pode ser apenas motor, cognitivo ou misto (quando tanto a parte motora quanto a cognitiva são afetadas). “A apresentação clínica e os sintomas relacionados à paralisia cerebral são muito variáveis, o que pode gerar uma diferença marcante entre os pacientes”, afirma o médico.

Os tratamentos propostos podem melhorar muito a qualidade de vida desses pacientes, mas na maioria das ocorrências permanecerá algum grau de limitação física. Não é possível falar de um prognóstico geral para todos os casos. 

As alterações da parte motora incluem problemas na marcha (como paralisia das pernas), hemiplegia (fraqueza em um dos lados do corpo), alterações do tônus muscular (espasticidade que se caracteriza por rigidez dos músculos) e distonia (contração involuntária dos membros). Em casos graves, há necessidade do uso de cadeira de rodas. Já as alterações cognitivas incluem problemas na fala, no comportamento, na interação social e raciocínio. Os pacientes também podem ter convulsões.

A variabilidade de apresentações está diretamente relacionada à extensão do dano neurológico: lesões mais extensas do cérebro tendem a causar quadros mais graves. A PC pode ter diferentes graus de comprometimento motor e cognitivo, podendo ir desde um leve acometimento com pequenos déficits neurológicos até casos graves, com grandes restrições à mobilização e dificuldade de posicionamento e comprometimento cognitivo associado. Portanto, é possível que, em casos mais leves, um paciente consiga trabalhar, estudar, fazer faculdade e levar uma vida semelhante à de quem não tem a deficiência”, esclarece o dr. Ricardo Leme, coordenador do Departamento de Neurologia do Hospital Infantil Sabará.

TRATAMENTO MULTIDISCIPLINAR


O tratamento inclui diversos profissionais de saúde, como fisiatra, ortopedista, neurologista, pediatra e oftalmologista, além de outros especialistas da saúde, como fonoaudiólogo, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, psicólogo, educador físico e nutricionista. O dr. Pedroso explica que a reabilitação com fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional é fundamental e deve ser iniciada o mais rápido possível.

“A reabilitação tem como objetivos contemplar o ganho de novas habilidades e minimizar ou prevenir complicações (como a prevenção de deformidades articulares ou ósseas, por exemplo). O uso de órteses pode ser necessário em algumas situações. Deve-se sempre identificar as capacidades e incapacidades da criança, além de problemas relacionados, tais como convulsões, distúrbios respiratórios e digestivos. Não há prazo para o término da reabilitação, que pode se estender por toda a vida”, destaca.

Não há cura para a paralisia cerebral, mas o processo de reabilitação pode resultar em grandes avanços. “Os tratamentos propostos podem melhorar muito a qualidade de vida desses pacientes, mas na maioria das ocorrências permanecerá algum grau de limitação física. Não é possível falar de um prognóstico geral para todos os casos. Cada um deve ser visto isoladamente em razão da grande variedade de apresentações clínicas.”

No caso de Yasmin, a família buscou diversas terapias: fonoaudiologia, fisioterapia, equoterapia, hidroterapia e pet terapia. Mesmo assim, seu desenvolvimento era lento e, além disso, a menina tinha dificuldade para se alimentar. Nunca mamou no peito, não conseguia comer nada que não fosse pastoso e levava horas para terminar uma refeição. Aos cinco anos, teve que passar por um procedimento de gastrostomia para introduzir uma sonda alimentar. Desde então, se alimenta apenas dessa forma. Segundo Marina, isso dificultou ainda mais sua inclusão escolar. “A Mimi foi alfabetizada por mim na idade correta com adaptações que eu fazia e colava na mesa e ela apontava com muita dificuldade a resposta correta. E chegou a hora da escola. Fomos à Prefeitura, escolas particulares e públicas e tivemos muitas portas fechadas. Sua matrícula só aconteceu porque me comprometi a ficar com ela na sala. A primeira escola foi na rede particular, depois estadual e especial. Infelizmente, nada deu certo”, conta. Desde então, a mãe conduz a educação de Yasmin em casa.

AUTONOMIA DOS PACIENTES COM PARALISIA CEREBRAL


Para o dr. José Luiz Pedroso, da ABN, a sociedade precisa entender as limitações dos pacientes com paralisia cerebral e compreender as dificuldades enfrentadas por eles. Ao mesmo tempo, também é importante reconhecer suas capacidades de convívio social, produção e trabalho, permitindo, dessa forma, que possam ter uma vida normal. “Embora alguns pacientes apresentem formas graves e sejam dependentes de cuidados, outros podem desempenhar uma vida muito ativa e independente, trabalhar, estudar e levar uma vida semelhante à de quem não tem problemas neurológicos”, afirma.

Apesar de suas limitações físicas e atraso no desenvolvimento, Marina sempre acreditou que Yasmin tinha entendimento perfeito dos acontecimentos ao seu redor. Aos dois anos, a menina passou por uma avaliação cognitiva com uma professora dos Estados Unidos que estava na AACD. “Ela afirmou o que eu já sabia: minha filha tinha o cognitivo preservado e tínhamos que dar a ela possibilidades de se comunicar e criar autonomias. Sempre disse isso às terapeutas, mas achavam que naquele corpo frágil que não atendia a comandos não poderia estar uma criança inteligente e feliz. Foi aí que comecei a minha jornada de professora e mãe. A especialista disse que ela seria capaz de aprender qualquer coisa e isso aconteceu. Ela é muito inteligente. Já estudou inglês, sabe fazer contas e aprende tudo o que ensinamos”, conta.

Temos que respeitar a autonomia do deficiente e lutar para que ela aconteça de todas as formas. Sabíamos que pela sua deficiência motora grave, lutar pela comunicação alternativa era lutar para ela ter voz. E hoje ela tem.

No início, a comunicação acontecia apenas por meio de sorrisos, gestos e balbucios. Mas a família decidiu buscar uma forma para que Yasmin se comunicasse e todos entendessem. Hoje, é por meio de um aplicativo de celular com sensor de movimento que eles interagem. Ela consegue acessar a internet, fazer contas e escrever. Tem consciência de sua deficiência e muitos sonhos. “Agora percebemos o quão importante é a comunicação para os especiais. Ficávamos cheios de ‘achômetros’ e vejo atualmente que errava nas minhas escolhas por ela e a deixava frustrada. Temos que respeitar a autonomia do deficiente e lutar para que ela aconteça de todas as formas. Sabíamos que pela sua deficiência motora grave, lutar pela comunicação alternativa era lutar para ela ter voz. E hoje ela tem”, afirma Marina.

ROTINA E ESPORTE


Três anos após dar à luz Yasmin, Marina teve Nicolly de maneira planejada. A caçula levou alegria para a casa em um momento difícil para a família. “A gente se virava para cuidar das duas entre tantas terapias e as necessidades da Nicolly, normais de qualquer criança. Não lembro dos primeiros passos da Nick, do que ela gostava de comer ou de brincar. Sobrevivemos nesse início tão difícil. Mas as duas são muito unidas. Dormem no mesmo quarto, dividem roupas e têm gostos parecidos. Agradeço a Deus por ter tido coragem de ter a Nick, assim a Mimi tem com quem viver as coisas “normais” de crianças e adolescentes, sem o peso da deficiência. A vida ficou mais leve com sua chegada e as duas nos fazem muito felizes”, conta.


Marina junto com o marido, José Roberto, e as duas filhas, Yasmin e Nicolly, em evento no centro de reabilitação onde Yasmin faz fisioterapia. 

Atualmente, Yasmin faz fisioterapia motora, musicoterapia, educação física adaptada e terapia ocupacional. “Aos finais de semana tentamos ter uma vida normal, como a de qualquer família com duas adolescentes. Vamos ao shopping, passeios, shows de rock, parques, praias ou qualquer outro evento. Ela odeia ficar em casa, tem pressa de viver e de ser feliz”, diz Marina. A mãe deixou o trabalho para se dedicar aos cuidados com a filha, que envolvem tanto seu tratamento como sua educação.

Desde maio de 2018, Yasmin também pratica bocha adaptada. O esporte sempre esteve nos planos da família e os resultados têm sido positivos. A atividade trouxe alegria, disciplina e até ganhos de movimento no braço. A fisioterapia é basicamente para manutenção dos seus progressos, e a bocha entrou como uma opção para proporcionar novos movimentos.

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Conheça datas importantes sobre pessoas com deficiência

Em geral, as datas comemorativas reconhecem a importância de um fato histórico, homenageiam uma profissão, registram uma conquista social ou política e buscam mobilizar a sociedade em torno de uma causa. E como não poderia deixar de ser, existem várias datas para comemorarmos o segmento de pessoas com deficiência. Veja abaixo:

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JANEIRO

04/01 – Dia Mundial do Braille

FEVEREIRO

29/02 – Dia Mundial das Doenças Raras

MARÇO

21/03 – Dia Internacional da Síndrome de Down

ABRIL 

02/04 – Dia do Transtorno do Espectro Autista
08/04 – Dia Nacional do Braille
25/04 – Dia Internacional do Cão Guia

MAIO 

18/05 – Dia Nacional da Luta Antimanicomial
26/05 – Dia Nacional de combate ao glaucoma
30/05 – Dia Mundial da Esclerose Múltipla

JUNHO

06/06 – Dia Nacional do Teste do Pezinho
18/06 – Dia do Orgulho Autista
27/06 – Dia Internacional do Surdocego

JULHO 

10/07 – Dia da Saúde Ocular
17/07 – Dia Mundial do TDAH (Transtorno do Décit de Atenção com Hiperatividade)
24/07 – Aniversário da Lei de Cotas para Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei 8213/91)
27/07 – Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho

AGOSTO

21 a 28/08 – Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla
22/08 – Dia da Deficiência Intelectual / Dia do Educador Especial
30/08 – Dia Mundial de Conscientização da Esclerose Múltipla

SETEMBRO

05/09 – Dia Nacional da Divulgação e Conscientização da Fibrose Cística
10/09 – Dia Internacional da LIBRAS
19/09 – Dia do Teatro Acessível
21/09 – Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência
22/09 – Dia Nacional do Atleta Paralímpico
26/09 – Dia Nacional do Surdo

OUTUBRO 

10/10 – Dia Mundial da Saúde Mental
11/10 – Dia da Pessoa com Deficiência Física
20/10 – Dia Mundial e Nacional da Osteoporose
25/10 – Dia Mundial da Conscientização da Espinha Bífida (Mielomeningocele)

NOVEMBRO 

10/11 – Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez
14/11 – Dia Mundial e Nacional do Diabético
16/11 – Dia Nacional dos Ostomizados

DEZEMBRO 

03/12 – Dia Internacional da Pessoa com Deficiência
05 de dezembro: Dia Nacional da Acessibilidade 10 de dezembro: Dia da Declaração dos Direitos Humanos 13 de dezembro: Dia Nacional do Cego

Fonte: criancaespecial.com.br

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Como saber se seu filho tem deficiência auditiva?

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É importante os pais estarem atentos ao desenvolvimento da audição e linguagem de seus filhos. Infelizmente, existem muitas crianças que tem deficiência auditiva e os pais só percebem muito tarde. Vamos saber mais sobre os sinais da deficiência auditiva em crianças. Lembrando que a existem graus diferentes de deficiência auditiva.

Se a criança não reage a sons, não atende quando chamado ou está demorando para começar a falar, esses podem ser alguns dos sintomas que as  crianças com  deficiência auditiva apresentam.

O mais importante sinal o qual indica a possibilidade de perda auditiva é o atraso no desenvolvimento da linguagem ou a ausência de diálogo. No entanto, não é fácil perceber sinais de perda auditiva em bebês e crianças mais novas. Por isso, o Teste da Orelhinha, realizado antes em recém-nascidos, antes de sair da maternidade, é necessário, obrigatório e a melhor maneira de detecção da deficiência auditiva.

Quer saber quais os indicadores de deficiência auditiva no seu filho, o exame que auxilia na  detecção, as principais causas e como agir caso perceba algo com a audição do seu filho? Continue lendo o post.

Indicadores de deficiência auditiva:

São indicadores de que seu filho pode estar com deficiência auditiva:

– Se aos três meses seu filho não reconhece sua voz, não balbucia e não se assusta com ruídos repentinos;

– Se aos seis meses seu filho não reconhece sons de fala e sons familiares e sons interessantes não chamam a atenção dele – ele não brinca com a própria voz e não dá risadas, assim como também não usa a voz para demonstrar desconforto ou prazer;

– Se aos 12 meses seu filho não consegue falar uma ou duas palavras mais claras e entendíveis;

– Se aos 18 meses seu filho não entende frases simples e não encontra objetos familiares, assim como não fala de 20 a 50 palavras, não pronuncia frases curtas e não aprende palavras novas a cada semana;

– Se aos 24 meses seu filho não aumentou significativamente seu vocabulário, ele deve fazer uso de sentenças simples combinando 2 ou 3 palavras – ex: dá bola.

Se não consegue desenvolver frases simples, assim como adultos que não convivem diariamente com seu filho não conseguem entender a fala dele. A criança também não consegue ficar sentada ouvindo leitura de livros.

A importância do teste da orelhinha

O diagnóstico precoce é um importante instrumento para assegurar os melhores resultados no desenvolvimento da criança. A Triagem Auditiva Neonatal UniversaL (TANU), mais conhecida como Teste da Orelhinha, é um exame que deve ser realizado antes de o seu filho recém-nascido sair da maternidade ou em até um mês de vida.

O desenvolvimento da audição do bebê é iniciado a partir do quinto mês de gestação e se desenvolve muito nos primeiros meses de vida. A cada mil recém-nascidos, três bebês apresentam algum tipo de perda auditiva.

O teste é visto como uma forma de proteção, pois caso a deficiência auditiva seja diagnosticada antes dos três meses de idade do bebê, o tratamento pode ser realizado antes dos seis meses, não interferindo,  no momento mais importante para a fala e desenvolvimento da linguagem e garantindo ao seu filho um desenvolvimento auditivo muito similar ao de quem nasceu ouvindo. Assim, as crianças com deficiência auditiva diagnosticada cedo e submetidas rapidamente a um tratamento têm um bom desenvolvimento e se relacionam de forma positiva com seus colegas.

O exame serve para detectar alterações na audição do bebê, sendo rápido, indolor, seguro e realizado durante o sono natural da criança, preferencialmente no segundo ou terceiro mês de vida do seu filho. O exame dura aproximadamente 10 minutos, não apresenta contraindicação, não incomoda e não acorda o bebê. Também não exige nenhum tipo de intervenção invasiva, ou seja, sem corte. É um exame que pode fazer a diferença na vida do seu filho.

Indicadores de risco para a deficiência auditiva:

O seu filho tem deficiência auditiva, porém você não sabe o motivo de isso ter acontecido com ele? As principais causas são:

 – Infecções adquiridas no nascimento: Sífilis, Toxoplasmose, Rubéola, Citomegalovírus, Herpes, HIV;

– Infecções bacterianas ou virais adquiridas após o nascimento: Meningite, Citomegalovírus, Herpes, Sarampo, Varicela;

– Peso ao nascimento inferior a 1.500g;

– Prematuridade ou pequeno para a idade gestacional (PIG) ;

– Hiperbilirrubinemia;

– Apgar de 0 a 4 no 1º minuto, ou 0 a 6 no 5º minuto;

– Permanência na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por mais de 5 dias;

– Uso de ventilação mecânica no nascimento;

– Uso de antibióticos que podem prejudicar a audição como aminoglicosídeos e/ou diuréticos de alça;

– Malformações na cabeça e no rosto envolvendo orelha e osso temporal;

– Síndromes associadas à deficiência auditiva: Wardenburg, Alport, Pendred, entre outras;

– Traumatismo craniano;

– Sempre surgem dúvidas quanto ao excesso de cera – a cera no ouvido é, geralmente, benéfica e não prejudicial. O excesso de cera pode causar uma perda auditiva temporária, porém não é indicada a remoção da cera com hastes de algodão ou com profissionais não habilitados, pois pode causar danos irreparáveis à audição da criança.

É importante:

-Realizar exames pré-natais na gestação;

-Vacinar seu filho para impedir que ele tenha contado com doenças que deixem sequelas, como a surdez;

-Acompanhar a saúde de seu filho em modo geral;

– Ficar atento ao desenvolvimento de seu filho caso haja alguma demora no desenvolvimento da fala;

-Procurar sempre um médico quando sintomas aparecerem.

Precisa agendar uma consulta e ainda não sabe onde? Entre em contato com a gente! Vamos adorar ajudar você a encontrar um tratamento.

Fonte: Instituto Otovida

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Projeto Sorriso Especial

Hoje recebemos a visita do Carlos Eduardo Sousa e família.

Carlos e seu pai, Francisco

O Carlos tem 11 anos e é autista. Ele foi atendido pela dentista Isadora Schaider.








A profissional realizou 2 restaurações nos elementos 36 e 46. Devido a inquietação do pequeno, a doutora remarcou a limpeza para a próxima semana.

Gostaria de ajudar no tratamento do Carlos e das dezenas de crianças carentes com deficiência da comunidade? Saiba como ajudar aqui.

Conheça o Projeto Sorriso Especial aqui.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Equipamento amplia inclusão escolar de crianças com deficiências severas

IMAGEM 01: Solução de tecnologia assistiva batizada de 'Greg Maker' facilita a interação de estudantes com o computador. Ferramenta melhora a comunicação de alunos com deficiências físicas e intelectuais. Dispositivo permite trocar mouse e teclado por objetos como CDs, massinhas, pratos, frutas, plantas e bonecos. Descrição #pracegover: Foto do equipamento ligado a frutas, manuseado por uma criança. Crédito: Divulgação
IMAGEM 01: Solução de tecnologia assistiva batizada de ‘Greg Maker’ facilita a interação de estudantes com o computador. Ferramenta melhora a comunicação de alunos com deficiências físicas e intelectuais. Dispositivo permite trocar mouse e teclado por objetos como CDs, massinhas, pratos, frutas, plantas e bonecos. Descrição #pracegover: Foto do equipamento ligado a frutas, manuseado por uma criança. Crédito: Divulgação

Um equipamento simples e inovador está ajudando a ampliar a inclusão de crianças com deficiências severas na AACD Lar Escola, em São Paulo. Batizado de Greg Maker, o dispositivo é ligado ao computador por conexão USB, usa uma placa que, por meio de fios com ‘garra jacaré’, transfere as funções de teclado e mouse para os mais diversos objetos, como CDs, massinhas, pratos, frutas, plantas e bonecos.

“Existem alunos com restrições severas de comunicação. Quando eles se expressam, é muito difícil compreendê-los, e foi possível entendê-los com o uso do Greg Maker”, afirma a coordenadora pedagógica da Escola de Educação Especial da AACD Lar Escola, Roberta Galasso.

“Estamos falando sobre estudantes muito absortos por causa das complexidades das deficiências congnitivas, mas que conseguiram participar da atividade, interagir, se comunicar e responder aos exercícios propostos”, diz a professora.

O equipamento foi desenvolvido pela startup Engrenar, especializada em acessibilidade digital e tecnologia assistiva, residente no Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia, entidade gestora da Incubadora de Empresas de Base Tecnológica de São Paulo USP/Ipen – Cietec, instalada no campus Ipen, na Cidade Universitária.

IMAGEM 02: Quem tiver interesse em obter o Greg Maker deve entrar em contato pelo telefone (11) 3039-8319 ou no email contato@gregmaker.com.br. O equipamento custa R$ 300,00. Descrição #pracegover: Dispositivo sendo acoplado a CDs. Crédito: Divulgação
IMAGEM 02: Quem tiver interesse em obter o Greg Maker deve entrar em contato pelo telefone (11) 3039-8319 ou no email contato@gregmaker.com.br. O equipamento custa R$ 300,00. Descrição #pracegover: Dispositivo sendo acoplado a CDs. Crédito: Divulgação

A AACD Lar Escola atende estudantes de 6 a 17 anos com deficiências físicas e intelectuais, quase todos (95%) com paralisia cerebral. “Uma aluna que convive com movimento involutários, mas consegue usar o teclado normal do computador com uma ponteira ligada a um capacete, está começando a usar o Greg Maker em casa”, comenta a coordenadora da escola.

O currículo da unidade é desenvolvido em projetos. No semestre passado, o tema foi a Rússia. Cada sala elaborou suas práticas com base nesse assunto central, destacando história, cultura e meio ambiente. Em uma das atividades, voltada à gastronomia russa, os estudantes aprenderam sobre pratos típicos e os principais alimentos consumidos no país europeu.

“Fizemos uma relação dos alimentos (batata, beterrada e outros itens), que foram reunidos in natura dentro de uma caixa de papelão. E buscamos algumas receitas da Rússia. O Greg Maker foi ligado nestes alimentos e a atividade pedia os produtos da receita de uma sopa, por exemplo. Quando o aluno tocava no item escolhido por ele para integrar essa receita, o nome do item era apresentado em áudio pelo computador”, conta a professora.

“Em outra sala, na pesquisa sobre os objetos mais importantes da Rússia, surgiu a Matryoshka. Então, os alunos montaram uma réplica da figura, confeccionada com material reciclado, com a placa do Greg Maker ligada nas costas desse boneco. Foi gravada uma música, com a voz dos alunos, e essa música era acionada quando as crianças tocavam na Matryoshka. Ela falava com eles”, explica a pedagoga.

Para Roberta Galasso, o Greg Maker é uma ferramenta socioeducativa que pode incrementar as atividades escolares para crianças com deficiência. “Essa ferramenta pode ser potencializada em casa, pelos pais desses estudantes, replicando o que já foi feito na escola”, destaca a coordenadora.

“É um processo que requer preparação e aprendizado. Não basta instalar e começar a usar”, ressalta a educadora. A próxima fase de uso do Greg Maker na AACD Lar Escola será com peças de Lego, aliando o equipamento à robótica, com as primeiras atividades previstas para o fim do ano.

COMO OBTER – Quem tiver interesse em obter o Greg Maker deve entrar em contato pelo telefone (11) 3039-8319 ou no email contato@gregmaker.com.br. O equipamento custa R$ 300,00 (trezentos reais).

Fonte: Estadão