terça-feira, 21 de outubro de 2014
ONG em ação - Bruno
Bruno tem 20 anos de idade e é autista. Completou seu tratamento com êxito em 12/03/2014,pelas mãos da talentosa Doutora Vânia Letier, nas instalações da Clínica Sorrir de Novo. Seu tratamento contou com o patrocínio da ONG Sorriso Novo.
Foto publicada co a autorização do reesponsável.
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
ONG em ação - Vitória
Vitória Caroline é portadora de Paralisia cerebral e tinha 13 anos de idade quando iniciou procedimento de limpeza dentária e aplicação de Flúor em 11/06/2013, tendo estado em tratamento já desde um ano antes. Retornou em 11/06/2014 para revisão e novo procedimento de limpeza dentária. Seu tratamento foi realizado com êxito pela Doutora Vânia Letier, nas instalações da Clínica Sorrir de Novo, em uma de várias iniciativas levadas a efeito pela ONG Sorriso Novo na Comunidade da Maré, Rio de Janeiro.
terça-feira, 14 de outubro de 2014
Rain Man – Um olhar sobre o Autismo e a Síndrome de Savant(Final)
Mais do que a herança, o que Charles
buscava ao fim da viagem que fez com Raymond, era recuperar sua família.
Buscava um afeto que Raymond não conseguia retribuir. Mas, como as
nuances do autismo ainda são complexas demais para o nosso entendimento,
talvez, em algum nível, na mente de Raymond essa proximidade provocou
alguma modificação. Mesmo que tal fato não seja expresso de uma forma
que, no momento, tenhamos condição de identificar.
O estudo da mente tem várias vertentes, que refletem nas mais diversas situações. Doenças como a Síndrome de Savant
podem contribuir para um melhor entendimento de como se dá o processo
de aprendizagem, mais especificamente a parte do processo relacionado à
memorização. Que diferenças estruturais existem nos cérebros dessas
pessoas? O que possibilita a execução de ações extraordinárias, como a
memorização de uma sinfonia de Beethoven ou de uma obra de Shakespeare?
Por que a execução de algo extraordinário é feita de forma tão fácil
enquanto ações simples, como amarrar o cadarço do sapato, não?
Para Treffert (2009),
nenhum
modelo da função cerebral, incluindo a memória, estará completo até que
se possa explicar e incorporar plenamente a condição rara, mas
espetacular, da Síndrome de Savant. Na última década, particularmente,
muito progresso tem sido feito para explicar esta justaposição
dissonante de capacidade e incapacidade, mas muitas perguntas continuam
sem resposta.
Para ele, as
inovações tecnológicas no campo da tomografia computadorizada e da
ressonância magnética serão cruciais nessas investigações. Pois, elas
fornecem imagens de alta resolução de toda a arquitetura do cérebro
(superfície e profundidade), o que permite uma inspeção detalhada da sua
estrutura. Treffert (2009) acrescenta ainda que “estudos das funções do
cérebro, tais como a tomografia por emissão de pósitrons (PET),
tomografia computadorizada por emissão de fóton único (SPECT – sigla da
expressão em inglês) ou a ressonância magnética funcional, são técnicas
muito mais informativas sobre a Síndrome de Savant e,
inclusive, do próprio autismo, uma vez que estas novas técnicas fornecem
informações sobre o cérebro em funcionamento, ao invés de simplesmente
visualizar a arquitetura do cérebro”.
O autismo colocou Raymond em um mundo à parte enquanto que a Síndrome de Savant
transformou-o em um prodígio no uso da memória. Em alguns estudos,
busca-se no reforço desses talentos, uma forma de inclusão social, já
que a pessoa passa a se sentir útil em um dado contexto. Uma dessas
pesquisas foi relatada em Treffert (2009):
Clark
(2001) desenvolveu um currículo de habilidade savant usando uma
combinação de estratégias bem-sucedidas e atualmente empregadas na
educação de crianças superdotadas (enriquecimento, aceleração e
orientação) e educação de autistas (suportes visuais e histórias
sociais) em uma tentativa de canalizar e aplicar, de forma útil, as
habilidades, muitas vezes pouco funcionais e obsessivas, de um portador
da Síndrome de Savant. Este currículo especial foi muito bem sucedido na
aplicação funcional das habilidades Savant e produziu uma redução
global do nível dos comportamentos autistas em muitos aspectos.
Melhorias no comportamento, nas habilidades sociais e acadêmicas foram
observadas, juntamente com o ganho nas habilidades de comunicação em
dados contextos.
A expressão
“fazer do mundo um lugar melhor”, nesse contexto, deixa seu sentido
macro e volta-se para o interior do indivíduo. Talvez possamos usar a
ciência para construir pontes entre os universos que compõem a natureza
de cada um de nós.
Referências:
DSM-IV. Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. Disponível em: http://www.psicologia.pt/instrumentos/dsm_cid/dsm.php
TREFFERT, D. A. The savant syndrome: An extraordinary condition. A synopsis: Past, present, future. Philosophical Transactions of the Royal Society B: Biological Sciences 364 (1522): 1351–7, 2009. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2677584/
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Rain Man – Um olhar sobre o Autismo e a Síndrome de Savant(I)
Por Parcilene Fernandes
Bacharel em Psicologia. Mestre em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC. Coordenadora e professora dos cursos de Sistemas de Informação e Ciência da Computação do CEULP/ULBRA.
Rain Man estreou em 1988. Nessa época, o
transtorno do autismo era pouco divulgado na mídia, o que fez com que o
personagem de Dustin Hoffman (Raymond) se transformasse em uma espécie
de referência no que tange aos sintomas desse transtorno. Algumas
pessoas (e a mídia em geral) associavam as características do personagem
ao transtorno, o que poderia produzir uma equivalência perigosa. O
filme foi extremamente relevante para a apresentação do autismo, mas
também contribuiu para provocar erros de interpretação, já que reduzia,
aos olhos do grande público, os sintomas desse transtorno à imagem do
personagem.
Raymond é o irmão mais
velho de Charles Babbit (Tom Cruise). Viveu grande parte de sua vida em
uma instituição para pessoas com transtornos mentais. A história
inicia-se com a morte do pai e a leitura do seu testamento. Enquanto
Charles ganhou apenas um velho carro e as roseiras da casa, Raymond foi
beneficiado com todos os recursos dos investimentos do pai.
Aos poucos descobrimos que essa família é totalmente desestruturada. A
mãe de Charles morreu quando ele tinha três anos e Raymond foi mandado
para a clínica, pois representava (segundo o pai) um perigo para o
irmão. Charles deixou de falar com o pai aos 17 anos depois de uma
tentativa fracassada em ser notado por ele. Assim, o distanciamento que
Raymond tem das pessoas parece ser um traço presente (em um dado nível)
em todos os membros de sua família.
Charles, que até então não se lembrava da existência do irmão, apenas
que um amigo imaginário cantava música para acalmá-lo quando tinha 3
anos, foi procurá-lo na clínica e tirou-o de lá sem o consentimento dos
médicos. Era a forma que ele havia encontrado de recuperar a herança.
O que ele não esperava era que Raymond,
mais do que repetir determinadas sentenças insistentemente, de gostar
de determinadas produtos, locais e programas de TV de forma obsessiva,
poderia ter fortes crises se vivenciasse mudanças bruscas em sua rotina
ou se fosse impelido a fazer algo que não quisesse.
Segundo o DSM IV,
as
características essenciais do Transtorno Autista são a presença de um
desenvolvimento acentuadamente anormal ou prejudicado na interação
social e comunicação e um repertório marcantemente restrito de
atividades e interesses. As manifestações do transtorno variam
imensamente, dependendo do nível de desenvolvimento e idade cronológica
do indivíduo [...]. Os indivíduos com Transtorno Autista têm padrões
restritos, repetitivos e estereotipados de comportamento, interesses e
atividades.
Uma das grandes
complexidades desse transtorno reside no entendimento das variações
dessas manifestações e a fase em que são identificadas. Quanto mais
tarde é feito o diagnóstico, mais difíceis são as possibilidades de
tratamento. No caso de Raymond, a questão ainda tem um diferencial, pois
ele também sofre da Síndrome de Savant. ParaTreffert (2009),
essa síndrome “é uma condição rara, em que pessoas com graves
deficiências mentais, incluindo o transtorno autista, possuem algum tipo
de talento ou habilidade extraordinária”.
Segundo pesquisas apresentadas em Treffert (2009), em cada 10 pessoas
autistas, uma tem habilidades notáveis em algum grau. Logo ter autismo
não implica ter a Síndrome de Savant. Há outras variações de
autismo, como é apresentado no DSM IV, em que “o prejuízo na comunicação
é marcante e persistente, afetando as habilidades tanto verbais quanto
não-verbais; podendo haver atraso ou falta total de desenvolvimento da
linguagem falada”.
Ter a Síndrome de Savant
também não implica ser autista. Segundo Treffert (2009), essa síndrome
pode ocorrer através de outras deficiências de desenvolvimento ou em
outros tipos de lesões do sistema nervoso central. Seja qual for a
habilidade apresentada pelo portador da síndrome, ela tem uma base
única: a memória. São habilidades intrinsicamente relacionadas à
capacidade surpreendente de memorização.
Apesar de a personagem Raymond Babbit ter ambos os transtornos, Kim Peek,
que foi a inspiração para os roteiristas desenvolverem o filme, não
tinha autismo, mas era mentalmente incapacitado, precisava do auxílio do
pai para realizar as tarefas mais básicas (como se vestir ou barbear),
apesar de ter uma capacidade de memorização extrema. Até a sua morte em
2009, aos 58 anos, Kim havia memorizado cerca de 12.000 livros
(inclusive a Bíblia). Mesmo sem compreender aquilo que memorizava, era
capaz de citar palavra por palavra o texto de cada um dos livros.
Ter que passar um tempo com o irmão fez Charles aprender mais sobre as
suas próprias fragilidades. Quando estavam em Las Vegas, ele usou as
habilidades de Raymond para ganhar no jogo de cartas, entendendo, apenas
posteriormente, o que aquela ação refletia, ou melhor, o tipo de homem
que ele se tornara. Essa proximidade com o irmão, principalmente, fez
com que ele trouxesse à tona passagens de sua infância, assim, ele pôde
perceber que aquela pessoa tão distante, que vivia em um mundo
particular e, aparentemente, inacessível, um dia foi seu protetor. O
“Rain Man” que dá título ao filme é a forma com que Charles, aos três
anos, se referia ao irmão, que, dentro de sua rotina de tarefas,
protegia-o da solidão.
(Continua)
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Vencendo barreiras - Vinícius
Mesário
com síndrome de Down trabalha em sua quarta eleição
Aos 27 anos, Vinicius Streda tem síndrome de Down e mora no município de Santo Cristo, na Região Noroeste do Rio Grande do Sul. Pela quarta eleição consecutiva, ele se prepara para ser mesário.
No próximo domingo (5), ele assumirá os trabalhos como segundo mesário na seção número 22 do município com menos de 12 mil habitantes, em um salão paroquial no distrito de Linha Bom, área rural onde mora. A mesma função foi desempenhada nos pleitos de 2006, 2008 e 2010.
Vinicius deu entrevista ao portal G1. Confira aqui trechos da reportagem:
“O Brasil precisa de inclusão, das pessoas com necessidades específicas. E a minha vontade de ser mesário surgiu para ter esse orgulho e satisfação”, disse Vinicius ao G1.
Desafiar preconceitos não é novidade para o jovem. Foi acreditando na própria capacidade intelectual que ele escreveu e publicou um livro, em coautoria com a prima, Carina Streda, que é pedagoga.
Publicado neste ano, “Nunca Deixe de Sonhar”, que conta a história pessoal do jovem, já esgotou 2 mil exemplares e está atualmente na terceira edição. “Traz minha experiência de vida, as angústias e dificuldades que passei”, explica.
Para ele, contribuir com a democracia também representa um gesto de reafirmação de competência diante dos eleitores de Santo Cristo. “Quero exercer a cidadania e a democracia. Acredito muito na inclusão. Em centros de reabilitação para quem tem necessidades específicas”, diz o jovem.
Vinicius, porém, ainda tenta superar as dificuldades para terminar o ensino médio. Segundo a família, ele busca neste ano a aprovação em duas matérias que ficaram pendentes. Além disso, o jovem diz estar desempregado desde o ano passado por conta de dificuldades financeiras da empresa onde trabalhava, e que lhe ofertou um cargo dentro do programa inclusivo de contratações.
Com informações do G1.
Fonte:http://www.movimentodown.org.br
Aos 27 anos, Vinicius Streda tem síndrome de Down e mora no município de Santo Cristo, na Região Noroeste do Rio Grande do Sul. Pela quarta eleição consecutiva, ele se prepara para ser mesário.
No próximo domingo (5), ele assumirá os trabalhos como segundo mesário na seção número 22 do município com menos de 12 mil habitantes, em um salão paroquial no distrito de Linha Bom, área rural onde mora. A mesma função foi desempenhada nos pleitos de 2006, 2008 e 2010.
Vinicius deu entrevista ao portal G1. Confira aqui trechos da reportagem:
“O Brasil precisa de inclusão, das pessoas com necessidades específicas. E a minha vontade de ser mesário surgiu para ter esse orgulho e satisfação”, disse Vinicius ao G1.
Desafiar preconceitos não é novidade para o jovem. Foi acreditando na própria capacidade intelectual que ele escreveu e publicou um livro, em coautoria com a prima, Carina Streda, que é pedagoga.
Publicado neste ano, “Nunca Deixe de Sonhar”, que conta a história pessoal do jovem, já esgotou 2 mil exemplares e está atualmente na terceira edição. “Traz minha experiência de vida, as angústias e dificuldades que passei”, explica.
Para ele, contribuir com a democracia também representa um gesto de reafirmação de competência diante dos eleitores de Santo Cristo. “Quero exercer a cidadania e a democracia. Acredito muito na inclusão. Em centros de reabilitação para quem tem necessidades específicas”, diz o jovem.
Vinicius, porém, ainda tenta superar as dificuldades para terminar o ensino médio. Segundo a família, ele busca neste ano a aprovação em duas matérias que ficaram pendentes. Além disso, o jovem diz estar desempregado desde o ano passado por conta de dificuldades financeiras da empresa onde trabalhava, e que lhe ofertou um cargo dentro do programa inclusivo de contratações.
Com informações do G1.
Fonte:http://www.movimentodown.org.br
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