sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Perda de audição

dr_setubal_Perda_de_audição_29_08_2017

Embora a perda possa ocorrer a qualquer idade, as dificuldades de audição no nascimento ou que se desenvolvem durante a infância e os anos de criança podem ter sérias consequências. Isso ocorre porque a audição normal é inicialmente necessária para entender a linguagem falada e, mais tarde, para produzir uma fala clara. Consequentemente, se uma criança experimenta perda auditiva durante a primeira infância, exige atenção imediata. Mesmo uma perda auditiva temporária, mas severa durante este período pode tornar muito difícil para a criança aprender linguagem oral adequada.

A maioria das crianças sofre perda auditiva leve quando o líquido se acumula na orelha por alergias ou resfriados. Esta perda auditiva geralmente é temporária. A audição normal geralmente se retoma uma vez que o resfriado e as alergias diminuem e o tubo de Eustáquio (que liga a orelha média à garganta) drena o fluido restante na parte de trás da garganta.

As crianças que não ouvem tão bem como devem, às vezes apresentam atrasos na fala. Muito menos comum é o tipo permanente de perda de audição que sempre põe em perigo o desenvolvimento normal da fala e da linguagem. A perda auditiva permanente varia de leve ou parcial a completa ou total. Existem dois tipos principais de perda auditiva:


Perda auditiva condutiva


Quando uma criança tem uma perda auditiva condutora, pode haver uma anormalidade na estrutura do canal auditivo externo ou ouvido médio, ou pode haver fluido na orelha média que interfira com a transferência de som.


Perda auditiva sensorial (também chamada de surdez nervosa)


Este tipo de deficiência auditiva é causada por uma anormalidade da orelha interna ou dos nervos que transportam mensagens sonoras da orelha interna para o cérebro. A perda pode estar presente no nascimento ou ocorrer pouco depois. Se houver uma história familiar de surdez, a causa provavelmente será hereditária (genética). Se a mãe teve rubéola, citomegalovírus ou outra doença infecciosa que afeta a audição durante a gravidez, o feto poderá ser infectado e pode perder a audição.

Ainda assim, na maioria dos casos, nenhum outro membro da família terá perda de audição porque cada pai é apenas um transportador para um gene de perda auditiva. Isso é chamado de “padrão autossômico recessivo”, em vez de “dominante”, no qual seria esperado que outros membros da família de um lado tivessem perda auditiva. Futuros irmãos e irmãs da criança têm um maior risco de sofrer deficiência auditiva e a família deve buscar aconselhamento genético se a perda auditiva for determinada a ser herdada.

Aqui estão os sinais e sintomas que devem fazer você suspeitar que seu filho tem uma perda de audição:

  • A criança que não se assusta com barulhos altos depois do primeiro mês ou não se volta para a fonte de um som após quarto mês de idade.
  • Ela não percebe você até vê-lo.
  • Ela se concentra em ruídos vibrantes que possa sentir, ao invés de experimentar com uma grande variedade de sons e consoantes de vogais.
  • Sua fala está atrasada ou difícil de entender, ou ele não diz palavras únicas como “dada” ou “mama” aos doze aos quinze meses de idade.
  • Ele nem sempre responde quando chamado. (Isso geralmente é confundido com falta de atenção ou resistência, mas pode ser o resultado de uma perda de audição parcial).
  • Ele parece ouvir alguns sons, mas não outros. (A perda auditiva afeta apenas sons agudos, algumas crianças têm perda auditiva em apenas uma orelha).
  • Ele parece não apenas ouvir mal, mas também tem problemas para manter a cabeça firme, ou é lento para se sentar ou andar sem suporte. (Em algumas crianças com perda auditiva neurossensorial, a parte da orelha interna que fornece informações sobre o equilíbrio e o movimento da cabeça também está danificada.)

A perda de audição deve ser diagnosticada o mais breve possível, de modo que a criança não tenha problemas na aprendizagem do idioma.

Fonte: institutopensi.org.br

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

5 frases para nunca dizer a pais de crianças deficientes

Mesmo que a intenção seja a melhor possível, algumas frases ditas com muita frequência para pais de crianças com deficiência magoam e até ofendem. A seguir, confira 5 exemplos que devem ser evitados


criança deficiente síndrome de down

1. “Pais especiais recebem filhos especiais”

Pode parecer um elogio, mas traz uma mensagem dúbia. O fato de ter um filho com deficiência não faz de ninguém uma pessoa melhor ou pior. A maneira com que os pais lidam com a situação, sim, podem transformá-los e levá-los a enxergar as coisas de outra forma. Por trás desse clichê, há a ideia de que esses pais “mereceram” uma criança com deficiência e, por isso, devem suportar todas as implicações que isso traz sem reclamar. O bordão minimiza o sofrimento e a luta dessas pessoas.

Quer dar uma palavra de apoio? Que tal substituir por “Vocês são os melhores pais que essa criança poderia ter”? 


2. “Você deve cuidar bem de si para cuidar melhor de seu filho”

A frase é destinada especialmente às mães (reflexo de machismo). Embora haja uma parcela de verdade, soa ofensiva. Afinal, ninguém sabe o quão atribulada é a rotina dos pais. Além de muitas vezes exigirem cuidados diferenciados em casa, as crianças costumam frequentar fisioterapia, consultas médicas, fonoaudiólogo etc. Quem não gostaria de passar algumas horas se cuidando em vez de coordenar horas de terapia e outras coisas da família?

Se a intenção é ajudar a pessoa que está precisando de um tempo para si, não critique. Ofereça algumas horas do seu próprio tempo para cuidar da criança enquanto a mãe vai sair com amigos ou o pai quer cortar os cabelos (ou apenas quando eles querem tirar uma soneca). Essa colaboração será mais do que bem-vinda.


3. “O que houve com o seu filho?”

É um pecado mortal desejar saber o que se passa com a criança? Não. Só que, em algumas circunstâncias, os pais não têm todas as respostas. Há casos em que os diagnósticos demoram anos para terem uma conclusão. E, em português claro, esse tipo de informação não é da conta de ninguém. Aliás, é um direito dos pais proteger a privacidade do filho e que devem falar sobre o assunto apenas se tiverem razões apropriadas para isso.

Se você está perguntando por querer demonstrar seu interesse, o melhor, sempre, é mostrar que está à disposição para ouvir. Seus amigos têm um filho com uma deficiência e estão cheios de problemas? Deixe que desabafem, sem fazer perguntas.

4. “Como você consegue? Deve ser muito difícil…”

Criar filhos não é fácil. Mas, a partir do momento em que alguém escolhe ser mãe ou pai, procura dar o seu melhor, independentemente de o filho nascer ou não com uma deficiência. Comparar uma criança a um fardo é de um tremendo mau gosto, insensibilidade e um engano: crianças sempre dão alegrias aos seus pais. E cada um se vira com o que tem e como pode, e isso não é da conta de ninguém.

Mais uma vez, vale a dica: se você está realmente preocupado com a rotina sobrecarregada dos pais de uma criança (qualquer uma, aliás), ofereça ajuda. Se os pais estão sem tempo de ir ao banco pagar uma conta, faça isso. Comprar mantimentos no mercado, tomar conta das crianças, levar o carro no mecânico… Qualquer coisa útil.

5. “Só nos é dado aquilo com que conseguimos lidar”

Isso supõe que a pessoa tem de enfrentar ou aprender a encarar a situação. A questão é: e se ela não puder lidar com isso? Ou, pior, e se essa frase for dita justamente no momento em que os pais desejam compartilhar suas angústias e pedir ajuda? Dizer algo assim pode fazer com que eles sintam que não podem discutir seus sentimentos e preocupações, porque eles “supostamente” devem saber lidar bem com as circunstâncias.

Quando a sua intenção é mostrar admiração por uma pessoa que cuida bem do filho ou filha, troque a frase acima por “Eu admiro seu esforço e dedicação”. É mais gentil.

Matéria extraída do boainformacao.com,br
Fonte: Juliana Endres, especialista em turismo/hotelaria, mãe de Isadora, 3 anos, que tem Síndrome de Williams; Leticia Gomes Gonçalves, psicóloga, doula, consultora em disciplina positiva, escritora no blog Conversa entre Marias e tia do Levy, 7 anos, que tem paralisia cerebral; Marley Galvão, jornalista, escritora no blog Mundo da Bela, mãe de Isabela, 6 anos, que tem paralisia cerebral; Monica Pessanha, psicopedagoga e psicanalista infantil e de adolescentes, de São Paulo (SP), e Sueli Adestro, coordenadora da equipe da área pedagógica do serviço de reforço escolar Tutores BR (UOL)

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Lei obriga cinemas do Brasil a exibirem conteúdo para deficientes auditivos e visuais

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Em novembro deste ano, passa a vigorar a Instrução Normativa 128/2016, da Agência Nacional do Cinema (Ancine), que obriga os cinemas a adaptarem os conteúdos dos filmes em formato de audiodescrição, closed caption (legenda) e LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) para deficientes auditivos e visuais.

As principais soluções criadas com este objetivo estarão expostas na Expocine – maior exposição voltada ao mercado do cinema na América Latina e segunda maior do mundo -, entre os próximos dias 27 e 29 de setembro no Centro de Convenções Frei Caneca, na capital paulista. O evento também contará com uma palestra sobre o tema no dia 28, ministrada por Guido Lemos (Assista Tecnologia), Luciano Taffetani (Diretor de Vendas, Dolby) e Maurício Hirata Filho (ANCINE).

“O mercado precisou se movimentar para criar tecnologias capazes de incluir os cegos e surdos nestes espaços, mas sem interferir na experiência dos demais espectadores. Foi um desafio muito grande e cujas soluções encontradas tornaram o Brasil referência mundial em acessibilidade de conteúdo nos cinemas. Países como Inglaterra, Estados Unidos e França, por exemplo, que também estão passando por este processo, voltam os olhos voltados para cá e as nossas empresas passaram a dar consultorias lá fora sobre isso”, afirma Marcelo Lima, diretor da Expocine.

Dispositivos colocados nas poltronas para o espectador ler as legendas closed caption, óculos eletrônicos que exibem nas lentes a imagem do intérprete ou o texto das legendas, aplicativos de celular que amplificam o áudio do filme e ferramentas que fornecem a audiodescrição em tempo real são algumas das tecnologias que serão expostas na Expocine.

“Adaptar os filmes significa ter acesso a eles antes da sua chegada aos cinemas. E num mercado bilionário, repleto de superproduções Hollywoodianas e distribuidoras extremamente receosas com o vazamento destes materiais, esta questão precisou ser analisada com um cuidado muito especial. E nossas empresas deram conta de usar a tecnologia para solucionar isso”, diz Lima.

Para o diretor da Expocine, os cinemas tendem a se beneficiar dessa mudança na legislação a médio e longo prazos, à medida que se abrem para um público de cerca de 7,2 milhões de deficientes visuais e 2,2 milhões auditivos, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Porém, o curto prazo para se adaptar à obrigatoriedade e a falta de apoio financeiro do governo federal têm causado preocupação às redes de cinema do País.

“Trata-se de uma mudança que gerará um alto custo e nem todas as redes estão preparadas financeiramente para isso, sobretudo as pequenas e médias. Ainda mais após o alto gasto com a digitalização de seus cinemas”, explica Lima.

Matéria extraída do CinePOP

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Tamanho do cérebro do bebê pode indicar se criança terá autismo, diz estudo


Medir o tamanho do cérebro de bebês é uma forma precisa de saber se eles vão desenvolver autismo ou não, sugere estudo da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos.

Os cientistas perceberam que as medidas da circunferência da cabeça e o volume longitudinal do cérebro de crianças que recebem o diagnóstico de autismo aos dois anos de idade são, já no primeiro ano de vida, maiores do que as de crianças que não desenvolvem o distúrbio. O estudo foi publicado nesta quarta-feira (15) na revista Nature.

Cerca de 1% da população mundial, ou um em cada 68 indivíduos, apresenta algum transtorno do espectro do autismo.

Heather Hazlett e seus colegas conduziram a pesquisa com 106 crianças que tinham um irmão mais velho com diagnóstico de autismo, o que as torna com alto risco de desenvolver a doença. Também avaliaram as imagens cerebrais de outras 42 crianças com baixo risco, ou seja, sem histórico imediato de autismo na família.

Ao analisarem imagens realizadas entre 6 e 24 meses de idade, os autores encontraram uma taxa de crescimento aumentado do cérebro nas crianças de alto risco que depois foram diagnosticadas com autismo em comparação às crianças com baixo risco e as de alto risco que não foram diagnosticadas com autismo.

Eles também descobriram que essas mudanças no volume cerebral estão associadas a déficits sociais que começam no segundo ano. Os autores usaram um algoritmo que consegue prever com boa precisão quais bebês no grupo de alto risco serão diagnosticados com autismo aos 2 anos.


Mais estudos são necessários para uso clínico


Para que o método possa ser usado por médicos no dia a dia, os cientistas sugerem que sejam feitas mais pesquisas com maior número de crianças.

O volume aumentado do cérebro já havia sido observado em crianças com autismo, mas o desenvolvimento dessas mudanças e outras relações com sintomas comportamentais ainda não estão claros. Os pesquisadores ressaltam que ainda não foi possível saber se as mudanças no cérebro são específicas do autismo ou se podem se sobrepor a outros distúrbios do desenvolvimento neurológico.

Nos últimos anos, a pesquisa sobre o autismo tem atraído interesse dos cientistas. Em 2014, um estudo publicado na revista Neuron por pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Columbia revelou que os autistas têm mais sinapses (conexões entre neurônios) do que de crianças não autistas, o que poderia talvez explicar a sensibilidade aumentada para o toque e audição.

Em 2015, graças a exames de imagem, cientistas da Universidade de Warwick, no Reino Unido, identificaram diferenças no cérebro de autistas associadas às áreas responsáveis pela capacidade de entender as emoções de outras pessoas e ter empatia.

Matéria extraída do Estado CE Fonte: UOL

sábado, 23 de setembro de 2017

“Eu não quero ser abortada, eu quero ficar no mundo”, diz jovem com síndrome de down para Presidente da Alemanha


As eleições presidenciais alemãs se aproximam e os candidatos estão em clima de campanha. Dentro desse clima, a atual presidente Angela Merkel, buscando sua reeleição, deu uma entrevista em um programa de TV e foi interpelada com uma pergunta que a deixou sem reação.

A pergunta foi a seguinte:

“Sra. Merkel, a senhora é uma política, a senhora faz as leis. Nove em cada dez bebês com síndrome de Down não nascem na Alemanha. Eles são abortados. Um bebê com síndrome de Down pode ser abortado até poucos dias antes do nascimento. Por quê? Eu não quero ser abortada, eu quero ficar no mundo”.

Quem fez a pergunta foi a jovem Natalie, de 18 anos, portadora de síndrome de down.

A chanceler alemã ficou constrangida com a pergunta e deu a seguinte resposta:

“Acho ótimo que você levante essa questão”. Merkel disse que os partidos conservadores lutaram para que as mães que desejam abortar recebessem uma orientação profissional e um período de até três dias de reflexão após a orientação.

“E infelizmente preciso dizer que foi extremamente difícil conseguir uma maioria parlamentar para isso, pois se argumentou que se trata de uma decisão pessoal dos pais e em especial da mãe”, disse Merkel. “Mas quando vejo que pessoa incrível você é, então tenho que dizer que foi a coisa certa termos abordado isso."

Enquanto políticos ficam em cima do muro sem respostas concretas e convincentes na luta pela vida, a cultura de morte vai se alastrando pelo mundo, principalmente pela Europa.

Leão XIII definiria bem o atual momento político no mundo:

“A audácia dos maus, se alimenta da covardia e da omissão dos bons”.

Fonte: ChurchPOP