sexta-feira, 1 de julho de 2022

Pai faz caminho na areia para ajudar filho com deficiência visual ir ao mar

O menino possui um síndrome rara que fez ele começar a perder a visão

paisefilhos.uol.com.br

Davi Lucas foi diagnosticado com uma síndrome rara que o fez começar a perder a visão quando ele tinha entre 5 e 6 anos. Hoje, com 8 anos de idade, ele precisa enfrentar alguns obstáculos pela deficiência visual e, por isso, o pai do garoto traçou uma caminho na areia para que ele pudesse chegar até o mar.

José Ricardo não queria que o filho deixasse de aproveitar o momento na praia, e, por isso, teve a ideia de fazer o caminho na areia. O vídeo do momento foi gravado pela mãe de Davi, Fabiana Maria.

 
Os pais do garoto compartilharam o vídeo, que acabou viralizando pelo gesto de amor e apoio do pai da criança. “Cuidado! Esse vídeo contém cenas fortes e que com certeza vão te fazer chorar. Estávamos na praia e o papai, José Ricardo começou a fazer esse “caminho” pra Davi…Quando ele começou eu não entendi nada, até que ele começou a falar a Davi que estava fazendo aquilo pra ele ir sozinho da nossa mesa até o mar”, escreveram na legenda.

quarta-feira, 29 de junho de 2022

Atividade física contribui para o desenvolvimento de crianças e adolescentes com deficiência

Rodrigo Relozi para o tribunadointerior.com.br


Além de atuar na prevenção e controle de doenças comuns como hipertensão arterial, colesterol diabetes e artrose, a prática de exercícios físicos auxilia na manutenção do condicionamento cardiorrespiratório.

Crianças e adolescentes com paralisia cerebral, autismo e síndrome de Down que realizam atividades físicas têm uma melhor qualidade de vida, prevenção de doenças e melhoria na área cardiorrespiratória. É o que diz o professor de Educação Física/Fisiologista do Exercício Pedagogo, Fabio Piassa.

Piassa, que é também Especialista em Educação Especial e Transtorno do Espectro Autista, concedeu uma entrevista exclusiva a TRIBUNA, em que fala sobre o assunto e a evolução das crianças que praticam exercícios físicos com regularidade.

“A atividade física aliada a algumas terapias convencionais, podem ser uma forma de manutenção do estado geral de saúde e da funcionalidade nas atividades do cotidiano. Além de atuar na prevenção e controle de doenças comuns como hipertensão arterial, colesterol diabetes e artrose, a realização de exercícios físicos, auxilia na manutenção do condicionamento cardiorrespiratório, força muscular, flexibilidade, equilíbrio e consequentemente ajuda a manter ganhos funcionais, como caminhar, sentar, agarrar e segurar objetos. As atividades podem ainda de acordo com a prática, terem objetivos terapêuticos, recreativos e competitivos”, explicou o professor.

Segundo ele, desordens motoras como alterações do tônus muscular, do equilíbrio, da coordenação, do planejamento motor, entre outras disfunções, são geralmente acompanhadas por alterações na sensação, percepção, cognição e comunicação. Estes quadros podem apresentar melhoras significativas com a prática de exercícios, garantiu.

Piassa orienta também sobre as atividades realizadas para desenvolvimento da criança e quando usar a técnica. “As atividades devem variar de acordo com a idade e com o nível de lesão de cada indivíduo. Devem estar incluídos na rotina de exercícios atividades como andar, pedalar, nadar, exercícios de fortalecimento muscular, flexibilidade e equilíbrio. O aumento do tempo de duração da atividade aeróbia e da carga nos exercícios de fortalecimento deve ser gradativo”, explicou.

Ele ressaltou que as crianças devem ser incentivadas a praticar exercícios, já que o método, ressalta, estimula ela a desenvolver não só a capacidade de reconhecer seu corpo, limitações e o seu potencial físico, mas também a sua habilidade de raciocinar e de tomar decisões, criando um caminho de condução do estímulo entre o cérebro e os músculos ainda mais eficiente. “Esta capacidade se desenvolve ao longo dos anos e facilita o processo de aprendizagem em diferentes níveis cognitivos e motores”, acrescentou.

sexta-feira, 24 de junho de 2022

Cães de serviço: entenda como eles ajudam pessoas com deficiência

Cães-guia, ouvintes e de serviço podem devolver aos humanos a independência em tarefas importantes, como se locomover e se vestir

Ana Harada para o revistacasaejardim.globo.com

Os pets, sem sombra de dúvida, trazem muita felicidade para os tutores. Porém alguns vão muito além das brincadeiras e dos "lambeijos"! Você já deve ter ouvido falar de cães policiais, bombeiros ou cães-guia, mas sabia que esses animais podem exercer outras funções para ajudar a vida de quem precisa?

“Cães de assistência” é o termo geral utilizado para designar os cachorros que auxiliam no bem-estar ou independência das pessoas. São três categorias principais: cães-guia (que acompanham deficientes visuais), cães-ouvintes (que auxiliam deficientes auditivos) e cães de serviço (que dão assistência a pessoas com deficiências motoras e também crianças autistas).

Há também os cães de terapia e cães de apoio emocional, os quais atuam na parte de suporte emocional para os humanos na vida diária, em hospitais ou centros de reabilitação.


Os cães de serviço podem promover benefícios terapêuticos e auxiliar crianças do espectro autista no aprendizado da comunicação, sendo uma ponte social (Foto: Instagram/ @caoinclusao/ Reprodução)

Leia a matéria completa em revistacasaejardim.globo.com

quarta-feira, 22 de junho de 2022

Cavalos ajudam no tratamento de várias deficiências

Equoterapia contribui para o desenvolvimento cognitivo, físico, emocional, social e ocupacional​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​


Luciana Vinha para diariodaregiao.com.br
 

Daniele Colombara com a fisioterapeuta Nanci Priscila Affini

A equoterapia é uma atividade complementar que tem sido cada vez mais utilizada como ferramenta terapêutica e recomendada por profissionais especializados em saúde física e mental, pois oferece um amplo leque de possibilidades para pessoas com problemas físicos, mentais, sensoriais e comportamentais. A técnica utiliza o cavalo como mediador das atividades, objetivando a reabilitação e/ou educação de pessoas que sofrem de algum tipo de deficiência ou necessidades específicas, contemplando diferentes metodologias para a sua prática de acordo com as possibilidades e limitações de cada paciente.

De acordo com a fisioterapeuta e instrutora Nanci Priscila Affini, coordenadora do Centro de Hipoterapia e Equitação Terapêutica (CHET), em Rio Preto, cada indivíduo portador de deficiência e/ou necessidades especiais tem seu perfil, o que o torna diferente. “Isso evidencia a necessidade de se formular programas personalizados, que levem em consideração as exigências para cada indivíduo, em determinada fase de seu processo evolutivo”, explica.

Dentre os benefícios físicos alcançados com a equoterapia é possível destacar a melhora do equilíbrio, o controle da postura, o fortalecimento do tônus ​​muscular, a coordenação e orientação neuromotora, o espaço temporal e a lateralidade e a melhora da percepção do esquema corporal, além de inúmeros benefícios psicológicos, como: aumento da autoestima, melhora da confiança nos outros e em si mesmo, estimulação da atenção e concentração, desenvolvimento do autocontrole, estimulação da comunicação e da linguagem, novos aprendizados, como respeito pelos outros e pela natureza. “A equoterapia é um método de reabilitação e educação que trabalha o praticante de forma global”, afirma Nanci.

Para a fisioterapeuta e psicóloga Adriana Ganança, proprietária e instrutora no Centro de Equoterapia Jockey Club, em Rio Preto, é difícil prever quanto tempo leva para que um paciente tenha uma melhora no quadro clínico, pois as lesões são diferentes e cada pessoa reage de uma maneira. “O que eu posso afirmar é que em toda sessão de equoterapia ocorre uma evolução satisfatória em algum sentido, seja físico, motor ou psicológico. Os pais relatam que já observam os benefícios nos filhos logo nas primeiras sessões, uma vez que as crianças melhoram a postura, ficam felizes e querem voltar logo”, destaca.

Atividade lúdica

Quem tem se beneficiado com a equoterapia é o André Lúcio Neves Brito, que tem 10 anos e foi diagnosticado com paralisia cerebral com 1 ano e oito meses. Hoje, ele é atendido no Centro de Equoterapia Jockey Club, em Rio Preto. A mãe dele, Regina da Silva Neves, 28, conta que o filho realiza a terapia complementar há seis anos, uma vez por semana. “Ele teve uma aceitação e adaptação ótimas ao método, e com isso os resultados foram rápidos. Com apenas um mês de sessão já foi possível notar uma evolução no quadro clínico dele, principalmente no equilíbrio, mas os benefícios são vários, incluindo melhora postural e de marcha, e questão sensorial. A indicação é por tempo indeterminado, ou seja, enquanto houver evolução no quadro, ele será estimulado”, destaca.

Regina revela que a paralisia cerebral que acometeu o filho é decorrente do atraso no parto, que resultou em falta de oxigênio para o bebê. Apesar de ter dado entrada no hospital por volta das 5h da manhã com fortes contrações, a bolsa não se rompeu e somente às 20h foi levada para a sala de parto. “Minha gestação foi tranquila, fiz o pré-natal certinho, não houve nenhuma intercorrência. O André nasceu roxo, não chorou, e o cordão umbilical estava enrolado no pescoço. Ele foi levado para a UTI, passou a noite lá, e quando voltou para o quarto teve febre alta e uma convulsão, e precisou retornar. Quando teve alta a única recomendação foi que ele não podia ter febre alta”, conta a mãe.

Ela relata que aos 6 meses o André ainda não sentava e seu desenvolvimento era muito lento, mas a médica que o atendia dizia que era normal, apenas porque ele atrasou para nascer. Ao completar um ano, ela decidiu trocar de pediatra, que até indicou algumas sessões de fisioterapia, mas não deu o diagnostico, até que meses depois, ao passar por outro médico em Rio Preto e realizar alguns exames solicitados pelo profissional, descobriu que o André era portador de paralisia cerebral. “A partir desse momento ele começou uma série de tratamentos, incluindo fisioterapia, terapia ocupacional, e sessões com a fonoaudióloga, e aos 4 aninhos começou a equoterapia, cujos benefícios são vários para a sua saúde física e mental”, aponta. (LV)

Bem-estar físico e emocional

Daniele Colombara tem 36 anos e, em 2010, foi diagnosticada a doença de Wilson, um distúrbio hereditário raro, que causa um acúmulo de cobre no fígado, cérebro e outros órgãos. Os sinais e sintomas variam dependendo das partes do corpo afetadas pela doença, mas geralmente incluem alterações motoras como tremores, contrações musculares involuntárias (distonia), dificuldade de coordenação e anomalia de marcha e rigidez.

Ela conta que pratica equoterapia há mais de cinco anos por indicação médica e afirma ter obtido benefícios. “Quem me indicou a equoterapia foi o neurologista da ARCD (Associação de Reabilitação da Criança Deficiente), após eu ter tido alta das terapias, e também o neurologista do Hospital das Clínicas de São Paulo. Os benefícios são muitos, como a melhora da marcha, equilíbrio, alongamento e relaxamento. Tenho muita rigidez devido à doença. E na parte emocional também é algo que me ajuda muito”, destaca.

Daniele é paciente do Chet (Centro de Hippoterapia e Equitação Terapêutica), em Rio Preto, onde realiza as sessões uma vez por semana, com duração de aproximadamente 30 minutos. “Apesar de nunca ter andando a cavalo antes, minha adaptação foi bem tranquila, não tive nenhum problema com isso, pois eu amo animais, adoro cavalos, a natureza. Pra mim a equoterapia não é nem uma terapia em si, e sim um lazer, de tão bem e feliz que me sinto”, ressalta. (LV)

Como funciona

Cada sessão dura em média 30 minutos e pode ser feita de uma a duas vezes por semana. Para dar início ao tratamento, o primeiro passo é avaliar quais são as possibilidades e limitações do paciente. Feito isso, é de fundamental importância o primeiro contato físico com o cavalo, para que seja estabelecida uma relação de confiança com o animal e o paciente possa ficar relaxado quando tiver que montar. A abordagem inicial pode ser acariciando o seu pelo. “A adaptação tem que ser gradativa e prazerosa. O indivíduo deve ser acompanhado por uma equipe qualificada em um local seguro, onde será proporcionado um contato prazeroso com o cavalo”, aponta Nanci Priscila Affini.

Nem todos os cavalos são adequados, por isso devem ter algumas características, como, por exemplo, ter o temperamento dócil e calmo, estar acostumado a interagir com as pessoas e com os materiais que são utilizados durante as sessões terapêuticas, além de receber um treinamento específico para atuar com os pacientes. “O cavalo tem que ter boa índole, não ter manias agressivas, ter bons aprumos, ter um dorso alinhado e aceitar diversas brincadeiras a serem utilizadas durante as sessões”, explica Adriana Ganança, que acrescenta ainda que a equoterapia pode ser contraindicada para pessoas com crises convulsivas graves e não controladas com medicação, alteração ortopédica do tipo escoliose grave, ulceras de decúbito na região sacral, frouxidão ligamentar (cervical e quadril) e alergias. (LV)

Indicações
Múltiplos benefícios: 

Melhora o equilíbrio e a mobilidade graças ao movimento tridimensional do cavalo que se assemelha à marcha humana; a variabilidade da marcha permite regular terapeuticamente o grau de sensações recebidas pelo paciente (um cavalo transmite ao paciente uma série de oscilações tridimensionais como para frente e para trás, elevação, descida, deslocamento e rotação);

Diminui a espasticidade muscular, pois o calor corporal do cavalo facilita o relaxamento muscular e articular;

Estimula a psicomotricidade, a adaptação do indivíduo ao ambiente e a uma melhor qualidade de vida e maior grau de autossuficiência, aumentando sua confiança e estimulando sua linguagem para o desenvolvimento da fala, comunicação e socialização;

sexta-feira, 17 de junho de 2022

ONG promove match da amizade entre jovens voluntários e crianças com deficiência

 Por Rafael Melo para razoesparaacreditar.com

“Viver a vida sem amigos não vale a pena, não é uma vida completa”. Foi assim que a mãe do pequeno Luís Felipe, Ana Paula, descreveu a aflição por ver seu filho sem ter amigos. Essa é uma realidade na vida das crianças com deficiência que a Friendship Circle Brasil quer transformar. E vem transformando.

A ONG foi criada pela especialista em Educação Especial, Bella Shapiro. Ela se formou nos Estados Unidos, onde conheceu o trabalho e decidiu trazer para o Brasil há 9 anos. “A palavra encantamento é pouca, eu fiquei deslumbrada”, disse a fundadora do projeto no Brasil.

A iniciativa funciona com diversos projetos e o mais procurado é o Amigos em Casa, que promove o match entre jovens e crianças e adolescentes com deficiência, criando inclusão social, convivência e laços de afeto e amizade. Tem ainda o Dia da Alegria, o Círculo da Inclusão, o Clube do Aniversário, a formação dos voluntários e o apoio às famílias.

Foto: Reprodução/Instagram @friendshipcirclesaopaulo