quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Deficiência não aparente, o que fazer?

Ter uma defciência aparente já não é fácil, imagina quando essa defciência não aparece



Lamentavelmente a sociedade brasileira só enxerga a deficiência de uma pessoa quando essa é visível. Por exemplo, há compreensão no caso de pessoas que tem dificuldades motoras, como é o caso de usuários de cadeira de rodas, no caso de pessoas amputadas, paralisia cerebral, deficiência visual, etc.

No meu caso, por exemplo, amputada de um braço, minha deficiência é visível, qualquer pessoa pode ver. Sendo assim, não tenho problemas em relação a vaga preferencial, quando pago meia entrada no cinema e por aí vai. Entretanto no caso de pessoas que tem fibromialgia, esclerose múltipla, deficiência auditiva, doença crônica e pessoas ostomizadas, estas geralmente enfrentam situações constrangedoras e humilhantes por falta de conhecimento e compreensão da sociedade. Sofrem muita discriminação.

A sociedade precisa compreender que ter uma deficiência não significa que a pessoa necessariamente terá que usar uma cadeira de rodas ou que ela precisa ser amputada. Acredito que o que contribui muito pra isso, são aqueles cartazes (ícone de um homem na cadeira de rodas) que encontramos nas filas de lugares públicos e vagas de estacionamento. E ao ver esses cartazes, normalmente as pessoas sem deficiência pensam que só mesmo cadeirantes têm esse direito. Isso precisa ser desmistificado.

O mesmo acontece com pessoas cardiopatas ou usuárias de próteses, que geralmente são confundidas como pessoas preguiçosas. As pessoas não entendem que elas sentem fraqueza, fadiga e dores.

É claro que existem pessoas oportunistas, mas precisamos observar muito antes de julgar, pois ninguém tem informações o bastante para fazer um veredicto e colocar-se acima dos fatos e da verdade. Ao invés de julgar ofereça uma ajuda, um apoio… Se a pessoa realmente estiver precisando ela vai agradecer. Tente fazer isso.

E você, já sofreu algum tipo de discriminação por ter uma deficiência não aparente? Já sofreu algum comentário maldoso? Compartilhe conosco deixando aqui seu comentário. 

Por Vera Garcia (criadora do blog DeficienteCiente) 

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