quarta-feira, 18 de maio de 2022

70% dos professores acham benéfico incluir criança com deficiência em classe regular

Pesquisa Datafolha ouviu cerca de mil professores da rede pública de todas as regiões do país

Havolene Valinhos | SÃO PAULO
 

Pesquisa Datafolha, realizada a pedido da Fundação Lemann com colaboração do Instituto Rodrigo Mendes, mostra que 70% dos quase mil professores entrevistados acreditam que a escolarização de crianças com deficiência feita em conjunto com alunos de classes regulares proporciona benefícios educacionais a todos.

O levantamento foi realizado entre os dias 9 de novembro e 1º de dezembro do ano passado, por meio de entrevistas por telefone, e ouviu 967 docentes de ensino fundamental e ensino médio de redes públicas de todas as regiões do país.

De acordo com a pesquisa, 95% dos entrevistados disseram que conhecem os direitos dos estudantes com deficiência de ter acesso a escolas comuns e compartilhar seus espaços com os demais.

"O fato de a maioria dos professores acreditar no sistema de ensino inclusivo é fundamental porque é esse profissional que tem contato direto com o estudante, com a família dele no dia a dia, está na linha de frente e investirá na aprendizagem eficaz de todos os alunos de sua sala", diz Luiza Corrêa, coordenadora de Advocacy do Instituto Rodrigo Mendes. Segundo Corrêa, isso não retira a obrigação das redes de ensino de investirem em formação continuada, metodologia e capacitação para esses docentes.

 Leia a matéria completa em folha.uol.com.br

sexta-feira, 13 de maio de 2022

10 sugestões para falar sobre deficiência e inclusão com as crianças

As crianças desde muito novas percebem as diferenças entre as pessoas e fazem perguntas sobre o que veem. Cabe aos pais mostrarem-se abertos ao diálogo e esclarecer as dúvidas dos filhos

Por Thainá Zanfolin para o cangurunews.com.br
 

Buscar a convivência com pessoas com deficiência é uma forma de promover a inclusão

Datas como 21 de setembro – Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência – e 3 de dezembro – Dia Internacional das Pessoas com Deficiência – buscam difundir informações sobre diversidade e ampliar a conscientização da importância da inclusão na sociedade. No geral, crianças com deficiência tendem a ser rotuladas e vistas apenas pelos seus impedimentos. Para mudar essa visão, os pais devem mostrar aos filhos o valor da diversidade humana e incentivar que convivam com crianças diversas.

As crianças desde muito novas percebem as diferenças entre as pessoas – em relação ao gênero, cor da pele, forma de falar, não enxergar ou usar cadeira de rodas, por exemplo – e fazem perguntas sobre isso, explicam as educadoras Kátia Cibas e Lailla Micas, em artigo publicado na Canguru News. “Esse tipo de curiosidade é natural e cabe aos adultos dar aos pequenos respostas respeitosas que valorizem a diversidade humana e incentivem o convívio entre todos”, afirmam as educadoras, que são integrantes do Instituto Rodrigo Mendes, ONG que atua a favor de uma educação de qualidade para pessoas com deficiência.

Promover esse diálogo com os filhos, no entanto, nem sempre é fácil. Fabiana Gutierrez, co-fundadora de Carlotas, instituição que fala sobre diversidade para crianças, diz que muitas vezes, anulamos ou nos retiramos do assunto por medo de abordar algo desconhecido para nós mesmos”. “É natural que assuntos que não conhecemos nos tragam desconforto, portanto, é nossa responsabilidade reconhecer o nosso ‘não-saber’ e pesquisar sobre ele”, diz.

O papel da família

Para Fabiana, é preciso ter diálogo aberto e acolhedor para que os filhos falem sobre suas dúvidas. As respostas, diz a co-fundadora, devem ser dadas em linguagem adequada à idade, para que os pequenos compreendam o que foi dito, lembrando que é responsabilidade dos pais ampliar o repertório da criança. 

Janaína Spolidorio, especialista em educação, afirma que é preciso ser o mais franco possível com os filhos: caso não saiba sobre um assunto ou informação, é interessante convidar a criança a pesquisar junto com você. “A informação é o que temos de melhor em relação à inclusão e à deficiência. Com a informação prevenimos o preconceito”, opina a especialista. 

Na escola, é possível que a criança tenha contato com amigos que apresentem alguma deficiência, contribuindo assim para que se familiarize com o assunto. Por lei, o ambiente escolar precisa oferecer as condições adequadas de inclusão, que vão desde aspectos relacionados ao espaço físico à frequência nas aulas regulares com todos os alunos. 

Dicas para conversar sobre deficiência e inclusão

Uma das principais preocupações na hora de conversar sobre deficiência e inclusão com as crianças são as formas de falar sobre o assunto com elas. A Diversa, uma plataforma que compartilha experiências de educação inclusiva, ressalta a importância de não se referir a pessoas com deficiência com tom ou palavras que tenham denotação de inferioridade.

“Coitada”, “doentinho”, “downzinho” são alguns exemplos apontados que não devem ser utilizados. Segundo a plataforma, “desconstruir a ideia de que a criança com deficiência é vítima ou uma pessoa especial é o primeiro passo para educar para a diversidade”. Abaixo veja outras dicas dadas pelas especialistas para abordar o tema da deficiência com as crianças.

Incentive a convivência com pessoas com deficiência. É importante permitir, desde cedo, que todas as crianças tenham contato entre si, brinquem e frequentem ambientes diversos.

Trate a pessoa com deficiência sem rótulos. Mostre para as crianças que, tal como qualquer cidadã ou cidadão, a pessoa com deficiência tem direito de estar nos lugares, participar das brincadeiras e realizar o que quiser, com a diferença de que, dependendo do tipo de atividade ou tarefa a ser realizada, pode precisar de apoio.

Observem suas habilidades. Peça para a criança destacar quais são as habilidades que o amigo ou a amiga com deficiência possui, fazendo assim com que sejam percebidos outros aspectos para além das dificuldades que ele ou ela apresenta. 

Permita uma conversa franca sobre o assunto. Quando as crianças se sentem seguras para tirar suas dúvidas, explicar sobre diversidade e inclusão se torna algo mais fácil.

Ouça atentamente as dúvidas das crianças. Deixe que falem sem interrupções para entender a linha de raciocínio para só então fazer mais perguntas ou determinada afirmação.

Pesquisem juntos. Se a criança apresentar uma curiosidade específica sobre alguns dos assuntos, pesquisem juntos sobre o tema.

Cuide do seu próprio discurso. As falas dos adultos são vistas quase que como verdades absolutas e, por esse motivo, reproduzidas. Evite, portanto, chavões, não se prenda a respostas genéricas ou pré-conceitos estabelecidos.

Leia livros.Muitos livros de histórias trazem narrativas sobre diferenças, não apenas de inclusão, mas de diversidade social, cultural e de gênero que podem ser lidos e comentados junto com os adultos.

Aproveite os assuntos do momento. Paraolimpíadas, personagens de desenhos, notícias e outros assuntos do momento podem ser aproveitados para falar sobre deficiência com as crianças. 

Amplie o repertório. É interessante escolher animações, filmes ou livros que incentivem a discussão e despertem uma nova forma de encarar a diversidade. 

Definição de pessoas com deficiência

De acordo com a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência), são consideradas pessoas com deficiência aquelas que têm impedimentos de ordem física, mental, intelectual ou sensorial que podem dificultar sua participação plena, efetiva e com igualdade na sociedade.

quarta-feira, 11 de maio de 2022

Crianças com deficiência: ainda precisamos falar sobre inclusão

 por Ana Clara Oliveira para o leiturinha.com.br

Segundo pesquisa do IBGE, realizada em 2010, estima-se que 23% da população geral possui alguma deficiência. Além disso, ao menos 7,5% das crianças brasileiras até 14 anos de idade têm uma deficiência diagnosticada. E embora esses números sejam significativos, sabemos que ainda são poucas as pessoas que vivenciam ou conhecem de perto essa realidade.

Esse desconhecimento gera possíveis estigmas e preconceitos que cercam a vida de crianças, adolescentes e adultos com deficiência. Já conscientizar-se sobre a diversidade e a inclusão é o começo de uma sociedade mais empática, solidária e inclusiva para todos nós. Então, vamos conhecer as histórias de pessoas que vivenciam a luta pela inclusão de crianças com deficiência? Confira abaixo alguns depoimentos!

“O essencial é invisível aos olhos”  

Rodrigo Galhardi tem 33 anos e adora estar com a família. Também gosta de sair com os amigos, ir a shows, ler, viajar, ir à praia, fazer trilha e ouvir música. Formado em Administração e pós-graduando em Projetos Sociais e Políticas Públicas, Rodrigo é Assistente Legislativo na Câmara Municipal de Poços de Caldas há 12 anos. Atualmente, também é Diretor de Cultura na Associação de Assistência aos Deficientes Visuais de Poços de Caldas (AADV). Uma entidade sem fins lucrativos, referência na prestação de serviços de reabilitação/habilitação, apoio pedagógico e educacional, social e familiar, para pessoas com deficiência visual.

Rodrigo Galhardi (foto de arquivo pessoal)

Com essa rotina agitada, fica até difícil notar um outro detalhe da vida de Rodrigo. Mas aos nove anos, enquanto brincava, ele caiu e bateu a cabeça, o que acarretou o descolamento de sua retina. Levando-o, desta forma, a perder a visão. A partir daí, Rodrigo e sua família passaram por um momento de adaptação para viver em um mundo que não é preparado para pessoas com deficiência.

Rodrigo conta que sempre teve uma boa interação com os colegas, amigos e família, que procuravam oferecer condições para que ele sempre estivesse inserido no contexto deles e vice e versa. Portanto, as brincadeiras e interações ocorriam naturalmente. Brincadeiras de rua, jogos, entre outras atividades. Sempre com o auxílio e apoio para todos estarem juntos.

Rodrigo acredita que a conscientização sobre a existência e demandas das pessoas com deficiência tem evoluído, mas ainda não é o ideal. É um processo que está em andamento. O desafio maior ainda é romper com a barreira do preconceito e fazer com que a sociedade seja cada vez mais integrativa.

Para enfrentar e superar o preconceito que persiste e insiste em nossa sociedade, Rodrigo diz que o primeiro passo é refletir sobre a limitação de cada um e saber que diferentes todos somos. Quando vemos a limitação e compreendemos cada um com seus aspectos e características, assimilamos de uma forma mais humana, tornando a interação e a inclusão algo natural. Afinal, “a deficiência não define a personalidade ou caráter de ninguém, é apenas um aspecto, uma característica”.

Hoje, Rodrigo realiza palestras em que fala sobre sua vida, conquistas e motivação. Além de como prevenir acidentes, como o que o deixou cego. Para pessoas que não vivenciam essa realidade, Rodrigo deixa um recado:

“Cada um tem uma diferença, alguns explícita e outros implícita. Se entendermos que a sociedade não é homogênea e respeitar a diferença do outro, a harmonia se faz presente e o mundo se torna melhor.”

Leia a matéria completa em leiturinha.com.br 

sexta-feira, 6 de maio de 2022

Educação Inclusiva: escola estadual em Manaus é referência no ensino para alunos com deficiência visual

A EE Joana Rodrigues Vieira é a única unidade de ensino da rede pública do Amazonas a trabalhar, exclusivamente, a educação inclusiva

Por Agência Amazonas

 

Há 30 anos oferecendo um serviço de apoio pedagógico para estudantes cegos e com baixa visão, a Escola Estadual (EE) Joana Rodrigues Vieira é a única unidade de ensino da rede pública do Amazonas a trabalhar, exclusivamente, a educação inclusiva, oferecendo ao aluno deficiente visual, o ensino do braile e do sorobã (instrumento utilizado para fazer cálculos).

A escola recebe alunos a partir de seis meses de idade e, até os 3 anos, as crianças são direcionadas a focar na estimulação precoce, enquanto que os alunos de 4 e 5 anos fazem o pré-escolar, e os estudantes de 6 anos iniciam a alfabetização.

Durante as atividades escolares, os alunos têm todo o conteúdo da grade curricular de uma escola regular, com exceção das crianças de estimulação precoce que precisam ir à escola duas ou três vezes por semana.

A pedagoga Eliete de Menezes conta que a escola realiza um trabalho específico de envolvimento com cada estudante, a fim de auxiliá-lo no seu desenvolvimento individual.

“Nosso maior objetivo é resgatar qualquer resíduo visual que o nosso aluno tenha. A criança, ao chegar na escola, é encaminhada por um profissional, possui laudos e indicações de tratamento, e o nosso objetivo é desenvolver uma série de exercícios que visam o desenvolvimento da criança de acordo com a fase de desenvolvimento em que ela se encontra”, explica a pedagoga.

A mãe do pequeno Levi, de 2 anos, Leane de Oliveira, fala sobre o progresso da criança na escola. “Sem dúvida, eu acho que melhorou bastante no desenvolvimento do meu filho desde quando ele passou a frequentar a unidade escolar, e o melhor de tudo isso é que ele aprende e eu aprendo junto, e passo a realizar as atividades em casa que o estimule para ele ter mais independência ao longo do seu crescimento”, pontuou a mãe.

Exemplo

Professor Paulo Ferreira – FOTO: Eduardo Cavalcante / Seduc

De aluno a professor. Esta é a trajetória de Paulo Ferreira, que aos 13 anos perdeu a visão e passou a frequentar a EE Joana Vieira. Lá, ele teve o suporte para dar continuidade aos seus estudos, onde anos mais tarde retornou como professor.

“Foi a minha família que me trouxe para realizar a matrícula na escola. Aqui me adaptei à minha nova realidade, aprendi a ler em braile e a usar bengala para me deslocar e começar todo o processo das séries iniciais. Depois de ter esse suporte inicial, fui fazer o ensino médio no Instituto de Educação da Amazônia (IEA), onde concluí o Ensino Médio e, por fim, alcancei o tão sonhado vestibular na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), onde fui o primeiro aluno cego a passar no vestibular no curso de história”, recorda Ferreira.

O educador relembra a sua trajetória de dificuldades e superação até retornar à primeira escola que o acolheu. “Na faculdade havia muitos professores que não acreditavam que eu poderia concluir os estudos, exatamente por nunca terem trabalhado com um aluno cego, mas eu consegui ultrapassar todas as barreiras, inclusive a de conseguir ser aprovado em um concurso público, onde pude ter a oportunidade de retribuir para a minha primeira escola em que estudei”, frisa o professor.

Contribuição para a comunidade

A gestora da EE Joana Rodrigues, Cláudia Guedes, ressalta que a escola é fundamental para o desenvolvimento dos estudantes com deficiência visual, já que lá eles aprendem a ter a autonomia necessária para serem independentes.

“O papel da escola é de fundamental importância, pois foca na política de inclusão. Quando os pais trazem seus filhos, eles percebem que a escola é preparada para receber esses alunos com aprendizagem e a socialização dos seus pares. Eles conhecem as dificuldades enfrentadas por deficientes visuais e como a escola prepara esses alunos para que, ao serem encaminhados para o ensino regular, eles estejam preparados para a nova fase de ensino”, finaliza a gestora.

quarta-feira, 4 de maio de 2022

Equoterapia muda a vida de crianças com deficiência

 Rodolfo Luis Kowalski para o bemparana.com.br

 

Projeto já atendeu mais de 500 crianças na Grande Curitiba (Foto: Franklin de Freitas)

Apaixonada por cavalos crioulo, Rubia Collect era uma jovem que queria mudar o mundo. Antes que pudesse o fazer, no entanto, um infortúnio: em 2008, quando tinha apenas 17 anos de idade, Rubia faleceu, vítima de um erro médico. Ela se foi, mas seu sonho ficou guardado e acabou sendo descoberto por sua irmã, Rosana, que encontrou um pré-projeto de equitação para crianças escrito pela jovem na página de um dos livros de colégio dela.

A família, que já era envolvida com a filantropia, desenvolvendo projetos de assistência social, resolveu então honrar o grandioso sonho da irmã, homenageando-a. Mudaram-se do município de Castro, nos Campos Gerais do Paraná, para a Região Metropolitana de Curitiba (RMC), onde fundaram, em 2013, a EquoSorriso - Equoterapia e Equitação Lúdica, que desde sua criação já atendeu mais de 500 crianças em São José dos Pinhais.

No início, conta Rosana, o projeto era só de equitação, oferecendo aulas para quem quisesse aprender a andar a cavalo. Até que um dia uma mãe pediu que fosse atendido o seu filho, que tinha deficiência. A partir dali surgia um novo enfoque para o projeto, hoje mais voltado para a equoterapia, efetivamente, do que para a equitação em si.

Atualmente, por exemplo, a EquoSorriso atende 37 crianças que têm os diagnósticos de autismo, síndromes raras e paralisia cerebral. Além deles, também são atendidos idosos que sofreram Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou sofrem com a doença de Parkinson e pessoas com ansiedade, depressão e síndrome de burnout.

Com o método terapêutico, que utiliza cavalos numa abordagem multidisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação, os jovens que participam do projeto conseguem aumentar a integração social e fortalecer os músculos, o equilíbrio e a coordenação motora, funcionando como um tratamento complementar para indivíduos com necessidades especiais. E isso tudo acontece, explica Rosana, através do movimento do cavalo, do cavalgar.

“Autismo, por exemplo, as crianças costumam vir com cerca de quatro anos e ainda não tem a formação da dicção, balbuciam muito. Quando começa a equoterapia, o movimento do cavalo faz o maxilar e a atividade cerebral se intensificar. Fazemos também muito estímulo da parte lúdica, para que ele possa falar, soltar as palavras”, explica Rosana. “Com o adulto, um idoso com AVC, por exemplo, trabalhamos a parte fisioterápica. O cavalo leva estímulo para quem está montado. Quanto mais exercícios em cima do cavalo, mais atividade cerebral, que são sinapses”, explica.

Em algumas situações, em que crianças são acometidas por síndromes raras e possuem uma determinada estimativa de vida, o esforço é para dar qualidade de vida aos pacientes. Noutras, o objetivo já é melhorar a capacidade de integração social do paciente.

“Muitas crianças tem receio mesmo, choram no primeiro contato. A primeira sessão geralmente dura meia hora, 40 minutos. Aproximamos a criança do cavalo, ela passa a mão e, em alguns casos, damos alguma coisa para ela dar de alimentação. Fazemos isso uma ou duas aulas. Depois a equitadora sobe com a criança, faz uma montaria dupla, para a criança se sentir segura. Ela se sentindo segura, a equitadora sai e ela fica sozinho no cavalo para começar a andar sozinha”, conta ainda Rosana, que é fundadora e diretora da EquoSorriso.

Muito além da equitação: um centro de potencialização da infância

A EquoSorriso, no entanto, não se limita à equoterapia. Na verdade, o espaço é um centro de potencialização da criança, explica Rosana Collect, desenvolvendo projetos ligados à natureza e utilizando essa natureza em favor da criança. No local, por exemplo, há o projeto Bike Sorriso, que ensina crianças a andarem de bicicleta, já que algumas não conseguem fazer o movimento do pedal (especialmente autistas). Outra iniciativa que está sendo implementada é o Jardim Sensorial.

“É o desperdar dos cinco sentidos das crianças, principalmente paladar e olfato. Muitas crianças não se alimentam direito por causa dos temperos das comidas, tem aversão. No Jardim Sensorial fazemos eles manipular esses temperos, cheirar, pegar, para que tenham memória olfativa, cheguem no prato de comida e não sintam aversão àquilo por causa do cheiro. Eles ficam com ânsia por causa do cheiro e não se alimentam, o que acarreta um monte de coisa: dose do medicamento aumenta, criança emagrece, é um complicador grande”, comenta Rosana. “Temos também uma horta familiar, cada família vai ter um canteiro, vamos fazer eles plantarem e levar pra casa. E a nossa cozinha infantil, cuja ideia é que as crianças tirem a comida da horta e façam a própria comida na cozinha, se alimentando antes de irem para escola”, complementa.

Serviço

Projeto EquoSorriso Equoterapia
O que é: uma iniciativa que utiliza a equitação como uma forma de terapia, garantindo benefícios diversos aos pacientes, melhorando suas condições física, motoras e psicossociais. Participam do projeto jovens autistas e com deficiências, idosos que sofreram AVC (Acidente Vascular Cerebral) ou estão enfrentando a doença de Parkinson e também pessoas que sofrem com ansiedade, depressão e síndrome de burnout. Trabalham com planos de saúde, particular e também atendem gratuitamente pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Como funciona: A equoterapia impacta o corpo da pessoa através do movimento do cavalo, do andar dele, o que faz com que a atividade cerebral se intensifique. Isso ajuda crianças com autismo a melhorar a dicção; adultos com síndrome de burnout a ativar os neurotransmissores; e serve ainda como fisioterapia para idosos que sofreram um AVC, por exemplo.

Redes sociais: @equosorrisoequoterapia

Como ajudar: O projeto aceita voluntários atuantes nas mais diversas áreas e também está em busca de investidores sociais, empresas que fazem doação direta na operação. Também aceitam contribuições financeiras de pessoas físicas, doação de móveis, equipamentos de fisioterapia e itens para a criação de um jardim sensorial. Para mais informações, basta entrar em contato via redes sociais ou pelo telefone abaixo.

Telefone: (41) 99753-4439 – Rosana Collect