quinta-feira, 6 de agosto de 2015

5 histórias inspiradoras de pessoas com Síndrome de Down

Eles são determinados, persistentes, carinhosos e muito competentes! E por trás de toda essa luta e garra, há com certeza uma mãe ou uma família amorosa e incentivadora. Veja 5 histórias inspiradoras de pessoas com Síndrome de Down.

1- Débora Araújo Seabra de Moura, 33 anos, professora

Além de escritora, Débora Seabra trabalha como professora assistente em um colégio particular em Natal (RN)
Além de escritora, Débora Seabra trabalha como professora assistente em um colégio particular em Natal (RN)
Moradora de Natal (RN), ela estudou exclusivamente na rede regular de ensino, e foi a primeira pessoa com síndrome de Down a se formar no magistério, em nível médio, no Brasil, em 2005. Fez estágio na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e há nove anos trabalha como professora assistente em um colégio particular tradicional de Natal, a Escola Doméstica.

A professora diz que foi muito bem recebida pelos funcionários, professores e alunos da escola que de vez em quando a questionam sobre as diferenças. “Às vezes as crianças me perguntam: ‘Tia por que você fala assim?’. Aí eu respondo: ‘Minha fala é essa, cada um fala de um jeito, de forma diferente’. Aproveito e explico que tenho síndrome Down e eles entendem.”

Em 2013, Débora lançou um livro com fábulas infantis que têm a inclusão como pano de fundo.

2- Ariel Goldenberg, ator


Protagonista do filme “Colegas”, premiado como Melhor Filme no Festival de Gramado, do diretor Marcelo Galvão, o ator Ariel Goldenberg, 32, se define como um “guerreiro”. Guerreiro down, diga-se. Down de síndrome de Down mesmo.
Ariel é casado com Rita Pokk, 32 anos, síndrome de down, atriz com quem contracena em “Colegas”.

O sonho dele é se firmar na carreira de ator (pensa em atuar em uma novela) e estudar para se tornar diretor também.

3- Claudio Arruda, cavaleiro e instrutor de pônei

Através de sua paixão por cavalos, o jovem Claudio Aleoni Arruda, foi capaz de enfrentar grandes desafios e demonstrar que superar limitações é apenas uma questão de força de vontade.

Arruda resolveu ir atrás do sonho de trabalhar com cavalos, se tornando assistente de instrutor no Pônei Clube do Brasil.


"O Pônei Clube não me contratou por lei de cotas e sim, pelas minhas qualidades, meus méritos e por tudo o que eu sei fazer com os cavalos, inclusive saltar”, se orgulha o cavaleiro.

Às pessoas com Síndrome de Down, o cavaleiro deixa um conselho: “Sigam meu exemplo. Tenham garra, muita fé e determinação e acreditem sempre.”

4- Pablo Pineda, 40 anos, ator e pedagogo



Pablo Pineda tornou-se uma celebridade na Espanha. Não só por ser a primeira pessoa com síndrome de Down que obteve um diploma universitário na Europa, mas também por atuar como protagonista do filme “Yo, También”, de 2009, que narra a história de um agente social que se apaixona por uma colega de trabalho.

Pineda tem licenciatura em Pedagogia. E é um dos rostos mais conhecidos, na Espanha, de uma geração de jovens com síndrome de Down  que vem rompendo limitações pessoais, profissionais e acadêmicas.

Segundo ele, não existem pessoas não-capacitadas, mas sim pessoas com “capacidades distintas”. Para ele, a sociedade deve evoluir a um estágio de maior pluralidade, em que os portadores de síndrome de Down não sejam tratados como crianças e possam desenvolver suas capacidades e independência desde cedo.

5- Angela Bachiller, 30 anos, vereadora na Espanha



Ángela Bachiller tornou-se a primeira vereadora com síndrome de Down a tomar posse na câmara municipal da cidade de Valladolid, na Espanha.

Sua família “lutou desde o minuto em que nasceu”, disse à imprensa a mãe da nova vereadora. Isabel Guerra, enfermeira de profissão, se mostrou orgulhosa da filha, por sua “coragem” e por “não jogar a toalha”, embora reconheça que nunca tenha imaginado que pudesse chegar a ser vereadora. A receita para alcançar essa posição na vida foi “muito amor, muita disciplina, muito trabalho e uma vida normal em tudo”, disse a mãe de Bachiller. E o conselho materno é para que Ángela aprenda e desfrute desta experiência como vereadora para que o passo dado “deixe de ser visto como extraordinário e passe a ser normal”.

Fonte: Deficiente Ciente

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