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sexta-feira, 12 de junho de 2020

Webinários discutem educação inclusiva durante quarentena

Debates acontecem pelo Youtube nos dias 10, 17 e 24 de junho com especialistas em educação, familiares e estudantes


Por Verônica Fraidenraich para o cangurunews.com.br

“Educação inclusiva durante a pandemia” é o foco de série de webinários realizados em junho que irão discutir a importância da escola incluir todas as crianças, como esta imagem que mostra dois meninos brincando
Videoconferências terão recursos de acessibilidade como janela de Libras, legenda e audiodescrição | Foto: Leonne Sa Fortes

Como garantir o diálogo e a criação de vínculos entre família e escola para apoiar os estudantes durante o ensino remoto? O que fazer para planejar aulas com recursos de acessibilidade para garantir a participação de todos os alunos, inclusive aqueles com deficiência? Quando as aulas voltarem, o que as escolas terão de fazer para garantir a equidade entre os alunos, levando em conta que eles tiveram experiências distintas durante a quarentena? Esses são alguns dos temas que serão abordados nos webinários gratuitos promovidos pelo Instituto Rodrigo Mendes (IRM) e o portal Diversa nos dias 10, 17 e 24 de junho.

A série “Educação inclusiva durante a pandemia”, reúne especialistas em educação, familiares e estudantes para tratar de assuntos referentes à inclusão escolar em tempos de pandemia do novo coronavírus. Sempre às quartas-feiras, às 16 horas (Brasília), as videoconferências terão recursos de acessibilidade como janela de Libras, legenda e audiodescrição. Todas serão abertas ao público – para participar, não há necessidade de fazer inscrição previamente.

O primeiro debate – Diálogo e criação de vínculo entre escolas e famílias (10 de junho) – contará com a participação de Rodrigo Hübner Mendes (fundador e superintendente do IRM), Luciane Fridschtein (mãe de David e Arthur, autora do relato de experiência Mãe inicia pós-graduação para ajudar escola a se tornar inclusiva para filho, publicado no portal Diversa, e servidora pública municipal de Manaus) e Andrea Duque (diretora do Núcleo de Apoio à Saúde da Comunidade Escolar – NASCE, em Cruzeiro/SP).

Em 17 de junho, o tema será Possibilidades pedagógicas para atividades a distância. E, em 24 de junho, o tema é Garantia da equidade no retorno às aulas presenciais. Ao final da conversa de cada webinário, o público será convidado a enviar perguntas via chat para os debatedores. Todo o conteúdo da série ficará disponível depois das transmissões ao vivo no Canal do Youtube do Instituto Rodrigo Mendes.

Serviço:

Webinários sobre educação inclusiva

10 de junho, às 16 horas – Diálogo e criação de vínculo entre escolas e famílias   
17 de junho, às 16 horas – Possibilidades pedagógicas para atividades a distância  
24 de junho, às 16 horas – Garantia da equidade no retorno às aulas presenciais 

Local: Canal do Youtube do Instituto Rodrigo Mendes 

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Como cuidar da criança deficiente vítima da violência?

Matéria extraída do desenvolvimento-infantil.blog.br


No post “Chega de violência contra crianças deficientes!” falamos de sinais característicos que podem evidenciar maus tratos contra essa criança. No post de hoje, indicaremos alguns caminhos para você, que atua na Primeira Infância, orientar pais, cuidadores e seus colegas sobre como lidar com essa violência.

Foi comprovado que determinada criança com deficiência física e/ou intelectual sofre violência? Então, está na hora de agir. Há três etapas de intervenção a serem seguidas pelos profissionais que atuam na rede de cuidado e proteção dessa criança (Educação, Saúde e Assistência Social).

A primeira é a Notificação/Denúncia, um documento que relata claramente a situação vivenciada pela criança aos órgãos responsáveis pelos serviços de atenção (Saúde, Educação e Assistência Social). Em seguida, a partir dessa notificação, todos os envolvidos nessa violência (a vítima e o agressor, especialmente) devem ser inseridos nas opções oferecidas pela rede de proteção e responsabilização (conselhos tutelares, Juizado da Infância e Juventude, por exemplo) que tratarão do caso. É o Acolhimento/Encaminhamento para proporcionar à criança ou à família um espaço de escuta e proteção e definir que atores ou serviços da rede de cuidado e proteção deverão participar do acompanhamento (médicos, psicólogos, psiquiatras, educadores, dentre outros). Por último está o Atendimento, uma etapa que procura prevenir novos eventos de violência contra aquela criança, principalmente quando a agressão acontece na família. Nessa fase, os especialistas (Assistência Social) orientam o agredido a como se cuidar e proteger-se de possíveis novas agressões e trabalham o vínculo entre a criança, a família e o agressor, com o objetivo de diminuir o isolamento da vítima e reduzir as oportunidades de repetição dos ciclos violentos.

Procura-se, nesse processo, não só focar na violência em si, mas diminuir o impacto emocional sofrido pela criança em todo o percurso, desde a denúncia e a responsabilização, até o processo de investigação, acompanhamento médico de lesões e, no caso de abuso sexual, do atendimento preventivo contra doenças sexualmente transmissíveis, como DST/AIDS.

Toda intervenção para casos de violência contra a criança deve seguir princípios previstos na Constituição Federal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Um deles é que a criança e a família não podem ser acompanhadas por um único serviço da rede ou por um único profissional, mas por um conjunto articulado de serviços e pessoas. Ou seja, é fundamental que haja uma integração da rede de proteção e cuidado para que se as intervenções sejam mais qualificadas e alcancem seus objetivos, resgatando o bem-estar e a segurança dessa criança.

Por isso, lançamos aqui uma pergunta para você que atua na Primeira Infância: na sua cidade ou região existe esse trabalho integrado para que a criança com deficiência receba o cuidado e a proteção necessários?

Antes de dar sua resposta, lembramos que este post foi inspirado no conteúdo disponibilizado pela APAE DE SÃO PAULO para subsidiar o trabalho dos profissionais da Primeira Infância que atuam com crianças com deficiências físicas e intelectuais. O material original é da autoria dos especialistas Marco Aurélio Teixeira de Queiroz, Aguinaldo Aparecido Campos, Deisiana Campos, Juliana d’Avila Delfino e Rita de Cassia Kileber Barbosa.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Chega de violência contra crianças deficientes!

Post extraído do desenvolvimento-infantil.blog.br



Crianças com deficiência, especialmente a intelectual, são pouco ouvidas e respeitadas pela sociedade. Muitas pessoas acham que o que elas falam ou fazem não pode ser levado a sério, afinal, “não sabem o que dizem”. Você, que atua com a Primeira Infância, tem o papel de mudar essa visão distorcida e prejudicial ao bem-estar de meninos e meninas nessa condição. É sobre isso que falaremos neste post.

O problema é sério. Para muitos, crianças, adolescentes e adultos deficientes não têm voz. O “não escutar”, “não enxergar”, “não dar valor” ao que dizem, pensam e sentem esses indivíduos significa reproduzir e reforçar a violência, contribuindo para uma cultura de exclusão social.

A criança deficiente se expressa como qualquer ser humano, ou seja, se o comportamento dela muda, algo pode estar errado e por isso ela precisa ser acolhida e compreendida. Isso significa que pais, familiares e cuidadores tem de rever a maneira como olham para ela, parando de interpretar suas manifestações como comportamentos disfuncionais ou atitudes fantasiosas, recriminando-a por isso. Porque esse menino ou essa menina pode estar sofrendo algum tipo de violência.

Qualquer pessoa que, de alguma forma, tenha responsabilidade sobre essa criança, precisa estar atento. Certos sinais e comportamentos são mais comuns e podem ajudar a identificar casos suspeitos de violência.

A criança era calma e de repente fica violenta ou, ainda, era agitada e passa a se comportar com muita timidez e resguardo… Essas mudanças têm de ser analisadas para avaliar se há algo errado com a criança. O medo exagerado em determinadas situações também é outro indicador.

A menina ou menino deficiente, cotidianamente calma e afetiva, começou a se agredir ou agredir as pessoas ao seu redor? Alerta vermelho!

Você percebeu que ela tem aparecido com lesões, roupas rasgadas ou sujas e arranhões? De novo, é preciso investigar, urgentemente.

Também, de repente, a criança se descuida da higiene pessoal ou muda seus hábitos alimentares (come pouco ou come demais). Passa a urinar sem controle, dia e noite (enurese) ou a fazer suas necessidades fisiológicas em lugares inadequados (encoprese). Mudança no sono pode ser outro sinal da violência, assim como a erotização exagerada e fora do esperado para a idade.

Na escola, a frequência pode se tornar irregular, assim como apresentar dificuldade de concentração e aprendizagem fora dos padrões normais para cada caso. Outro efeito da violência é o repentino isolamento social, quando ele não faz parte do quadro de deficiência da criança.

Diante de dúvidas ou desconfianças, é essencial buscar ajuda profissional, acolher e proteger essa criança. O importante é estar atento e não desprezar qualquer mudança de comportamento. É o seu papel alertar, orientar, cuidar e, se a violência for comprovada, denunciar.

Este post foi inspirado no material dos especialistas Marco Aurélio Teixeira de Queiroz, Aguinaldo Aparecido Campos, Deisiana Campos, Juliana d’Avila Delfino e Rita de Cassia Kileber Barbosa, fornecido pela APAE DE SÃO PAULO, parceira da FMCSV para a troca de conteúdos sobre o desenvolvimento da criança pequena com deficiências físicas e intelectuais.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Pai larga emprego e projeta cadeira de rodas que ‘liberta’ filha com paralisia

Neste domingo (05/02/17) saiu a reportagem no Jornal Folha de São Paulo sobre a maravilhosa invenção de Mário Alvitti da Empresa Fly Children.

Ana Paula Alvitti, filha do Mario e da Fernanda.

Nas imagens abaixo se encontram os pais de Ana Paula Alvitti, essa garotinha linda das fotos. Ana Paula nasceu em dezembro de 2013 sem qualquer problema de saúde. Aos 8 meses de idade ficou paraplégica. Mário possui formação na área de enfermagem e Fernanda é fisioterapeuta. Decidiram fabricar no Brasil uma cadeira de rodas para casos motores semelhantes ao da Ana Paula.

Fernanda Cristina Teixeira (Mãe) Mario Fernandez Alvitti
Fernanda Cristina Teixeira e Mario Fernandez Alvitti

Silvia Martins, Diretora Geral da Martins & Fernandes conta que o pedido de registro da patente da cadeira infantil da Fly Children para crianças com mobilidade reduzida tem uma importância maior do que apenas assegurar sua marca e imagem. “Eu acompanhei todo o processo de concepção do produto e entendi que era necessário não somente proteger a marca, mas, proteger o produto, o que significa, garantir a segurança das crianças. Ter cópias malfeitas da cadeira por aí, em desconformidade com o projeto original, é colocar a vida das crianças em risco”, explica a empresária.

Cadeira infantil da Fly Children para crianças com mobilidade reduzida.
Cadeira infantil da Fly Children para crianças com mobilidade reduzida.

E para assegurar a proteção do produto e das crianças, foram encaminhados dois pedidos de registro de patente Instituto Nacional da Propriedade Industrial INPI. O primeiro referente ao modelo de utilidade, e o segundo de desenho industrial, o layout da cadeira propicia o conforto, a autonomia e a segurança da criança em seu uso.

Vejam a reportagem do Jornal Folha de São Paulo no site.

Com isso, foi possível formalizar a empresa Fly Children que comercializa as cadeiras por meio de seu e-commerce. Porém, o pai da pequena Ana explica que o objetivo nunca foi gerar negócios com o produto, e sim, atender as necessidades de sua filha, e, posteriormente, de outras crianças. “A venda das cadeiras é necessária para que novas cadeiras sejam produzidas. O investimento é muito alto. Nós fazemos muitas doações, mas algumas precisam ser vendidas para que a produção seja autossustentável”, relata Mario.

Silvia Martins conta que quando o projeto chegou até ela foi impossível não se comover com a história. “Nós registramos marcas e patentes todos os dias, mas nunca um registro foi tão importante para nós como a cadeira da Fly Children. Tenho orgulho de ter contribuído para que esse produto pudesse chegar até famílias que precisam e que possa melhorar a vida de tantas crianças. Já sabíamos da importância do registro de marcas e patentes porque respiramos isso no dia a dia, mas, poder registrar um produto como este realmente nos trouxe uma alegria imensa, e foi por isso que decidimos levar até a Feira do Empreendedor Sebrae-SP 2017 esse case de sucesso”, conta Silvia Martins.

Como adquirir a cadeira da Fly Children e outras informações pelo site: http://www.flychildren.com.br/.

Fonte: Martins & Fernandes

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Governo Federal corta recursos e reduz assistência a crianças com deficiência

Descrição de Imagem: Fotografia de dois meninos em uma quadra jogando futebol, eles vestem um uniforme escolar com camiseta branca e bermuda azul. Um dos meninos possui deficiência física de membro inferior e não possui os pés.


Artigo da MP 729 que destinava recursos adicionais às crianças com deficiência é vetado

Como parte da política de cortes de orçamento, iniciada com a PEC 241 (veja matéria abaixo) o presidente Michel Temer vetou um artigo, no início de outubro, da MP 729 que, por emenda do Congresso, destinava recursos adicionais às prefeituras que acolhem, nas creches municipais, crianças com deficiência beneficiadas pelo programa BPC – Benefício de Prestação Continuada – sob a alegação de que esta destinação estava em “contrariedade ao interesse público”.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) considera que as modificações na MP 729/2016 (que altera a Lei 12.722/2012) um retrocesso, uma vez que traz instabilidade no número de beneficiados e nos valores a serem repassados. Para a entidade, um apoio financeiro efetivo dever ter critérios e valores que permitam a real confiança dos gestores locais nos respectivos recursos. O presidente Michel Temer sentenciou ao abandono do Estado as crianças que vão nascer com deficiência, pois não serão beneficiadas com a ajuda de um salário mínimo.

O BPC garante um salário-mínimo mensal para idosos com mais de 65 anos que não tenham previdência e pessoas com deficiência, inclusive crianças, desde que a renda familiar per capita não ultrapasse um quarto do salário-mínimo. O atendimento das crianças com deficiências de toda natureza – físicas, mentais e sensoriais – pelas creches municipais é um apoio adicional e uma medida de inclusão.

PEC 241

Ao aprovar, em primeira e segunda votações, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que cria um teto para os gastos públicos, a Câmara dos Deputados congelou as próximas despesas do Governo Federal, concedendo como único reajuste ao orçamento dos serviços públicos essenciais, por um período de 20 anos, a inflação acumulada em 12 meses. Este é o teor da PEC 241, também chamada PEC do Teto, que poderá entrar em vigor em 2017.

A emenda enfrenta severas críticas por parte de especialistas, que veem na fórmula um freio no investimento para a saúde e educação, previstos na Constituição. O setor médico ligado ao Sistema Único de Saúde (SUS) também é contrário ao congelamento de verbas. “Nós, médicos, somos contra a PEC 241, pois não tem sentido reduzir ainda mais os recursos da saúde”, afirmou o oncologista Dráuzio Varella, em vídeo postado pelo Conselho Nacional de Saúde. “A correção não vai cobrir a inflação dos novos equipamentos, medicamentos e tecnologias – que é muito alta”, enfatizou. “O SUS é uma conquista que não pode desaparecer e, à medida em que vamos cortando recursos, deixamos grandes massas populacionais desassistidas”.

Antes de alterar a Constituição, a PEC ainda terá de passar por outras duas votações no Senado. Se aprovada, ela começa a valer a partir de 2017. No caso das áreas de saúde e educação, as mudanças só passariam a valer após 2018, quanto Temer não será mais o presidente.

Fontes: Brasil 247, Blog Enio Verri, Jornal GGN
Imagem: VagasPCD
Matéria extraída do site camarainclusao.com.br