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quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Crianças com deficiência recebem próteses customizadas por impressão 3D

Camila Tuchlinski - O Estado de S.Paulo

Associação ‘Dar a Mão’ e PUC do Paraná desenvolvem equipamentos sob medida


Crianças recebem próteses em 3D, que podem ser customizadas de acordo com as necessidades.
Crianças recebem próteses em 3D, que podem ser customizadas de acordo com as necessidades. Foto: Divulgação/Dar a Mão

Crianças com deficiência ou que passaram por amputações têm uma oportunidade para ter uma nova mão. 

A Associação Dar a Mão, em parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), desenvolve as próteses por meio de impressão 3D.

Os equipamentos são feitos sob medida e podem ser customizados, com cores preferidas pelas crianças ou temas como princesa e super-herói. Alguns materiais podem ser adaptados para hipismo ou para natação.

A Associação Dar a Mão atende a mais de mil famílias cadastradas. A entidade criou ainda uma rede online para contato, comunicação, interação e troca de experiências entre as famílias e os voluntários envolvidos nos processos.

Os voluntários atuam em conjunto com o Núcleo de Pesquisa POTA - Produtos Orientados para Tecnologia Assistiva do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção e Sistemas da PUC-PR, coordenado pela Diretora de Pesquisa e Tecnologia da Associação Dar a Mão, professora doutora Lúcia Miyake.

“Em quatro anos entregamos mais de duzentos dispositivos no Brasil todo. E há estudos para ampliar o atendimento a pessoas que não têm os braços ou parte do braço. Sem o movimento do cotovelo, elas precisam de próteses eletromecânicas e já temos 150 voluntários envolvidos no desenvolvimento de novos modelos”, conta a pesquisadora.

Associação 'Dar a Mão' e PUC do Paraná produzem os equipamentos para pessoas com deficiência.
Associação 'Dar a Mão' e PUC do Paraná produzem os equipamentos para pessoas com deficiência. Foto: Divulgação/Dar a Mão

A PUC do Paraná tem uma estrutura de laboratório, engenharia e impressoras 3D que facilita a pesquisa e o trabalho de quem vai desenvolver as próteses. A matéria-prima é brasileira, o PLA, um plástico de fácil maleabilidade e baixo impacto para o meio ambiente por ser biodegradável.

“Bem lá no começo, nossas próteses eram pretas ou brancas, era o que tínhamos de material. Depois surgiu a ideia de ouvir os desejos das crianças, então começou a produção de próteses da Barbie, tinha um menino que era torcedor do Grêmio e ganhou uma verde com o símbolo do time, o fã do Homem Aranha recebeu uma vermelha”, conta Lúcia Miyake.

“São várias cores de filamento que podem ser usadas de acordo com a sofisticação da impressora. A ideia era que fosse um atrativo psicológico para as crianças. Com essa entrega mais personalizada, incentiva a criança a usar e fica mais fácil a reabilitação na fisioterapia. O trabalho se torna gostoso, uma brincadeira mesmo”, completa.

Equipamentos em 3D podem ser customizados para atividades físicas também.
Equipamentos em 3D podem ser customizados para atividades físicas também. Foto: Divulgação/Dar a Mão

A prótese é durável, mas precisa ser trocada frequentemente por causa do crescimento natural da criança - como um tênis, por exemplo.

A iniciativa envolveu os voluntários a ponto de alguns instalarem impressoras em casa e fabricarem próteses nas horas vagas. É o caso do professor Osíris Canciglieri Júnior, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção e Sistemas da PUC-PR e líder do grupo de pesquisa Concepção e Desenvolvimento de Produtos.

“Trabalhamos o desenvolvimento desses produtos: cada prótese é personalizada porque você não encontra uma pessoa que seja igual à outra, sempre há diferenças. O trabalho é tentar compatibilizar tudo isso, buscar novas alternativas de materiais para aperfeiçoar e trazer a essas pessoas uma vida normal”, diz Osíris.

O objetivo é que crianças e adolescentes tenham uma vida normal, possam ser integrados como se tivessem nascidos sem deficiência.

Um obstáculo que poderá ser superado com as próteses refere-se à inclusão das crianças no ensino regular. De acordo com o professor Osíris Canciglieri Júnior, as crianças com deficiência acabam em escolas especiais pela dificuldade de acessibilidade, mesmo com total capacidade neurológica e cognitiva.

“Elas poderiam perfeitamente acompanhar o ensino regular porque o problema delas é mecânico, não intelectual. E quando elas têm acesso às próteses esse obstáculo é superado, gerando inclusão”, diz o pesquisador. “Do ponto de vista acadêmico você começa a dar para a engenharia um lado mais humano”, conclui Osíris.

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Projeto Sorriso Especial - Nazaré

No último mês, estendemos o nosso atendimento odontológico a uma das mães de nossas crianças.

Nazaré e Felipe em 2013

A Nazaré é mãe do Felipe. O pequeno foi abandonado ainda bebê na porta de Nazaré, que prontamente o adotou, abandonando seu trabalho e desde então dedica sua vida exclusivamente ao bem-estar de Felipe.

A rotina da família não é fácil. Com a ajuda de seu companheiro, Nazaré luta diariamente para atender as necessidades de Felipe, que possui encefalopatia crônica, distúrbio que provoca  retardo mental, fraqueza muscular generalizada, dificuldade respiratória, transtorno de humor, problemas com linguagem e no desenvolvimento motor.

Destinando quase todo seu tempo a Felipe, Nazaré acabou descuidando de sua saúde bucal. Em uma de suas visitas a ONG Sorriso Novo, acabamos nos sensibilizando com a história dessa mãe, que mostrava uma autoestima abalada devido a perda de dentes. Nazaré nos contou que evitava sorrir.

Encaminhamos a Nazaré para uma avaliação dentária. Após um breve tratamento clínico, ela já estava pronta para a colocação de uma prótese, a fim de recuperar o sorriso que tanto lhe fazia falta.

A protética Juciane de Lourdes ficou extremamente emocionada com a história de Nazaré e se ofereceu para lhe confeccionar uma ponte móvel, trazendo de volta o seu sorriso e restaurando sua autoestima, até então fragilizada durante anos.

Após a entrega da prótese, Nazaré estava radiante, sua alegria era nítida. Depois de anos insegura com sua aparência, Nazaré pode finalmente sorrir sem medo.

Nazaré após a colocação da prótese

Protética Juciane e Nazaré

Gostaria de ajudar no tratamento de pessoas como Nazaré e das centenas de crianças e adolescentes carentes com deficiência do Complexo da Maré? Saiba como ajudar aqui.

Conheça o Projeto Sorriso Especial aqui.

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Projeto Sorriso Especial - Cauã Mendes

Essa semana recebemos a visita do Cauã e sua mãe, Jucilene.

Cauã e sua mãe, Jucilene

O pequeno é autista e retornou para uma nova consulta, pois ele desenvolveu bruxismo. A dentista voluntária Isadora Schaider confeccionou um batente de resina nos molares inferiores de Cauã para cessar os danos aos seus dentes.




Cauã e Dra Isadora

Mais uma vez o Cauã foi super colaborativo, permitindo que o procedimento ocorresse de forma satisfatória. Confira a sua última visita ao dentista clicando aqui.

Ajude-nos a continuar oferecendo tratamento odontológico gratuito a famílias carentes da comunidade. Saiba como ajudar aqui.

Conheça o Projeto Sorriso Especial aqui.

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Projeto Sorriso Especial - Bruno

Nas últimas semanas recebemos a visita do Bruno Marcos. O paciente retornou  para uma nova avaliação dentária.



Ele foi atendido pela nossa dentista voluntária Vania Leitier. A profissional realizou uma limpeza completa no paciente.


Drª Vania e Bruno

Gostaria de ajudar no tratamento do Bruno e das dezenas de crianças e adolescentes com deficiência da comunidade da Maré? Saiba como ajudar aqui.

Conheça o Projeto Sorriso Especial aqui.

terça-feira, 21 de maio de 2019

Projeto Sorriso Especial - Gisele

Uma das primeiras beneficiárias do projeto Sorriso Especial, Gisele Porto retornou hoje para uma nova avaliação dentária.

Ela foi atendida pela profissional Angelica Fleitas, que elogiou a boa saúde bucal de Gisele.


Drª Angelica e Gisele

Gostaria de ajudar no tratamento de Gisele e das dezenas de crianças e adolescentes com deficiência da comunidade da Maré? Saiba como ajudar aqui.

Conheça o Projeto Sorriso Especial aqui.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Projeto Sorriso Especial - Enzo

Hoje recebemos a visita do Enzo Gabriel e sua mãe, Ana Carolina.

Enzo e sua mãe

Campanha busca a inclusão de crianças com deficiência
Recebendo o diagnóstico de deficiência do filho

O Enzo tem 7 anos e possui paralisia cerebral. Ele foi atendido pela dentista voluntária Isadora Schaider. A profissional realizou uma limpeza completa no paciente.



Drª Isadora e Enzo

Gostaria de ajudar no tratamento do Enzo e das dezenas de crianças e adolescentes com deficiência da comunidade da Maré? Saiba como ajudar aqui.

Conheça o Projeto Sorriso Especial aqui.

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Projeto com cães ajuda crianças com deficiência e autismo em Olinda

Reprodução / TV Jornal
Em Olinda, na Região Metropolitana do Recife, um projeto está transformando a vida de crianças deficientes e com necessidades especiais: os cães doutores do 'Bolinha de Pelo'. O trabalho é desenvolvido em cinco escolas de Rede Municipal para ajudar crianças com algum tipo de deficiência ou transtornos, e os animais são os grandes “médicos”dos pequenos cidadãos.

A iniciativa funciona duas vezes ao mês, em dois turnos. A sala da Tia Kennedy, no Colégio Pró-menor, no bairro de Rio Doce, se preparou para receber os convidados especiais para uma aula diferente. “Uma criança que tinha dificuldade motora de segurar uma bolinha e fazer um arremesso, hoje já consegue fazer a atividade”, explica a professora Kennedy Rocha. O projeto atende mais de 70 estudantes.


O projeto e o seu resultado

É assim que o projeto tem mudado a vida das crianças. Os resultados desse trabalho, que vem sendo desenvolvido desde abril deste ano, já são vistos pelos professores. “Max [um dos cachorros usado no tratamento] começou a mudar o comportamento e cuidar de mim, até que eu tive a ideia, já que ele me ajudava tanto, de escrever um projeto para ajudar outras pessoas. Como eu trabalho na Secretaria de Educação de Olinda, pensei no público de pessoas com deficiência e foi em cima disso que nasceu o ‘Bolinha de Pelo’”, explica a funcionária pública Cássia Leôncio.


Entenda mais


Como ajudar?

Quem quiser ajudar várias crianças com o Projeto Infância Cidadã, realizado pela TV Jornal, basta doar alimentos, roupas e brinquedos até o dia 14 de outubro. A iniciativa tem como objetivo resgatar os direitos dos pequenos.

As doações podem ser entregues na Loja Vazia do Shopping Patteo, em Olinda, ou mesmo na sede do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação, na rua Capitão Lima, no bairro de Santo Amaro, área central do Recife. Tudo será encaminhado para a Instituição Casa de Passagem.

Reprodução / TV Jornal

Fonte: TV Jornal

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Sucatas viram brinquedos que estimulam crianças com deficiência

Ao separar e destinar nossos resíduos com responsabilidade, nossa empresa não só contribui com a preservação do meio ambiente, mas pode ajudar a fazer a diferença na área social. Por meio de uma parceria com a Universidade de Vila Velha, estudantes de Engenharia Mecânica e Psicologia transformaram sucatas, provenientes das nossas operações, em brinquedos que contribuem com o processo de reabilitação de crianças com deficiência.

Este é um dos brinquedos criados pelos estudantes da UVV

Com as sucatas da Vale foram desenvolvidos 11 brinquedos pedagógicos doados para a APAE de Vila Velha e que serão utilizados em atividades que estimulam as habilidades sensório-motoras, de raciocínio e atenção. De acordo com a diretora pedagógica da APAE, Cláudia Moura de Santa Anna, os novos brinquedos contribuirão com o processo de ensino e aprendizagem dos usuários da instituição. “A utilização desses brinquedos contribui para o aprimoramento da coordenação motora de pessoas com deficiência e já trazem grandes resultados”, pontua.

Para Raphael Silva, um dos estudantes envolvidos no desenvolvimento dos brinquedos, o projeto é uma oportunidade de conciliar os conhecimentos adquiridos em sala de aula para uma ação que gera benefícios para a sociedade. “A nossa maior satisfação é o prazer de ajudar quem está em real necessidade e entender que a Engenharia é uma área muito extensa e extremamente útil e necessária para a sociedade”, comenta entusiasmado.

"Fazer a diferença pode ser simples. Só é preciso estar atento e conciliar demandas. E foi isso que fizemos por meio dessa parceria. Por meio de uma ação simples, fortalecemos um projeto de uma universidade que gera conhecimento e traz benefícios para a comunidade.” 
Mônica Avancin, analista de Relações com Comunidades da Vale
De acordo com Mônica, esta parceria é importante para demonstrar a proximidade e a disponibilidade da nossa empresa no atendimento às demandas das comunidades que estão próximas às nossas operações.

Fonte: Vale.com