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sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

Vídeo: Menino com deficiência auditiva se surpreende com Papai Noel que sabe libras

O Papai Noel surpreendeu o garoto surdo ao conversar com ele utilizando a Língua de Sinais

paisefilhos.uol.com.br

Isso que é representatividade! A professora, Carla Momberg, compartilhou em seu Instagram um vídeo emocionante do encontro seu aluno com o Papai Noel, que inesperadamente sabia Libras (Língua Brasileira de Sinais). Isso ocorreu no Águas Claras Shopping, que fica no Distrito Federal.

O diálogo ocorreu com ambos se apresentando, e conversando sobre a importância da linguagem de sinais na sociedade. Em um segundo momento, o bom velhinho aconselha o menino e o incentiva a estudar e se superar!

Nos comentários da publicação os internautas elogiaram à iniciativa do shopping e a emoção com a alegria do menino.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Startup curitibana democratiza ensino online de Libras e quer capacitar 100 mil alunos

PorGazzConecta, com colaboração de Millena Prado Z | gazetadopovo.com.br

A startup Duolibras ensina Libras com foco no público ouvinte.| Foto: Duolibras/Divulgação

Como seria morar em um país onde quase ninguém compreende a sua língua? Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 10 milhões de pessoas no país têm algum grau de deficiência auditiva, de leve a severa. Foi para democratizar o ensino da Língua Brasileira de Sinais e promover a inclusão de surdos que Marcio Ballera e Manolo Torres fundaram, em 2018, a DuoLibras.

A startup curitibana oferece um curso online de Libras que mescla ensino e entretenimento, funcionando como um seriado com com 120 episódios. O curso tem duração de seis meses e certificado de conclusão. Em três anos de atuação, a startup já capacitou 2,4 mil alunos — e a meta dos empreendedores a longo prazo é chegar aos 100 mil.

Viver em um país em que poucas pessoas sabem se comunicar em Libras coloca barreiras para os surdos, que podem enfrentar isolamento social, afetivo e profissional.

Manolo Torres, também conhecido como Manolo Libras, percebeu muito cedo a existência dessa barreira, criando problemas de inclusão Quando criança, ele participou de um grupo de surdos na igreja em que frequentava. Conquistando rapidamente a fluência, passou a ajudar os colegas com deficiência em tarefas cotidianas como intérprete.

Márcio Ballera e Manolo Torres, fundadores da Duolibras. | Sony/Divulgação

Mais maduro, ao desenvolver trabalhos em startups voltadas para a capacitação de deficientes na área de tecnologia, viu que o caminho mais democrático era o inverso: pessoas com habilidades auditivas plenas, sem deficiência, deveriam se adaptar para se comunicar também com surdos.

"O foco da DuoLibras é ensinar a língua de sinais para o ouvinte. O português não é a primeira língua dos surdos. Por isso, um dos nossos objetivos é disseminar o conhecimento sobre o idioma e sobre a cultura surda", descreve o confundador Marcio Ballera.

DuoLibras no Shark Tank

Os fundadores participaram, em dezembro, da quinta temporada do Shark Tank Brasil, reality show de investimentos em startups no qual investidores avaliam as empresas através da apresentação de um pitch.

Os empresários fizeram uma proposta nada comum aos investidores: 2% da empresa em troca de 15 minutos semanais de mentoria, ao longo de seis meses, com o objetivo de alavancar o crescimento da empresa. A proposta foi aceita pelos tubarões.

A participação rendeu bons frutos à curitibana. Até setembro de 2020, o faturamento da empresa havia chegado a R$ 80 mil. Após a exibição do episódio, a DuoLibras faturou metade desse valor em apenas um mês.

Para o futuro, a ideia da startup é expandir o mercado e atingir novos públicos. Atuando hoje no modelo B2C (Business to Consumer), direto ao consumidor, a ideia é expandir o serviço para vendê-lo para empresas como forma de treinamento para funcionários. “Focar também no B2B (Business to Business) é uma forma de escalar agressivamente e inserir a cultura da Libras dentro das empresas”, conta Ballera.

A DuoLibras também já testa a operação adaptada para franquias de ensino expandindo a atuação e o número de alunos. As duas novas frentes de atuação estão em negociação com futuros clientes. “Queremos ser referência e dar visibilidade à língua de sinais. Mostramos que é possível ter um negocio rentável e socialmente impactante”, finaliza Marcio.

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Governo divulga cartilha para auxiliar pais de crianças com deficiência durante a quarentena

O material tem estratégias para o acompanhamento escolar de crianças com deficiência. A cartilha é acessível e conta com interpretação em Libras


Gov.br

Governo divulga cartilha para auxiliar pais de crianças com deficiência durante a quarentena
Governo divulga cartilha para auxiliar pais de crianças com deficiência durante a quarentena - Foto: Banco de Imagens

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) lançou, na última quarta-feira (6), uma cartilha com material voltado para pais e responsáveis para o acompanhamento escolar de crianças com deficiência durante a quarentena.

O material foi elaborado pela Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNDPD) com colaboração da Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (SNDCA). A cartilha é acessível e conta com interpretação em Libras.

Para a secretária da SNDPD, Priscilla Gaspar, o material visa a orientar pais e responsáveis de pessoas com deficiência, com diferentes estratégias para manter a rotina escolar de seus filhos. "Cada pessoa com deficiência tem suas especificidades. Por isso, a importância de termos um material que as auxilie durante esse período de pandemia", completou.

Cartilha

"Manter uma rotina para as crianças com deficiência é importante, mas não devemos esquecer que o atual momento vivenciado no Brasil é delicado. As crianças já possuem outras atividades que não são escolares, mas, muitas vezes, são obrigatórias e necessárias, tais como: exercícios fisioterapêuticos, fonoterapêuticos, terapêuticos ocupacionais e outros", destaca o texto.

A publicação oferece dicas gerais de organização dos estudos e sugestões de cronograma de rotina, de brincadeiras adaptadas e de atividades educacionais.

Clique aqui para conferir a cartilha

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Professora se dedica ao ensino de crianças e adolescentes com deficiência, em Campina Grande

Luciana Rodrigues tem formação em Libras e Braille; ela leciona na rede municipal de ensino.


Por Waléria Assunção, TV Paraíba | G1

Professora tem formação em Libras e Braille — Foto: TV Paraíba/Reprodução
Professora tem formação em Libras e Braille — Foto: TV Paraíba/Reprodução

Vinte e oito anos da vida de Luciana Rodrigues foram dedicados à sala de aula. A professora ensina em uma escola municipal, localizada no bairro Estação Velha, em Campina Grande. O turno da tarde é dedicado ao ensino de crianças e adolescentes com deficiência.

A educadora possui formação na Língua Brasileira de Sinais (Libras), para se comunicar com alunos surdos e em Braille, para auxiliar no processo de aprendizagem de estudantes com deficiência visual.
“É especial realmente. Eu gosto muito do que faço. É a minha vida", contou Luciana, que não conteve a emoção.
“Eu estou vendo o avanço deles e me sinto muito gratificada”, destacou Luciana. A dedicação dela faz com que os alunos vençam as próprias limitações nos estudos.

Os pais dos alunos reconhecem a dedicação da professora. “Me sinto muito realizada. Vejo os cuidados dos professores daqui, especialmente em Luciana, que tem dedicado tempo e amor”, declarou Rávila Georgia.

Ensinar a ler e escrever foi a profissão que Luciana escolheu por amor. Sentimento percebido pelos gestos, no olhar e nas palavras de quem ensina e de quem aprende.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Papai Noel aprende Libras para conversar com crianças surdas em SP

O Papai Noel José Mario dos Santos Graciano, 68, que aprendeu libras e se comunica com Ana Beatriz Alves Aguiar que nasceu com deficiência auditiva profunda bilateral.Credito: Divulgação / Colinas Shopping DIREITOS RESERVADOS. NÃO PUBLICAR SEM AUTORIZAÇÃO DO DETENTOR DOS DIREITOS AUTORAIS E DE IMAGEM
José Mario Graciano, 68, conversa com Ana Beatriz Aguiar, 8, que nasceu com deficiência auditiva

Quando duas irmãs pararam à sua frente sorrindo sem dizer uma palavra, José Mário dos Santos Graciano, 68, não entendeu o porquê de elas não responderem às tradicionais perguntas e brincadeiras do Papai Noel.

Discretamente, o pai delas revelou o motivo do silêncio. Eram surdas.

"Então pensei: 'O abraço é um gesto de carinho que todos entendem'. Sorri para elas, abri meus braços e elas vieram felizes, se sentiram acolhidas pelo Papai Noel", disse Graciano.

Foi naquele momento que ele decidiu aprender Libras (Língua Brasileira de Sinais).

"Percebi que só aprendendo a linguagem de sinais eu poderia dar oportunidade para as crianças surdas levarem seus pedidos ao Papai Noel, sentirem verdadeiramente a magia do Natal", afirmou o petroleiro aposentado, que há 13 anos personifica o Papai Noel em shoppings e festas familiares em São José dos Campos (SP) e cidades próximas.

Esse primeiro encontro com crianças surdas aconteceu há cerca de quatro anos, Hoje ele ainda não se considera fluente em Libras, mas já consegue se comunicar muito bem com elas, quando atua como o bom velhinho em um shopping da cidade.

"Vou continuar aprendendo para ficar cada vez melhor, a felicidade dessas crianças ao perceberem que Papai Noel consegue falar com elas é muito gratificante, compensa qualquer esforço", disse Graciano.

A proximidade das festas de fim de ano alegra a estudante Ana Beatriz Alves Aguiar, 8. Ela nasceu com deficiência auditiva profunda bilateral e usa Libras para se comunicar.

Ana Beatriz conheceu o Papai Noel Graciano em 2015 e, desde então, vai visitá-lo para conversar e fazer o seu pedido de Natal. Este ano, foi ganhar uma boneca Cinderela.

"Essa iniciativa é muito importante para as crianças com deficiência auditiva. Elas sentem uma felicidade imensa quando são compreendidas pelo Papai Noel", disse Edna Maria Alves da Silva, mãe de Ana Beatriz.

A pequena Jamilly, 4, deixou a timidez de lado e deu muitas gargalhadas ao lado do Papai Noel Graciano. "Eu fiquei surpresa, minha filha é muito tímida, retraída. Mas com o Papai Noel ela se soltou, ficou muito feliz mesmo por conseguir conversar com ele", afirmou Yasmini Ribeiro Bastos, mãe de Jamilly.

As duas estudantes foram ao shopping com um grupo de crianças assistido pela AADA (Associação de Apoio ao Deficiente Auditivo) da cidade.

"As crianças se sentem surpresas e felizes quando em um ambiente diferente do familiar e institucional encontram pessoas que compreendem a linguagem de sinais", disse a psicopedagoga Jussara Alvarenga, da AADA.

"Poder ir a um lugar como o shopping e conseguir conversar com o Papai Noel é uma felicidade muito grande para elas".

No shopping, Graciano divide a função de Papai Noel com Paulo do Canto Hubert, de 73 anos. A escolha dos dois representantes foi estratégica: Graciano se comunica em libras e Hubert, em inglês.

"Encontramos o senhor Paulo, que fala inglês, o que é fundamental aqui na nossa região, recebemos muitos estrangeiros", afirmou a gerente de marketing do shopping, Margarete Sato.

Tânia Campelo para Folha de S. Paulo