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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Autismo: preparando-se para a volta às aulas

A volta às aulas costuma ser um momento difícil para muitas crianças. Em especial para crianças com autismo, que têm dificuldades com mudanças na rotina.


Deixamos aqui algumas dicas para que a readaptação da rotina seja mais tranquila:

  • Durante as férias, mostre fotos da escola e dos amigos, rementendo a bons momentos que a criança tenha presenciado e citando que é apenas um período de descanso, que em breve as aulas voltarão.
  • Aponte em um calendário em que dia estamos, o dia em que as aulas acabaram e quanto falta para o início. Deixe em destaque o dia do retorno e vá riscando os dias que estão passando. aulas
  • Leve a criança para comprar alguns materiais, dando a ela opções de escolha. Se for possível, opte por algum personagem que ela goste na mochila ou estojo.
  • Volte gradativamente aos horários da antiga rotina de sono e alimentação. Faça isso ainda durante as férias.
  • Procure conhecer o professor antes das aulas iniciarem para explicar algumas particularidades da criança. Se não for possível, você pode entregar uma cartinha (aqui um exemplo, como sugestão) no primeiro dia de aula. Coloque-se à disposição para auxiliar em qualquer dificuldade e esclarecer dúvidas.
  • Caso seja um escola diferente do ano anterior, faça uma visita à escola nos dias que antecedem o início das aulas, para que a criança se familiarize com o novo ambiente.
  • Em alguns casos é bom evitar os primeiros dias, quando as crianças estão mais agitadas e os professores ainda não conhecem os alunos. Não ter pressa neste início é bom tanto para a criança (que chegará quando a turma estiver mais tranquila e adaptada), quanto para o professor (que também já estará mais familiarizado com os novos alunos e terá mais domínio da turma).
  • Converse sobre a escola e as atividades que serão realizadas como algo muito positivo, nunca como uma obrigação. Relacione com as coisas que a criança goste mais, como as musiquinhas, as atividades, a hora de brincar, etc.
  • No dia anterior ao início, mostre o uniforme, a mochila, os materiais. Deixe-os visíveis, sinalizando que no dia seguinte as aulas iniciarão.
É muito importante manter contato diário com o professor e/ou a coordenação da escola. O trabalho precisa ser em parceria durante todo o ano letivo! E estar sempre atento a possíveis mudanças no humor e no comportamento da criança.

Fonte: ClubeMaterno

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

10 direitos da criança com deficiência na escola

Com a volta às aulas, a continuidade da vida escolar das crianças com deficiência muitas vezes se torna uma dor de cabeça. Por isso, a equipe do Movimento Down resolveu separar 10 direitos relacionados à educação da pessoa com deficiência que nem sempre são cumpridos, assim como três sugestões para lidar com eventuais problemas.

Várias garotas aparecem na imagem. Elas estão em fila, usam o uniforme da escola e fazem pose para a foto. Quase todas as meninas não têm deficiência, apenas uma tem síndrome de Down, mostrando que ela tem os mesmos direitos à educação que as demais.
Várias garotas aparecem na imagem. Elas estão em fila, usam o uniforme da escola e fazem pose para a foto. Quase todas as meninas não têm deficiência, apenas uma tem síndrome de Down, mostrando que ela tem os mesmos direitos à educação que as demais.

1) Negar matrícula em escolas públicas ou particulares é crime, assim como cobrar taxas extras dos pais por conta de falta de estrutura ou profissional de apoio pedagógico;

2) Matrícula em classes de ensino regular com todo o apoio necessário;

3) Professores preparados para receber as crianças e incluí-las;

4) Materiais didáticos acessíveis;

5) Transporte acessível;

6) AEE (Atendimento Educacional Especializado) para complementar o ensino regular, no turno contrário ao que a criança está matriculada. Exemplo: se a criança estudar de manhã, o AEE será de tarde;

7) Acesso ao mesmo material que as outras crianças usam;

8) Vários instrumentos de avaliação, já que a avaliação escrita tradicional não é suficiente para medir o desenvolvimento de todos os alunos;

9) Participação das atividades na escola;

10) A nova lei da inclusão menciona ser obrigatória a formação e a disponibilização dos professores para o atendimento educacional especializado, assim como de profissionais de apoio*. Essas são:

X – adoção de práticas pedagógicas inclusivas pelos programas de formação inicial e continuada de professores e oferta de formação continuada para o atendimento educacional especializado;

XI – formação e disponibilização de professores para o atendimento educacional especializado, de tradutores e intérpretes de Libras, de guias intérpretes e de profissionais de apoio;

Três dicas para caso de dificuldades com a aplicação da Lei

– O melhor caminho sempre é o diálogo. Busque informar a direção da escola e apresentar a Lei Brasileira de Inclusão;

– Caso a escola se recuse a alterar sua postura, busque apoio de um advogado devidamente inscrito na OAB, ou se for o caso à Defensoria Pública, para que apresente um Termo de Ajuste de Conduta à escola;

– Se a decisão da escola permanecer inalterada, denuncie ao Ministério Público de sua cidade ou Disque 100 – Direitos Humanos.

* No Art. 28º, em seus incisos X e XI

Fonte: Movimento Down