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sexta-feira, 24 de junho de 2022

Cães de serviço: entenda como eles ajudam pessoas com deficiência

Cães-guia, ouvintes e de serviço podem devolver aos humanos a independência em tarefas importantes, como se locomover e se vestir

Ana Harada para o revistacasaejardim.globo.com

Os pets, sem sombra de dúvida, trazem muita felicidade para os tutores. Porém alguns vão muito além das brincadeiras e dos "lambeijos"! Você já deve ter ouvido falar de cães policiais, bombeiros ou cães-guia, mas sabia que esses animais podem exercer outras funções para ajudar a vida de quem precisa?

“Cães de assistência” é o termo geral utilizado para designar os cachorros que auxiliam no bem-estar ou independência das pessoas. São três categorias principais: cães-guia (que acompanham deficientes visuais), cães-ouvintes (que auxiliam deficientes auditivos) e cães de serviço (que dão assistência a pessoas com deficiências motoras e também crianças autistas).

Há também os cães de terapia e cães de apoio emocional, os quais atuam na parte de suporte emocional para os humanos na vida diária, em hospitais ou centros de reabilitação.


Os cães de serviço podem promover benefícios terapêuticos e auxiliar crianças do espectro autista no aprendizado da comunicação, sendo uma ponte social (Foto: Instagram/ @caoinclusao/ Reprodução)

Leia a matéria completa em revistacasaejardim.globo.com

quarta-feira, 22 de junho de 2022

Cavalos ajudam no tratamento de várias deficiências

Equoterapia contribui para o desenvolvimento cognitivo, físico, emocional, social e ocupacional​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​


Luciana Vinha para diariodaregiao.com.br
 

Daniele Colombara com a fisioterapeuta Nanci Priscila Affini

A equoterapia é uma atividade complementar que tem sido cada vez mais utilizada como ferramenta terapêutica e recomendada por profissionais especializados em saúde física e mental, pois oferece um amplo leque de possibilidades para pessoas com problemas físicos, mentais, sensoriais e comportamentais. A técnica utiliza o cavalo como mediador das atividades, objetivando a reabilitação e/ou educação de pessoas que sofrem de algum tipo de deficiência ou necessidades específicas, contemplando diferentes metodologias para a sua prática de acordo com as possibilidades e limitações de cada paciente.

De acordo com a fisioterapeuta e instrutora Nanci Priscila Affini, coordenadora do Centro de Hipoterapia e Equitação Terapêutica (CHET), em Rio Preto, cada indivíduo portador de deficiência e/ou necessidades especiais tem seu perfil, o que o torna diferente. “Isso evidencia a necessidade de se formular programas personalizados, que levem em consideração as exigências para cada indivíduo, em determinada fase de seu processo evolutivo”, explica.

Dentre os benefícios físicos alcançados com a equoterapia é possível destacar a melhora do equilíbrio, o controle da postura, o fortalecimento do tônus ​​muscular, a coordenação e orientação neuromotora, o espaço temporal e a lateralidade e a melhora da percepção do esquema corporal, além de inúmeros benefícios psicológicos, como: aumento da autoestima, melhora da confiança nos outros e em si mesmo, estimulação da atenção e concentração, desenvolvimento do autocontrole, estimulação da comunicação e da linguagem, novos aprendizados, como respeito pelos outros e pela natureza. “A equoterapia é um método de reabilitação e educação que trabalha o praticante de forma global”, afirma Nanci.

Para a fisioterapeuta e psicóloga Adriana Ganança, proprietária e instrutora no Centro de Equoterapia Jockey Club, em Rio Preto, é difícil prever quanto tempo leva para que um paciente tenha uma melhora no quadro clínico, pois as lesões são diferentes e cada pessoa reage de uma maneira. “O que eu posso afirmar é que em toda sessão de equoterapia ocorre uma evolução satisfatória em algum sentido, seja físico, motor ou psicológico. Os pais relatam que já observam os benefícios nos filhos logo nas primeiras sessões, uma vez que as crianças melhoram a postura, ficam felizes e querem voltar logo”, destaca.

Atividade lúdica

Quem tem se beneficiado com a equoterapia é o André Lúcio Neves Brito, que tem 10 anos e foi diagnosticado com paralisia cerebral com 1 ano e oito meses. Hoje, ele é atendido no Centro de Equoterapia Jockey Club, em Rio Preto. A mãe dele, Regina da Silva Neves, 28, conta que o filho realiza a terapia complementar há seis anos, uma vez por semana. “Ele teve uma aceitação e adaptação ótimas ao método, e com isso os resultados foram rápidos. Com apenas um mês de sessão já foi possível notar uma evolução no quadro clínico dele, principalmente no equilíbrio, mas os benefícios são vários, incluindo melhora postural e de marcha, e questão sensorial. A indicação é por tempo indeterminado, ou seja, enquanto houver evolução no quadro, ele será estimulado”, destaca.

Regina revela que a paralisia cerebral que acometeu o filho é decorrente do atraso no parto, que resultou em falta de oxigênio para o bebê. Apesar de ter dado entrada no hospital por volta das 5h da manhã com fortes contrações, a bolsa não se rompeu e somente às 20h foi levada para a sala de parto. “Minha gestação foi tranquila, fiz o pré-natal certinho, não houve nenhuma intercorrência. O André nasceu roxo, não chorou, e o cordão umbilical estava enrolado no pescoço. Ele foi levado para a UTI, passou a noite lá, e quando voltou para o quarto teve febre alta e uma convulsão, e precisou retornar. Quando teve alta a única recomendação foi que ele não podia ter febre alta”, conta a mãe.

Ela relata que aos 6 meses o André ainda não sentava e seu desenvolvimento era muito lento, mas a médica que o atendia dizia que era normal, apenas porque ele atrasou para nascer. Ao completar um ano, ela decidiu trocar de pediatra, que até indicou algumas sessões de fisioterapia, mas não deu o diagnostico, até que meses depois, ao passar por outro médico em Rio Preto e realizar alguns exames solicitados pelo profissional, descobriu que o André era portador de paralisia cerebral. “A partir desse momento ele começou uma série de tratamentos, incluindo fisioterapia, terapia ocupacional, e sessões com a fonoaudióloga, e aos 4 aninhos começou a equoterapia, cujos benefícios são vários para a sua saúde física e mental”, aponta. (LV)

Bem-estar físico e emocional

Daniele Colombara tem 36 anos e, em 2010, foi diagnosticada a doença de Wilson, um distúrbio hereditário raro, que causa um acúmulo de cobre no fígado, cérebro e outros órgãos. Os sinais e sintomas variam dependendo das partes do corpo afetadas pela doença, mas geralmente incluem alterações motoras como tremores, contrações musculares involuntárias (distonia), dificuldade de coordenação e anomalia de marcha e rigidez.

Ela conta que pratica equoterapia há mais de cinco anos por indicação médica e afirma ter obtido benefícios. “Quem me indicou a equoterapia foi o neurologista da ARCD (Associação de Reabilitação da Criança Deficiente), após eu ter tido alta das terapias, e também o neurologista do Hospital das Clínicas de São Paulo. Os benefícios são muitos, como a melhora da marcha, equilíbrio, alongamento e relaxamento. Tenho muita rigidez devido à doença. E na parte emocional também é algo que me ajuda muito”, destaca.

Daniele é paciente do Chet (Centro de Hippoterapia e Equitação Terapêutica), em Rio Preto, onde realiza as sessões uma vez por semana, com duração de aproximadamente 30 minutos. “Apesar de nunca ter andando a cavalo antes, minha adaptação foi bem tranquila, não tive nenhum problema com isso, pois eu amo animais, adoro cavalos, a natureza. Pra mim a equoterapia não é nem uma terapia em si, e sim um lazer, de tão bem e feliz que me sinto”, ressalta. (LV)

Como funciona

Cada sessão dura em média 30 minutos e pode ser feita de uma a duas vezes por semana. Para dar início ao tratamento, o primeiro passo é avaliar quais são as possibilidades e limitações do paciente. Feito isso, é de fundamental importância o primeiro contato físico com o cavalo, para que seja estabelecida uma relação de confiança com o animal e o paciente possa ficar relaxado quando tiver que montar. A abordagem inicial pode ser acariciando o seu pelo. “A adaptação tem que ser gradativa e prazerosa. O indivíduo deve ser acompanhado por uma equipe qualificada em um local seguro, onde será proporcionado um contato prazeroso com o cavalo”, aponta Nanci Priscila Affini.

Nem todos os cavalos são adequados, por isso devem ter algumas características, como, por exemplo, ter o temperamento dócil e calmo, estar acostumado a interagir com as pessoas e com os materiais que são utilizados durante as sessões terapêuticas, além de receber um treinamento específico para atuar com os pacientes. “O cavalo tem que ter boa índole, não ter manias agressivas, ter bons aprumos, ter um dorso alinhado e aceitar diversas brincadeiras a serem utilizadas durante as sessões”, explica Adriana Ganança, que acrescenta ainda que a equoterapia pode ser contraindicada para pessoas com crises convulsivas graves e não controladas com medicação, alteração ortopédica do tipo escoliose grave, ulceras de decúbito na região sacral, frouxidão ligamentar (cervical e quadril) e alergias. (LV)

Indicações
Múltiplos benefícios: 

Melhora o equilíbrio e a mobilidade graças ao movimento tridimensional do cavalo que se assemelha à marcha humana; a variabilidade da marcha permite regular terapeuticamente o grau de sensações recebidas pelo paciente (um cavalo transmite ao paciente uma série de oscilações tridimensionais como para frente e para trás, elevação, descida, deslocamento e rotação);

Diminui a espasticidade muscular, pois o calor corporal do cavalo facilita o relaxamento muscular e articular;

Estimula a psicomotricidade, a adaptação do indivíduo ao ambiente e a uma melhor qualidade de vida e maior grau de autossuficiência, aumentando sua confiança e estimulando sua linguagem para o desenvolvimento da fala, comunicação e socialização;

quarta-feira, 11 de março de 2020

Criança com deficiência adota cachorro vira-lata sem uma pata, em Londrina

Garoto Enzo nasceu sem parte do braço esquerdo; neste sábado (7), ele junto à família, resolveu dar um novo lar ao 'Branco', um cão que teve a pata direita amputada após uma infecção.


Por Por RPC Londrina para o g1.globo.com

Cão, chamado de "Branco", teve uma infecção na pata direita que precisou ser amputada — Foto: Reprodução/RPC
Cão, chamado de "Branco", teve uma infecção na pata direita que precisou ser amputada — Foto: Reprodução/RPC

Uma criança que nasceu sem parte do braço esquerdo adotou um cachorro vira-lata que não tem uma das patas, em Londrina, no norte do Paraná, na tarde deste sábado (7).

O garoto Enzo tem cinco anos, e a mãe conta que foi uma gravidez de risco. Ela teve duas infecções nos rins, início de pneumonia, contrações antes do tempo, e quase perdeu o Enzo.

Já o cão, chamado de "Branco", foi encontrado na rua ainda filhote. Há um ano e meio, ele teve uma infecção na pata direita que precisou ser amputada.

Durante todo o tempo não surgiu nenhuma pessoa interessada em adotá-lo. A cuidadora do Branco, Aline Dias, se emocionou com a nova história que começou neste sábado.
"A adoção responsável é muito difícil hoje em dia, então quando você acha uma família legal, que dá tão certo, a gente fica muito contente. Agora a minha missão está cumprida", comentou ela.
A mãe de Enzo, Jéssica Tavares de Andrade, disse que será importante o Enzo ver o cachorrinho conseguindo fazer as coisas e saber que pode fazer também.
"Um mostra para o outro que tem mais amor. Um mostra para o outro que é capaz de fazer as coisas", disse ela.

Criança com deficiência adota cachorro vira-lata sem pata, em Londrina — Foto: Reprodução/RPC
Criança com deficiência adota cachorro vira-lata sem pata, em Londrina — Foto: Reprodução/RPC

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

ONG treina gratuitamente 18 cães-guia para pessoas com deficiência visual

Instituto Magnus busca não somente treinar, mas conscientizar e dar visibilidade a causa


tribunadejundiai.com.br

cães filhotes um do lado do outro
Ong treina filhotes gratuitamente para cães-guia (Foto: Divulgação)

Para contribuir com a inclusão social da pessoa com deficiência visual, o Instituto Magnus, gerido pela Adimax Pet, pretende formar 18 novas duplas de cães-guia e pessoas com deficiência visual até o final de 2020.

Esse treinamento é realizado em três etapas: a socialização, o treinamento e a entrega do cão-guia. Para que haja sucesso, as etapas precisam ser cumpridas com comprometimento, começando por preparar o filhote em conjunto com voluntários que participam efetivamente do processo de formação.

Além de estar inserido no âmbito da inclusão social dos deficiente visuais, o Instituto Magnus amplia e vai além do treinamento para cães-guia. As atividades realizadas, também contam com momentos de fala para conscientizar e educar a sociedade, através de palestras informativas em empresas, escolas, dinâmicas de grupos e ações para engajamento das pessoas com a causa.

O treinamento garante muito mais do que um instrumento de mobilidade para uma pessoa com deficiência visual, mas tem o dever de informar a comunidade sobre como receber este cão de trabalho na sociedade.

No ano de 2019 o Instituto Magnus inaugurou uma maternidade em sua sede, para que a ninhada se aprimorasse com os treinamentos planejados para o ano de 2020. Ao completarem 70 dias, esses filhotes seguem para uma nova fase: a socialização realizada por uma família voluntária.

Já no ano de 2020, está prevista a chegada de 60 filhotes no programa, entre cães nascidos no instituto e vindos de canil.

As 40 famílias que participam como voluntárias do programa têm um papel essencial no primeiro ano de vida dos filhotes, pois têm o compromisso de expor os cães a uma rotina diária que conta com tarefas como: conhecer lugares e situações, aprender a se comportar nos locais, conviver com outros animais e pessoas, entre outras atividades.
Nessa etapa com as família, todos os custos, desde alimentação, medicamentos, acompanhamento veterinário e treinamento são de responsabilidade do Instituto Magnus.

Para realizar a entrega dos cães para pessoas com deficiência, é preciso que os interessados se cadastrem para recebê-los. Por meio do link https://www.institutomagnus.org/programas/cao-guia/como-ter-um-cao-guia é possível preencher um formulário com informações pessoais, interesses e contar sobre sua locomoção no cotidiano. Esse cadastro é avaliado em algumas etapas e, quando aprovado, o Instituto identificará o cão compatível com a pessoa para formar essa dupla.

Para mais informações: contato@institutomagnus.org ou por meio do telefone: (15) 3042-1110 ou 99755-7201. As visitas são realizadas para grupos de no mínimo cinco pessoas às terças e quintas-feiras, além de um sábado por mês no período da manhã. E quem tiver interesse em fazer parte do programa pode tirar todas as dúvidas e se inscrever pelo site do Instituto: www.institutomagnus.org.