sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Especialistas sugerem presentes paras crianças diagnosticadas com autismo


Para crianças de 0 a 2 anos, por exemplo, a sugestão é por brinquedos de ação e reação. Precisam ter cor e som para quem tem dificuldade de perceber e interpretar.

Há quem acredite que eles não interajam com os objetos, mas pelo contrário, um brinquedo adequado é fundamental para o desenvolvimento psicológico e social de uma criança diagnosticada com autismo.

Somente no Brasil estima-se que existam mais de 2 milhões de casos de TEA - Transtorno do Espectro Autista. O transtorno é identificado geralmente nos três primeiros anos de vida e compromete as habilidades de comunicação e interação social.

Principalmente durante o tratamento para melhorar o processamento sensorial, os brinquedos infantis são grandes aliados, contudo, é importante serem adequados para cada perfil. Para a psicóloga, Maíra Ainhoren Meimes, da Clínica Interligar, a aceitação pode ser relativa.

"É importante conhecer um pouco a criança para saber um pouco quais as características cognitivas, somente a idade não é o suficiente para escolher. Conheço crianças com autismo que não suportam, por exemplo, ver balão, mas as bolinhas de sabão, normalmente, são bem aceitas", explica.

Ela conta também que crianças com autismo podem mostrar comportamentos imprevisíveis relacionados ao seu grau de hipo ou hipersensibilidade a certos estímulos. Em razão disso, é preciso cuidar para não assustá-los. Segundo Maíra, é importante cuidar na hora de apresentar um determinado objeto que possa ter um estímulo sensorial muito evidente, sob pena de gerar uma desorganização comportamental, provocando emoções ruins e gerar alguma forma de comportamento do corpo, que não é esperado socialmente. Na hora de apresentar um brinquedo é importante que haja previsibilidade, ou seja, que de alguma forma seja explicado anteriormente para a criança o que aquele brinquedo faz e manuseá-lo junto com ela.

"Acho que temos que cuidar os brinquedos que tenham muitos estímulos sensoriais, sonoros e visuais, porque não sabemos qual será a hipersensibilidade da criança. Temos um brinquedo aqui na clínica que serve para avaliação, uma bolinha que a criança aperta e ela vibra, faz um som e emite uma luz, é o tipo que não é legal, porque pode assustar e desorganizar. Essa desorganização é um problema, podem começar a chorar, se bater ou bater em outra pessoa", explica a psicóloga.

Segundo o terapeuta Ocupacional, Filipe Geyer, que também atua na Clínica Interligar, para a escolha do brinquedo, o mais importante é compreender como é o funcionamento da criança com autismo fica melhor.

"Para crianças de 0 a 2 anos, por exemplo, sugiro brinquedos de ação e reação. Precisam ter cor e som para quem tem dificuldade de perceber e interpretar. Para os que estão se aproximando dos 3 anos, uma sugestão, se a criança não apresenta sensibilidade tátil, a massinha de modelar é uma opção fantástica, ainda mais se forem coloridas e tiverem moldes para estimular o cérebro."

Para os maiores, que já passaram dos 4 anos, o profissional diz que é uma nova etapa no desenvolvimento. "Entram na fase do simbolismo, já precisam saber o que fazer. Coisas que exijam mais deles. Os famosos Pula Pirata e O Sr. Batata são ótimas opções", esclarece Filipe Geyer.

Fonte: Segs

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Cirurgias odontológicas em crianças

Historicamente o dentista é visto como um vilão para aqueles que sofrem de dor de dente, isso é muito injusto, afinal, mesmo que você tenha dado um azar danado no profissional que escolheu, na maioria das vezes a culpa de quem tem um problema odontológico é do dono do problema.

É comum recebermos pacientes no consultório reclamando do profissional. “Porque aquele dentista fez isso, aquele outro fez aquilo, aquele dentista quase me matou” e depois de oito profissionais visitados esse paciente aparece no consultório destilando sua indignação com o dentista da vez. Claro que existem profissionais com má formação técnica, às vezes incapazes para realização de alguns procedimentos. Porém, em muitas situações, por mais capacitado que seja o profissional escolhido, o procedimento é de difícil resolução. Isso é bem evidente quando trabalhamos com crianças e seus comportamentos normais para a idade, mas que são complicados no consultório do dentista. Isso é bastante comum em cirurgias odontológicas.

A dignidade das pessoas com deficiência intelectual
Guia de treinamento para o cuidado com os dentes de crianças autistas

Por si só a palavra cirurgia já traz um friozinho na barriga, quando é na gente então, nem se fala. Se a palavra é usada para ser realizada em um filho nosso, parece que o mundo desaba. Calma, cirurgias odontológicas nas crianças são complexas, mas não é um bicho de sete cabeças. Exceto claro, se a criança for pequena demais ou o caso complexo a ponto de exigir uma internação hospitalar.
Cirurgias comuns no consultório infantil são exodontias (extrações), frenectomias (cirurgias do freio labial ou lingual), ulotomias e ulectomias (procedimentos para auxiliar a erupção de dentes que demoram a irromper), tracionamento de dentes impactados, remoção de dentes extranumerários ou supranumerários (dentes que excedem o número correto de dentes). Existem também as cirurgias necessárias para casos de traumas, mas não são tão comuns.

O que todo pai e mãe precisa saber é que mesmo as cirurgias sendo relativamente corriqueiras, elas demandam preparação e cuidados. Não são assim como cortar unhas e cabelo.

A criança precisa ser preparada emocionalmente e muitas vezes medicada previamente. Uma anamnese (questionário sobre a saúde do paciente) é fundamental. Condições clínicas adequadas são necessárias, e em determinadas situações, uma conversa com o pediatra da criança pode ser oportuna. É preciso saber que em uma cirurgia vai ter anestesia, agulha, bisturis, sangramentos, pontos de sutura, desconforto e muitas vezes dor.

Não, não pense que o dentista é aquele malvado, que possui instintos sanguinários e não respeita seu pequeno e a angústia dos pais. Muito pelo contrário, a preocupação com a saúde do seu bem mais precioso está em nossas mãos e não temos o básico direito do ser humano: errar. Compreendo bem isso, meus filhos são meus maiores tesouros e preservar sua saúde e bem-estar é tarefa de todo bom pai e mãe. Mas em certos momentos as cirurgias são inevitáveis, nessa hora peço sempre a luz que vem dos céus e a compreensão dos pais que estão ali para me apoiar, sem isso a tarefa será bem mais difícil.

Tenho comigo que cirurgia em crianças é um divisor de águas, a criança que se submete a um procedimento desse nível apresenta um crescimento emocional importante e faz com que ela desenvolva maturidade para as vicissitudes que a vida traz.

Fonte: Blog Saúde Infantil

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Entenda a diferença entre deficiência intelectual e doença mental

Muitos sentem dificuldade para se relacionar com pessoas com deficiência intelectual por não saber como se referir a elas ou mesmo compreender quais são as condições que afetam o seu desenvolvimento. Uma das confusões mais comuns é chamar os indivíduos com necessidades especiais de “doentes mentais”. Esta noção está arraigada no imaginário popular, mas tem sua base na discriminação que estes sofriam no passado. Os dois problemas, contudo, são completamente diferentes.

A doença mental é, na verdade, um transtorno psiquiátrico que engloba uma série de alterações que modificam o humor e o comportamento da pessoa, podendo afetar seu desempenho. Tal distúrbio deve ser tratado com psiquiatras e o uso controlado de medicamentos.

Já a deficiência intelectual representa um atraso no desenvolvimento, o que gera dificuldades de aprendizado e na realização de coisas simples do cotidiano. Neste caso, há um comprometimento cognitivo, que ocorre antes dos 18 anos de idade.

Saiba a importância da convivência entre criancas com e sem down
Casos de autismo sobem para 1 a cada 68 crianças

“Deficiência mental”

Segundo a educadora Ana Beatriz Araújo, da Apae Salvador, as deficiências intelectual e mental são sinônimas. O último termo, porém, foi banido pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2004. “São dois termos que querem dizer a mesma coisa. Houve uma mudança de nomenclatura em relação à deficiência intelectual para não confundir com o transtorno mental”, afirma.

A ONU optou por excluir a expressão “deficiência mental” para evitar a confusão e a discriminação destas pessoas, que representam 5% da população mundial, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Características

Segundo descrição da Associação Americana sobre Deficiência Intelectual do Desenvolvimento (AIDD), pessoas com déficit intelectual possuem o Quociente de Inteligência (QI) inferior à média. Elas possuem limitações em ao menos dois tipos de habilidades: comunicação, autocuidado, funções acadêmicas, adaptação social, vida no lar, segurança e saúde, dentre outras.

De acordo com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), quase sempre a deficiência intelectual costuma ser resultado de uma alteração no cérebro causada por condições genéticas. Mas uma pessoa com necessidades especiais também pode ter sofrido com distúrbios na gestação, problemas no parto e até mesmo após o nascimento. Dentre os principais tipos de deficiência intelectual estão as síndromes de Down, X-Frágil, Prader-Willi, Angelman e Williams.

Fonte: Correio24horas / Deficiente Ciente

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Mídia: inimiga ou aliada da pessoa com deficiência?

Vivemos um momento complexo no que diz respeito à participação social das pessoas com deficiência. Por um lado, temos uma legislação específica avançada e o envolvimento cada vez maior do Ministério Público. Por outro, ainda encontramos no cotidiano atitudes preconceituosas e práticas discriminatórias que preservam e reproduzem concepções antigas e errôneas sobre as deficiências em diversas esferas sociais.

Hoje, após 30 anos da proclamação, pela Organização das Nações Unidas (ONU), do “Ano Internacional da Pessoa Deficiente”¹, esta é a contradição enfrentada pela maioria desse segmento no Brasil. Ao mesmo tempo, tem sido cada vez maior o número de pessoas com deficiência e de organizações da sociedade civil que buscam, com diversas práticas e ações, tanto o cumprimento dos direitos conquistados nas últimas décadas como, também, uma reflexão mais profunda e eficaz em toda a comunidade acerca da diversidade humana.

Nesse contexto, a mídia é considerada, por muitos especialistas e representantes das pessoas com deficiência, uma grande aliada para a inclusão social, na medida em que esta pode exercer um duplo papel importante: fiscalizar o poder público em relação ao cumprimento das leis específicas e conscientizar a comunidade com informações que combatem atitudes preconceituosas.

No entanto, a maioria dos meios de comunicação de massa foca suas reportagens e programas nas pessoas com deficiência e não nas causas sociais da desigualdade e da discriminação – como nos obstáculos arquitetônicos, na péssima qualidade da educação básica, da reabilitação e da saúde preventiva e, sobretudo, na desinformação da população em relação ao tema.

Além disso, muitos profissionais dessa área ainda colocam as pessoas com deficiência como “heróis” ou “coitadinhos”. Dessa maneira, colaboram para a manutenção de estereótipos e estigmas construídos historicamente e cristalizados no senso comum que prejudicam as relações sociais entre as diferenças (inclusive utilizando termos como “especiais”, “vítimas”, “superação”, “sofrimento” etc.).

Assim, alguns assuntos como a acessibilidade, as características da síndrome de Down, da baixa visão e do autismo e a importância da Língua de Sinais Brasileira poderiam ser melhor trabalhados pelos jornais, emissoras de rádio e televisão e outros tipos de mídia. Mais ainda, esse campo de atuação poderia tanto inserir as pessoas com deficiência nos temas da vida cotidiana (ex: entrevistar um jovem com deficiência para uma matéria sobre juventude) como, também, incluir os interesses desse grupo nos debates mais amplos (ex: pautar a educação inclusiva nas discussões sobre a qualidade da educação em geral).

Portanto, a mídia só vai ser uma aliada concreta das pessoas com deficiência quando mostrar para todos que essa questão – o convívio entre as diferenças – exige uma responsabilidade de todos. O que esse grupo espera dos meios de comunicação de massa (e de outros setores da sociedade) é uma boa utilização das datas comemorativas relacionadas às pessoas com deficiência, mas, sobretudo, respeito e dignidade em todos os dias do ano.

Fonte: Inclusive – Inclusão e Cidadania.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Gêmeas idênticas que nasceram com Síndrome de Down comemoraram primeiro dia em uma escola regular

    Duas gêmeas idênticas que nasceram com Síndrome de Down passaram a frequentar uma escola regular e comemoraram seu primeiro dia nela.

    As gêmeas idênticas, de quatro anos da idade, Abigail e Isobel Parry, nascidas em 2011, foram diagnosticadas com a condição genética três semanas após o nascimento.
    As chances de um nascimento ocorrer assim são de apenas uma em cada 2 milhões.

    As meninas, que nasceram prematuras, comemoraram um marco que seus pais temiam não acontecer: frequentar uma escola regular.

    As garotas, Abigail e Isobel Parry, ficam radiantes em seu primeiro dia no local, e o pai, Matt, contou que quando as meninas nasceram, ele e a mulher, Jodi, não sabiam se elas seriam capazes de tal proeza.

      Quando as filhas chegaram ao mundo o casal pensou que a condição seria uma sentença em vida, mas agora dedicam todo o tempo que têm para romper mitos e equívocos sobre a síndrome.

      Eles lançaram uma campanha que visa fornecer a futuros pais conselhos sobre a condição e não julgamento.

        “Isso só mostra o quão longe chegamos em nossa própria compreensão da Síndrome de Down. Tivemos equívocos, que muitas pessoas têm, e é isso que estamos tentando resolver”, disse o pai.

        Eles reconhecem que as filhas terão desafios na escola, mas disseram ter escolhido “impulsioná-las para terem sucesso”.

        As irmãs utilizam-se, principalmente, da linguagem de sinais para se comunicarem, e seu vocabulário nesta língua equivale ao de uma criança da mesma idade com vocabulário verbal.

        Jodi afirmou que as meninas não são diferentes do outro filho do casal, Finlay, mais velho.

        Eles ficaram chocados ao descobrir que 92 por cento das mulheres com um diagnóstico pré-natal de síndrome de Down terminavam a gravidez.

        Fonte: Deficiente Ciente / The Sun