sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Como saber se seu filho tem deficiência auditiva?

É importante os pais estarem atentos ao desenvolvimento da audição e linguagem de seus filhos. Infelizmente, existem muitas crianças que tem deficiência auditiva e os pais só percebem muito tarde. Vamos saber mais sobre os sinais da deficiência auditiva em crianças. Lembrando que a existem graus diferentes de deficiência auditiva.

Se a criança não reage a sons, não atende quando chamado ou está demorando para começar a falar, esses podem ser alguns dos sintomas que as  crianças com  deficiência auditiva apresentam.

O mais importante sinal o qual indica a possibilidade de perda auditiva é o atraso no desenvolvimento da linguagem ou a ausência de diálogo. No entanto, não é fácil perceber sinais de perda auditiva em bebês e crianças mais novas. Por isso, o Teste da Orelhinha, realizado antes em recém-nascidos, antes de sair da maternidade, é necessário, obrigatório e a melhor maneira de detecção da deficiência auditiva.

Quer saber quais os indicadores de deficiência auditiva no seu filho, o exame que auxilia na  detecção, as principais causas e como agir caso perceba algo com a audição do seu filho? Continue lendo o post.

Indicadores de deficiência auditiva:

São indicadores de que seu filho pode estar com deficiência auditiva:

– Se aos três meses seu filho não reconhece sua voz, não balbucia e não se assusta com ruídos repentinos;

– Se aos seis meses seu filho não reconhece sons de fala e sons familiares e sons interessantes não chamam a atenção dele – ele não brinca com a própria voz e não dá risadas, assim como também não usa a voz para demonstrar desconforto ou prazer;

– Se aos 12 meses seu filho não consegue falar uma ou duas palavras mais claras e entendíveis;

– Se aos 18 meses seu filho não entende frases simples e não encontra objetos familiares, assim como não fala de 20 a 50 palavras, não pronuncia frases curtas e não aprende palavras novas a cada semana;

– Se aos 24 meses seu filho não aumentou significativamente seu vocabulário, ele deve fazer uso de sentenças simples combinando 2 ou 3 palavras – ex: dá bola.

Se não consegue desenvolver frases simples, assim como adultos que não convivem diariamente com seu filho não conseguem entender a fala dele. A criança também não consegue ficar sentada ouvindo leitura de livros.

A importância do teste da orelhinha

O diagnóstico precoce é um importante instrumento para assegurar os melhores resultados no desenvolvimento da criança. A Triagem Auditiva Neonatal UniversaL (TANU), mais conhecida como Teste da Orelhinha, é um exame que deve ser realizado antes de o seu filho recém-nascido sair da maternidade ou em até um mês de vida.

O desenvolvimento da audição do bebê é iniciado a partir do quinto mês de gestação e se desenvolve muito nos primeiros meses de vida. A cada mil recém-nascidos, três bebês apresentam algum tipo de perda auditiva.

O teste é visto como uma forma de proteção, pois caso a deficiência auditiva seja diagnosticada antes dos três meses de idade do bebê, o tratamento pode ser realizado antes dos seis meses, não interferindo,  no momento mais importante para a fala e desenvolvimento da linguagem e garantindo ao seu filho um desenvolvimento auditivo muito similar ao de quem nasceu ouvindo. Assim, as crianças com deficiência auditiva diagnosticada cedo e submetidas rapidamente a um tratamento têm um bom desenvolvimento e se relacionam de forma positiva com seus colegas.

O exame serve para detectar alterações na audição do bebê, sendo rápido, indolor, seguro e realizado durante o sono natural da criança, preferencialmente no segundo ou terceiro mês de vida do seu filho. O exame dura aproximadamente 10 minutos, não apresenta contraindicação, não incomoda e não acorda o bebê. Também não exige nenhum tipo de intervenção invasiva, ou seja, sem corte. É um exame que pode fazer a diferença na vida do seu filho.

Indicadores de risco para a deficiência auditiva:

O seu filho tem deficiência auditiva, porém você não sabe o motivo de isso ter acontecido com ele? As principais causas são:

 – Infecções adquiridas no nascimento: Sífilis, Toxoplasmose, Rubéola, Citomegalovírus, Herpes, HIV;

– Infecções bacterianas ou virais adquiridas após o nascimento: Meningite, Citomegalovírus, Herpes, Sarampo, Varicela;

– Peso ao nascimento inferior a 1.500g;

– Prematuridade ou pequeno para a idade gestacional (PIG) ;

– Hiperbilirrubinemia;

– Apgar de 0 a 4 no 1º minuto, ou 0 a 6 no 5º minuto;

– Permanência na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por mais de 5 dias;

– Uso de ventilação mecânica no nascimento;

– Uso de antibióticos que podem prejudicar a audição como aminoglicosídeos e/ou diuréticos de alça;

– Malformações na cabeça e no rosto envolvendo orelha e osso temporal;

– Síndromes associadas à deficiência auditiva: Wardenburg, Alport, Pendred, entre outras;

– Traumatismo craniano;

– Sempre surgem dúvidas quanto ao excesso de cera – a cera no ouvido é, geralmente, benéfica e não prejudicial. O excesso de cera pode causar uma perda auditiva temporária, porém não é indicada a remoção da cera com hastes de algodão ou com profissionais não habilitados, pois pode causar danos irreparáveis à audição da criança.

É importante:

-Realizar exames pré-natais na gestação;

-Vacinar seu filho para impedir que ele tenha contado com doenças que deixem sequelas, como a surdez;

-Acompanhar a saúde de seu filho em modo geral;

– Ficar atento ao desenvolvimento de seu filho caso haja alguma demora no desenvolvimento da fala;

-Procurar sempre um médico quando sintomas aparecerem.

Precisa agendar uma consulta e ainda não sabe onde? Entre em contato com a gente! Vamos adorar ajudar você a encontrar um tratamento.

Fonte: Instituto Otovida

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

Bullying contra alunos com deficiência

A violência moral e física contra estudantes com necessidades especiais é uma realidade velada. Saiba o que fazer para reverter essa situação

Por Ana Rita Martins para o novaescola.org.br

Um ou mais alunos xingam, agridem fisicamente ou isolam um colega, além de colocar apelidos grosseiros. Esse tipo de perseguição intencional definitivamente não pode ser encarado só como uma brincadeira natural da faixa etária ou como algo banal, a ser ignorado pelo professor. É muito mais sério do que parece. Trata-se de bullying. A situação se torna ainda mais grave quando o alvo é uma criança ou um jovem com algum tipo de deficiência - que nem sempre têm habilidade física ou emocional para lidar com as agressões.

Tais atitudes costumam ser impulsionadas pela falta de conhecimento sobre as deficiências, sejam elas físicas ou intelectuais, e, em boa parte, pelo preconceito trazido de casa. Em pesquisa recente sobre o tema, realizada com 18 mil estudantes, professores, funcionários e pais, em 501 escolas em todo o Brasil, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) constatou que 96,5% dos entrevistados admitem o preconceito contra pessoas com deficiência. Colocar em prática ações pedagógicas inclusivas para reverter essa estatística e minar comportamentos violentos e intolerantes é responsabilidade de toda a escola.

Conversar abertamente sobre a deficiência derruba barreiras

Foto: Marina Piedade
A professora Maria de Lourdes falou com toda a turma sobre a deficiência de um colega. Foto: Marina Piedade 

Quando a professora Maria de Lourdes Neves da Silva, da EMEF Professora Eliza Rachel Macedo de Souza, na capital paulista, recebeu Gabriel**, a reação dos colegas da 1ª série foi excluir o menino - na época com 9 anos de idade - do convívio com a turma. "A fisionomia dele assustava as crianças. Resolvi explicar que o Gabriel sofreu má-formação ainda na barriga da mãe. Falamos sobre isso numa roda de conversa com todos (leia no quadro abaixo outros encaminhamentos para o problema). Eles ficaram curiosos e fizeram perguntas ao colega sobre o cotidiano dele. Depois de tudo esclarecido, os pequenos deixaram de sentir medo", conta. Hoje, com 13 anos, Gabriel continua na escola e estuda na turma da professora Maria do Carmo Fernandes da Silva, que recebe capacitação do Centro de Formação e Acompanhamento à Inclusão (Cefai), da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, e está sempre discutindo a questão com os demais educadores. "A exclusão é uma forma de bullying e deve ser combatida com o trabalho de toda a equipe", afirma. De fato, um bom trabalho para reverter situações de violência passa pela abordagem clara e direta do que é a deficiência. De acordo com a psicóloga Sônia Casarin, diretora do S.O.S. Down - Serviço de Orientação sobre Síndrome de Down, em São Paulo, é normal os alunos reagirem negativamente diante de uma situação desconhecida. Cabe ao professor estabelecer limites para essas reações e buscar erradicá-las não pela imposição, mas por meio da conscientização e do esclarecimento. 

Não se trata de estabelecer vítimas e culpados quando o assunto é o bullying. Isso só reforça uma situação polarizada e não ajuda em nada a resolução dos conflitos. Melhor do que apenas culpar um aluno e vitimizar o outro é desatar os nós da tensão por meio do diálogo. Esse, aliás, deve extrapolar os limites da sala de aula, pois a violência moral nem sempre fica restrita a ela. O Anexo Eustáquio Júnio Matosinhos, ligado à EM Newton Amaral Franco, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, encontrou no diálogo coletivo a solução para uma situação provocada por pais de alunos. Este ano, a escola recebeu uma criança de 4 anos com deficiência intelectual e os pais dos coleguinhas de turma foram até a Secretaria de Educação pedir que o menino fosse transferido. A vice-diretora, Leila Dóris Pires, conta que a solução foi fazer uma reunião com todos eles. "Convidamos o diretor de inclusão da secretaria e um ativista social cadeirante para discutir a questão com esses pais. Muitos nem sabiam o que era esse conceito. A atitude deles foi motivada por total falta de informação e, depois da reunião, a postura mudou."

Seis soluções práticas

- Conversar sobre a deficiência do aluno com todos na presença dele. 
- Adaptar a rotina para facilitar a aprendizagem sempre que necessário. 
- Chamar os pais e a comunidade para falar de bullying e inclusão. 
- Exibir filmes e adotar livros em que personagens com deficiência vivenciam contextos positivos. 
- Focar as habilidades e capacidades de aprendizagem do estudante para integrá-lo à turma. 
- Elaborar com a escola um projeto de ação e prevenção contra o bullying.

Antecipar o que vai ser estudado dá mais segurança ao aluno

Foto: Leonardo Silva
"Passei a adiantar para o José, em cada aula, o conteúdo que seria ensinado na seguinte. Assim, ele descobria antes o que iria aprender." Maria Aparecida de Sousa Silva Sá, professora do CAIC EMEIEF Antônio Tabosa Rodrigues, em Cajazeiras, PB. Foto: Leonardo Silva

No CAIC EMEIEF Antônio Tabosa Rodrigues, em Cajazeiras, a 460 quilômetros de João Pessoa, a solução para vencer o bullying foi investir, sobretudo, na aprendizagem. Ao receber José, um garoto de 12 anos com necessidades educacionais especiais, a professora Maria Aparecida de Sousa Silva Sá passou a conviver com a hostilidade crescente da turma de 6ª série contra ele. "Chamavam o José de doido, o empurravam e o machucavam. Como ele era apegado à rotina, mentiam para ele, dizendo que a aula acabaria mais cedo. Isso o desestabilizava e o fazia chorar", lembra. Percebendo que era importante para o garoto saber como o dia seria encaminhado, a professora Maria Aparecida resolveu mudar: "Passei a adiantar para o José, em cada aula, o conteúdo que seria ensinado na seguinte. Assim, ele descobria antes o que iria aprender". 

Nas aulas seguintes, o aluno, que sempre foi quieto, começou a participar ativamente. Ao notar que ele era capaz de aprender, a turma passou a respeitá-lo. "Fiquei emocionada quando os garotos que o excluíam começaram a chamá-lo para fazer trabalhos em grupo", conta. Depois da intervenção, as agressões cessaram. "O caminho é focar as habilidades e a capacidade de aprender. Quando o aluno participa das aulas e das atividades, exercitando seu papel de aprendiz e contribuindo com o grupo, naturalmente ele é valorizado pela turma. E o bullying, quando não cessa, se reduz drasticamente", analisa Silvana Drago, responsável pela Diretoria de Orientação Técnica - Educação Especial, da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. 

Samara Oliboni, psicóloga e autora de tese de mestrado sobre bullying, diz que é preciso pensar a questão de forma integrada. "O professor deve analisar o meio em que a criança vive, refletir se o projeto pedagógico da escola é inclusivo e repensar até seu próprio comportamento para checar se ele não reforça o preconceito e, consequentemente, o bullying. Se ele olha a criança pelo viés da incapacidade, como pode querer que os alunos ajam de outra forma?", reflete. A violência começa em tirar do aluno com deficiência o direito de ser um participante do processo de aprendizagem. É tarefa dos educadores oferecer um ambiente propício para que todos, especialmente para os que têm deficiência, se desenvolvam. Com respeito e harmonia.

** Os nomes dos alunos foram trocados para preservar a identidade

sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

Conheça datas importantes sobre pessoas com deficiência

Em geral, as datas comemorativas reconhecem a importância de um fato histórico, homenageiam uma profissão, registram uma conquista social ou política e buscam mobilizar a sociedade em torno de uma causa. E como não poderia deixar de ser, existem várias datas para comemorarmos o segmento de pessoas com deficiência. Veja abaixo:

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JANEIRO

04/01 – Dia Mundial do Braille

FEVEREIRO

29/02 – Dia Mundial das Doenças Raras

MARÇO

21/03 – Dia Internacional da Síndrome de Down

ABRIL

02/04 – Dia do Transtorno do Espectro Autista

08/04 – Dia Nacional do Braille

25/04 – Dia Internacional do Cão Guia

MAIO

18/05 – Dia Nacional da Luta Antimanicomial

26/05 – Dia Nacional de combate ao glaucoma

30/05 – Dia Mundial da Esclerose Múltipla

JUNHO

06/06 – Dia Nacional do Teste do Pezinho

18/06 – Dia do Orgulho Autista

27/06 – Dia Internacional do Surdocego

JULHO

10/07 – Dia da Saúde Ocular

17/07 – Dia Mundial do TDAH (Transtorno do Décit de Atenção com Hiperatividade)

24/07 – Aniversário da Lei de Cotas para Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei 8213/91)

27/07 – Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho

AGOSTO

21 a 28/08 – Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla

22/08 – Dia da Deficiência Intelectual / Dia do Educador Especial

30/08 – Dia Mundial de Conscientização da Esclerose Múltipla

SETEMBRO

05/09 – Dia Nacional da Divulgação e Conscientização da Fibrose Cística

10/09 – Dia Internacional da LIBRAS

19/09 – Dia do Teatro Acessível

21/09 – Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência

22/09 – Dia Nacional do Atleta Paralímpico

26/09 – Dia Nacional do Surdo

OUTUBRO

10/10 – Dia Mundial da Saúde Mental

11/10 – Dia da Pessoa com Deficiência Física

20/10 – Dia Mundial e Nacional da Osteoporose

25/10 – Dia Mundial da Conscientização da Espinha Bífida (Mielomeningocele)

NOVEMBRO

10/11 – Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez

14/11 – Dia Mundial e Nacional do Diabético

16/11 – Dia Nacional dos Ostomizados

DEZEMBRO

03/12 – Dia Internacional da Pessoa com Deficiência

05 de dezembro: Dia Nacional da Acessibilidade 10 de dezembro: Dia da Declaração dos Direitos Humanos 13 de dezembro: Dia Nacional do Cego

Fonte: criancaespecial.com.br

quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Personagem com deficiência foi apagado de musical na Broadway

A pedido dos produtores, Meredith Willson cortou um menino em uma cadeira de rodas dos primeiros roteiros de seu musical de 1957. Um olhar para trás mostra o que foi perdido

Amanda Morris, The New York Times - Life/Style

Muita gente conhece o musical da Broadway The Music Man, de Meredith Willson, lançado em 1957, como uma comédia suave centrada em um trapaceiro charmoso que finge ser um músico e vende a ideia de criar uma banda de garotos para uma pequena cidade em Iowa. O musical está novamente em cartaz na Broadway, estrelando Hugh Jackman e Sutton Foster.

Contudo, cópias originais do musical, escrito entre 1954 e 57, mostram que, originalmente, a história se concentrava mais em como a cidade perseguia um menino em uma cadeira de rodas - trazendo uma mensagem muito mais séria que a do texto final. Naquela época, crianças com deficiências físicas eram frequentemente institucionalizadas sob condições terríveis e não recebiam educação formal.

Na versão que estreou em 1957, a única personagem que não se encaixa nesse esquema é Marian Paroo, mulher solteira e estudada, que tem um tímido irmão mais novo com a língua presa, chamado Winthrop. Porém, o trapaceiro, Harold Hill, usa seu charme para conquistar Marian, em parte porque é gentil com Winthrop e o inclui na banda.

Leia a matéria completa em estadao.com.br

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Como saber se seu filho tem deficiência auditiva?

 

É importante os pais estarem atentos ao desenvolvimento da audição e linguagem de seus filhos. Infelizmente, existem muitas crianças que tem deficiência auditiva e os pais só percebem muito tarde. Vamos saber mais sobre os sinais da deficiência auditiva em crianças. Lembrando que a existem graus diferentes de deficiência auditiva.

Se a criança não reage a sons, não atende quando chamado ou está demorando para começar a falar, esses podem ser alguns dos sintomas que as  crianças com  deficiência auditiva apresentam.

O mais importante sinal o qual indica a possibilidade de perda auditiva é o atraso no desenvolvimento da linguagem ou a ausência de diálogo. No entanto, não é fácil perceber sinais de perda auditiva em bebês e crianças mais novas. Por isso, o Teste da Orelhinha, realizado antes em recém-nascidos, antes de sair da maternidade, é necessário, obrigatório e a melhor maneira de detecção da deficiência auditiva.

Quer saber quais os indicadores de deficiência auditiva no seu filho, o exame que auxilia na  detecção, as principais causas e como agir caso perceba algo com a audição do seu filho? Continue lendo o post.

Indicadores de deficiência auditiva:

São indicadores de que seu filho pode estar com deficiência auditiva:

– Se aos três meses seu filho não reconhece sua voz, não balbucia e não se assusta com ruídos repentinos;

– Se aos seis meses seu filho não reconhece sons de fala e sons familiares e sons interessantes não chamam a atenção dele – ele não brinca com a própria voz e não dá risadas, assim como também não usa a voz para demonstrar desconforto ou prazer;

– Se aos 12 meses seu filho não consegue falar uma ou duas palavras mais claras e entendíveis;

– Se aos 18 meses seu filho não entende frases simples e não encontra objetos familiares, assim como não fala de 20 a 50 palavras, não pronuncia frases curtas e não aprende palavras novas a cada semana;

– Se aos 24 meses seu filho não aumentou significativamente seu vocabulário, ele deve fazer uso de sentenças simples combinando 2 ou 3 palavras – ex: dá bola.

Se não consegue desenvolver frases simples, assim como adultos que não convivem diariamente com seu filho não conseguem entender a fala dele. A criança também não consegue ficar sentada ouvindo leitura de livros.

A importância do teste da orelhinha

O diagnóstico precoce é um importante instrumento para assegurar os melhores resultados no desenvolvimento da criança. A Triagem Auditiva Neonatal UniversaL (TANU), mais conhecida como Teste da Orelhinha, é um exame que deve ser realizado antes de o seu filho recém-nascido sair da maternidade ou em até um mês de vida.

O desenvolvimento da audição do bebê é iniciado a partir do quinto mês de gestação e se desenvolve muito nos primeiros meses de vida. A cada mil recém-nascidos, três bebês apresentam algum tipo de perda auditiva.

O teste é visto como uma forma de proteção, pois caso a deficiência auditiva seja diagnosticada antes dos três meses de idade do bebê, o tratamento pode ser realizado antes dos seis meses, não interferindo,  no momento mais importante para a fala e desenvolvimento da linguagem e garantindo ao seu filho um desenvolvimento auditivo muito similar ao de quem nasceu ouvindo. Assim, as crianças com deficiência auditiva diagnosticada cedo e submetidas rapidamente a um tratamento têm um bom desenvolvimento e se relacionam de forma positiva com seus colegas.

O exame serve para detectar alterações na audição do bebê, sendo rápido, indolor, seguro e realizado durante o sono natural da criança, preferencialmente no segundo ou terceiro mês de vida do seu filho. O exame dura aproximadamente 10 minutos, não apresenta contraindicação, não incomoda e não acorda o bebê. Também não exige nenhum tipo de intervenção invasiva, ou seja, sem corte. É um exame que pode fazer a diferença na vida do seu filho.

Indicadores de risco para a deficiência auditiva:

O seu filho tem deficiência auditiva, porém você não sabe o motivo de isso ter acontecido com ele? As principais causas são:

– Infecções adquiridas no nascimento: Sífilis, Toxoplasmose, Rubéola, Citomegalovírus, Herpes, HIV;

– Infecções bacterianas ou virais adquiridas após o nascimento: Meningite, Citomegalovírus, Herpes, Sarampo, Varicela;

– Peso ao nascimento inferior a 1.500g;

– Prematuridade ou pequeno para a idade gestacional (PIG) ;

– Hiperbilirrubinemia;

– Apgar de 0 a 4 no 1º minuto, ou 0 a 6 no 5º minuto;

– Permanência na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por mais de 5 dias;

– Uso de ventilação mecânica no nascimento;

– Uso de antibióticos que podem prejudicar a audição como aminoglicosídeos e/ou diuréticos de alça;

– Malformações na cabeça e no rosto envolvendo orelha e osso temporal;

– Síndromes associadas à deficiência auditiva: Wardenburg, Alport, Pendred, entre outras;

– Traumatismo craniano;

– Sempre surgem dúvidas quanto ao excesso de cera – a cera no ouvido é, geralmente, benéfica e não prejudicial. O excesso de cera pode causar uma perda auditiva temporária, porém não é indicada a remoção da cera com hastes de algodão ou com profissionais não habilitados, pois pode causar danos irreparáveis à audição da criança.

É importante:

-Realizar exames pré-natais na gestação;

-Vacinar seu filho para impedir que ele tenha contado com doenças que deixem sequelas, como a surdez;

-Acompanhar a saúde de seu filho em modo geral;

– Ficar atento ao desenvolvimento de seu filho caso haja alguma demora no desenvolvimento da fala;

-Procurar sempre um médico quando sintomas aparecerem.

Precisa agendar uma consulta e ainda não sabe onde? Entre em contato com a gente! Vamos adorar ajudar você a encontrar um tratamento.

Fonte: Instituto Otovida