quarta-feira, 27 de outubro de 2021
Alunos com deficiência ganham atenção especial da Prefeitura de São Gonçalo, RJ
sexta-feira, 22 de outubro de 2021
Autismo deve ser diagnosticado antes dos 2 anos, dizem especialistas
O transtorno do espectro autista não tem cura, portanto, a detecção precoce é fundamental para reduzir os sintomas e melhorar a vida da criança
O rastreamento do autismo deve começar a partir do 16º mês de vida, dizem especialistas. A doença, também chamada de transtorno do espectro autista (TEA), apresenta graus variáveis, podendo ter forma leve, como a síndrome de Aspeger, ou grave, quando há maior comprometimento cognitivo. O diagnóstico é clínico, ou seja, baseado nos sintomas e comportamento da criança.
Nesta avaliação, os profissionais identificam se há prejuízos na interação social, na linguagem, comunicação e padrões repetitivos de comportamento – sintomas comuns ao TEA. “O autismo pode ser diagnosticado em crianças de 2 anos, mas a idade média de diagnóstico é de 5 anos”, alertou Lisa Goring, do Autism Speaks, organização americana de defesa do autismo, à CBS News.
O autismo não tem cura, portanto, o rastreamento precoce é fundamental para garantir o início do tratamento, que ajuda a reduzir os sintomas e oferecer maior apoio ao desenvolvimento e à aprendizagem do paciente. Entretanto, o diagnóstico precoce só é possível se pais e pediatras estiverem atentos aos sintomas da doença.
Leia a matéria completa em veja.abril.com.br
quarta-feira, 20 de outubro de 2021
Diagnóstico precoce e educação especial permitem progressos de crianças com deficiência
Por Gabriel Sestrem gazetadopovo.com.br
Em entrevista à Gazeta do Povo, o PhD em Psicologia Experimental da Cognição e professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP) Fernando César Capovilla fala sobre o que há de mais recente em conhecimento científico e recursos tecnológicos para potencializar o desenvolvimento educacional de crianças e adolescentes com deficiências.
Membro do Conselho Nacional e Educação (CNE), onde preside a Comissão de Alfabetização, e autor de 60 livros e mais de 400 trabalhos científicos em desenvolvimento e distúrbios de linguagem oral, escrita e de sinais, Capovilla explica que o potencial de desenvolvimento das crianças e adolescente com deficiências é bastante amplo desde que todos os envolvidos no processo educativo – como pais, irmãos, babás e profissionais de educação – tenham as ferramentas e os conhecimentos necessários.
Para o pesquisado, atualmente, há um “arsenal” de recursos e novos conhecimentos que permitem progressos bastante significativos, fazendo com que crianças que possuem diferentes distúrbios neurológicos e são atendidas pela educação especial consigam alcançar o desenvolvimento pleno de seus potenciais.
Leia a matéria completa em gazetadopovo.com.br
sexta-feira, 15 de outubro de 2021
Quero que as crianças com deficiência tenham o que eu tive e não tive
Gustavo Torniero para o Yahoo!
A infância é uma fase de descobertas, sonhos, aprendizados, fantasias. E, para vivê-la na sua plenitude, é preciso investir em uma palavra que está presente com frequência nessa coluna: inclusão.
Incluir crianças com deficiência é fundamental para que elas tenham a oportunidade que merecem de se desenvolver, se divertir, sonhar, fantasiar e aprender. Boa parte dessa vivência está nas escolas - que devem investir na diversidade, no preparo dos professores, no acolhimento e na comunicação com profissionais especializados em educação de pessoas com deficiência.
Eu estudei por quase toda minha vida no mesmo colégio. Lá, tive o privilégio e a oportunidade de aprender com professores que infelizmente nem sempre estavam preparados, mas que se propunham a pensar em soluções criativas para me ensinar temas mais complexos para uma criança com deficiência visual.
Também tive apoio de profissionais especializados e externos, além de uma pessoa dedicada a me apoiar em sala de aula.
Eu quero que todas as crianças com deficiência tenham tudo isso que eu tive e muito mais. Mesmo com uma grande rede de apoio e suporte familiar, tive muitos percalços na minha infância: preconceito, discriminação, dificuldade na obtenção de materiais acessíveis e dificuldades em matérias específicas na escola são só algumas delas.
Ter de se demonstrar capaz e eficiente todos os dias é exaustivo, ainda mais quando você é apenas uma criança e não tem consciência disso.
Ainda mais quando você topa, na sua infância, com colegas que duvidam do seu potencial e acreditam que você é privilegiado, simplesmente por ter uma deficiência. Essa parte eu não quero para as crianças no presente e no futuro.
Aos pais, espero que estimulem seus filhos a lidar e a conviver com as diferenças; que possam mostrar o caminho para o acolhimento, para a aceitação e inclusão de crianças com deficiência; que possam entender, valorizar e estimular o desenvolvimento delas; que possam ter apoio especializado, sempre que necessário.
Elas merecem ser incluídas. Merecem sonhar, fantasiar, aprender. Merecem brincar, se divertir e, porque não, aprender também com os seus erros. Merecem, acima de tudo, viver a infância na sua plenitude, com tudo de bom e de desafiador que essa fase nos oferece.
quarta-feira, 13 de outubro de 2021
Toda criança com deficiência quer e pode falar com você
Jairo Marques para o assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br
“Ele fala ou só fica assim paradinho?”… Minha família e meus amigos mais próximos tiveram de responder a esta pergunta vinda de curiosos diante de minha condição de cadeirantinho por centenas de vezes ao longo da minha infância.
A insistente atitude que temos de projetar incapacidades nos outros –ou de não vislumbrar suas capacidades– é especialmente mais displicente e despreocupada com a criança com deficiência.
Algumas décadas se passaram, já me tornei um “senhor cadeirante”, mas resiste entre nós um conceito extremamente ultrapassado de achar que os pequenos com algum tipo de comprometimento físico, sensorial ou intelectual –sobretudo os que aparentam condições muito desafiadoras de estar vivo– não possuem condições de se expressar, de interagir, de falar a seu modo, de gritar para o mundo os seus desejos.
Passamos o dia “conversando” por aplicativos, achando graça de figuras e dancinhas das “internets”, mas há uma dificuldade e um certo constrangimento de pensar que um sacolejar de pernas, uma piscadela, um agitar de cabeça ou mesmo um pezinho que balança pode representar uma porção de coisas e, vindas de uma criança, é bem provável que seja um gracejo, um afago ou um convite para conversar um pouco mais.
Leia a coluna completa em assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br