terça-feira, 15 de setembro de 2015

Aplicação de alunos para facilitar comunicação com autistas vence competição nacional

Uma aplicação móvel para facilitar a comunicação com crianças autistas ficou em primeiro lugar na competição nacional de “Apps for Good”, destinada a alunos dos ensinos básico e secundário, anunciou a organização.

O app, “EBSSA mais especial”, foi concebido por estudantes do Agrupamento de Escolas de Santo António, no Barreiro, que se socorreram de imagens para desenvolverem um software para smartphone que ajuda crianças, jovens e adultos, nomeadamente com autismo, síndrome de Down e vítimas de acidente vascular cerebral, a superarem dificuldades de comunicação.O app pode ser personalizada de acordo com as características do utilizador.

A final da competição, à qual concorreram 16 aplicações de 16 escolas básicas e secundárias do país, avaliadas por um júri, realizou-se na sexta feira na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, onde os apps estiveram expostos.



A segunda melhor aplicação foi a “SOS Sénior”, da Escola D. Sancho II, de Alijó, que possibilita aos idosos acederem a contactos de emergência, como bombeiros, e de apoio, como a Linha Saúde 24, e receberem alertas sobre a toma de medicamentos.

No terceiro lugar ficou a aplicação “O meu curso”, criada por alunos da Escola Secundária Seomara da Costa Primo, na Amadora, que visa gerir melhor os módulos de disciplinas de um curso profissional.

Na categoria “a escolha do público”, feita por votação na internet, a “SOS Sénior” foi eleita a melhor aplicação. Este app e a “”EBSSA mais especial” também foram premiadas na categoria “Jovens empreendedoras no digital”.

A iniciativa “Apps for Good”, que se realizou este ano pela primeira vez em Portugal, teve origem no Reino Unido e desafia alunos dos ensinos básico e secundário a conceberem aplicativos (app) para telemóveis, ou outros suportes tecnológicos móveis, com intuitos sociais: que ajudem a resolver um problema do dia-a-dia da sua comunidade. Ao todo, 300 alunos, dos 10 aos 18 anos, de 16 escolas, orientados por 32 professores, desenvolveram 56 aplicações, das quais foram selecionadas 16 para a final.

O projeto que ficou em primeiro lugar vai, no próximo ano, à final internacional e tem assegurado o apoio de uma empresa de engenharia informática.

Em Portugal, a “Apps for Good” envolve vários parceiros, incluindo a Direção-Geral de Educação, a Associação Nacional de Professores de Informática, a Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações, a Fundação Calouste Gulbenkian, a Fundação EDP e a Microsoft (estas três últimas entidades são as principais fontes financiadoras).

Fonte: Educare

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Treinando criança com deficiência física para usar o banheiro

Crianças com Paralisia Cerebral não só tendem a demorar a ter controle da bexiga, mas podem não ter consciência o suficiente da bexiga com dois ou três anos de idade para começar o treinamento do toalete. Se a criança tem Paralisia Cerebral, ela terá que ser ajudada a desenvolver a consciência e perceber que ela precisa ir ao banheiro, e você terá que perceber os sinais da vontade, que pode ser segurar os órgãos genitais ou se remexer ansiosamente. Ela vai ter que ser capaz de adiar a micção até que ela esteja em posição no penico/vaso. Bem como, a depender do caso, ela terá que remover suas roupas e, em seguida, manter-se no penico/vaso (com suportes) por tempo suficiente para alcançar o sucesso.



Quando ela começa a praticar a remoção das roupas antes de ir ao vaso, torne esta etapa mais fácil, fornecendo roupas com velcro ou  om cintura elástica. (Ela pode achar que é mais fácil tirar a roupa enquanto está deitada, veja com o terapeuta ocupacional da criança a melhor forma de treinar esse momento). Você pode precisar aprender formas de segurá-la, de manter o penico e/ou um assento adaptado no vaso para que a criança possa se manter sentada.

Condições como Espinha Bífida ou Lesão Medular tendem a criar problemas semelhantes aos de crianças com Paralisia Cerebral, mas a depender do caso, essas crianças podem nunca utilizar plenamente um vaso sanitário como a maioria das pessoas.  Assim, o treino pode estar focado em ensinar a criança a remover a urina através de um cateter em uma base regular, e ir ao banheiro em uma programação regular para as necessidades intestinais. A dieta rica em fibras, com bastante líquidos e refeições servidas em uma programação regular vai tornar esse processo mais fácil. Às vezes, é necessário um laxante ou até mesmo um supositório. Uma vez que a criança vai ter dificuldade para remover suas roupas, certifique-se de ter roupas que facilitem esse processo.

Os pais de crianças com deficiências físicas, como Paralisia Cerebral ou Espinha Bífida, podem estar tão concentrados na forma habitual de ir ao banheiro que negligenciam a necessidade de equipamentos adaptados ou suporte físico; bem como, negligenciam quando há dificuldades cognitivas e emocionais necessárias para obter sucesso no treinamento do banheiro.

Não se esqueça que durante o treinamento é importantíssimo conversar com a criança, explicar o motivo de cada coisa que está acontecendo. Deixá-la observar outras pessoas usando o banheiro e parabenizar, recompensar quando ela consegue passar para uma etapa nova, mesmo que não seja a ida ao banheiro completa em todas as suas etapas. Resista à tentação de abandonar o treinamento quando ela resiste ou protesta um pouco, e mantenha-se firme sobre o cronograma ou a rotina que criou, a menos que a experiência torne-se negativa e seu filho torne-se muito resistente. Nestes casos, converse com um psicólogo. Lembre-se, o  progresso nesta área de autocuidado é especialmente significativo, aumenta a auto- confiança e prepara a criança para mais desafios. Dê toda a informação, atenção e apoio que a criança precisa para ter sucesso.

Fonte: Deficiente Ciente / HealthyChildren.org
Referência: Reab.me

A dignidade das pessoas com deficiência intelectual

John Franklin Stephens tem síndrome de Down, uma deficiência intelectual, e é atleta e mensageiro global do Special Olympiscs. Na foto, ele acena para o público após fazer um discurso.Depois que a jornalista americana Ann Coulter se referiu ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, como retardado durante o debate presidencial realizado na noite da última segunda-feira, o atleta e mensageiro global do Special Olympics (Olimpíadas Especiais), John Franklin, que tem síndrome de Down, escreveu essa carta a ela sobre as pessoas com deficiência intelectual:

“Cara Ann Coulter,

    Vamos lá, senhora Coulter, você não é burra e nem superficial. Então por que você está continuamente usando essa palavra que começa com R como um insulto? Eu sou um homem de 30 anos com síndrome de Down e batalhei durante toda a minha vida contra a percepção pública de que ter uma deficiência intelectual significa que eu sou burro e superficial. Não sou nenhuma dessas coisas, mas entendo a informação de maneira mais lenta que vocês. Para ser sincero, demorei o dia todo para pensar em como responder ao seu uso da palavra que começa com R na noite do debate. Inicialmente eu pensei em perguntar se você quis descrever o Presidente como alguém que sofreu bullying quando criança por pessoas como você, mas superaram isso e encontraram um caminho de sucesso na vida, assim como muitos dos meus companheiros do Special Olympics. Depois eu me questionei se você quis descrevê-lo como alguém que tem que pensar cuidadosamente o tempo todo sobre o que diz, já que muitas pessoas estão sempre à espreita para julgar e condenar o que ele diz. Finalmente, eu me perguntei se você quis degradá-lo como alguém que recebe um atendimento de saúde precário, vive em uma casa ruim, recebe um baixo salário e ainda consegue ver a vida como um presente maravilhoso. Porque, senhora Coulter, é isso que somos – e muito, muito mais que isso. Depois que eu vi o seu comentário, percebi que você só queria desmerecer o Presidente conectando-o a pessoas como eu. Você supôs que as pessoas iriam entender e aceitar que ser conectado a alguém como eu é um insulto e você achou que poderia escapar de tudo isso e ainda aparecer na TV. Eu gostaria de saber se você considerou outras palavras de ódio, mas quis fugir da repercussão. Bem, senhora Coulter, você e a sociedade precisam aprender que ser comparado a alguém como eu deveria ser considerado uma honra. Ninguém supera mais desafios que nós e continua amando a vida dessa forma. Venha se juntar a nós no Special Olympics algum dia. Veja se você consegue ir embora com o seu coração inalterado.

    Um amigo que você ainda não fez,

    John Franklin Stephens
    Mensageiro Global do Special Olympics, Virgínia”

    Fonte: Movimento Down

    quinta-feira, 3 de setembro de 2015

    Saiba a importância da convivência entre criancas com e sem down

    Olga Kos, vice presidente do Instituto Olga Kos, que atende em torno de 1.000 crianças, jovens e adultos com deficiência intelectual, em especial síndrome de Down, conversou com a “Folhinha” e fala um pouco de como são as crianças com a síndrome.

    Folhinha – Qual a importância da sociabilização das crianças com síndrome de Down com as demais criança?
    Olga Kos
    - Crianças com síndrome de Down são antes de tudo crianças. Socialização quer dizer aprender a fazer parte de um grupo, e para que crianças com Down possam fazer parte de um grupo, elas devem aprender com o próprio grupo. A convivência com o grupo de crianças sem a síndrome proporciona o aprendizado necessário e linguagem, hábitos, maneiras de se comportar etc.

    Qual a principal diferença entre elas?
    A maneira de se comunicar e o tempo de aprendizagem. Enquanto crianças há poucas diferenças, pois crianças com síndrome de Down também gostam de brinquedos e brincadeiras. A linguagem delas pode ser simplificada –por exemplo, uma ou duas palavras significam uma sentença.


    Elas também podem aprender um pouco mais devagar devido a um ritmo mais lento de compreensão e reação. Assim, às vezes, demoram um pouco mais para entender uma brincadeira. Quando isso acontece, é preciso explicar “uma coisa de cada vez”, para facilitar a compreensão.

    A criança com síndrome de Down pode fazer as mesmas coisas que as outras?
    Pode e deve fazer as mesmas coisas que as outras crianças fazem, pois isso facilitará o desenvolvimento de suas capacidades.

    O que uma criança que convive com uma criança com Down precisa saber? Ela deve ter algum comportamento/ cuidado especial com essa criança?
    Precisa saber que as pessoas são diferentes umas das outras e a criança com síndrome de Down também o é. O “cuidado especial” é o respeito. Se a criança for respeitada em sua maneira de fazer as coisas, se comunicar e se relacionar com os outros, a convivência com ela fluirá de maneira natural.

    Fonte: Folha de São Paulo

    terça-feira, 1 de setembro de 2015

    Guia de treinamento para o cuidado com os dentes – Parte III (Final)

    Indo ao Dentista - Conhecendo o dentista 
      Seu filho provavelmente conhecerá o dentista na sala de espera. Você pode ligar antes, para verificar se o dentista está atendendo na hora certa. Caso a agenda esteja atrasada e você julgue que seu filho pode ficar ansioso na sala de espera, você pode perguntar à recepcionista se vocês poderiam esperar no carro e pedir-lhe para ligar para o seu celular quando o dentista estiver pronto para atender seu filho. Leve o brinquedo favorito ou uma recompensa para o trabalho bem feito. Você também pode levar um familiar, professor ou especialista em autismo para ajudar a tornar a consulta um sucesso.

          Para o Dentista - O que é autismo?
            O autismo é um termo geral usado para descrever um grupo de complexos transtornos de desenvolvimento neurológico conhecido como Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD). Os outros transtornos globais do desenvolvimento são TGD-SOE (Transtorno Global do Desenvolvimento – Sem Outra Especificação), Síndrome de Asperger, Síndrome de Rett e Transtorno Desintegrativo da Infância. Muitos pais e profissionais se referem a este grupo como transtornos do espectro autista (TEA), que afeta 1 em 110 crianças e 1 em 70 meninos.
              Indivíduos com TEA têm dificuldades com:
              • Interações sociais
              • Comunicação
              • Dificuldade relativa em participar de um bate-papo ou interagir
              • Comportamento repetitivo ou estereotipado
              • Indivíduos com TEA também podem apresenta maior ou menor sensibilidade para visão, audição, tato, olfato ou paladar.
              Conselhos para os especialistas
              • Desenvolva uma relação com seu paciente autista.
              • Fale em uma voz calma e suave.
              • Abaixe-se até a altura da criança e transmita segurança e tranquilidade.
              • Não pergunte a criança se ela quer vir com você, apenas diga suavemente para ela o que você vai fazer em seguida.
              • Seja coerente. 
              Preparando seu consultório
                Uma vez que cada criança autista é diferente, algumas sugestões podem funcionar para um paciente, e não funcionar para o outro. Pergunte primeiro aos pais, se existem algumas sugestões que possam melhor atender as necessidades de seu paciente com TEA.
                • Diminua as luzes se necessário.
                • Desligue ruídos altos.
                • Ligue os instrumentos para que a criança possa observá-los antes de iniciar o procedimento.
                • Arrume seu consultório. A bagunça pode distrair a criança ou torná- la ansiosa.
                •  Deixe a criança saber o que você vai fazer. Você pode mostrar para a criança na mão dela, como você vai contar os seus dentes, para que ela saiba o que vai acontecer.
                • Certifique-se de fornecer informações claras e precisas, quando falar com a criança.
                •  Termine cada consulta com uma observação positiva, para que você e seu paciente possam construir o sucesso dessa parceria
                Às vezes, podem ser necessárias várias consultas para completar um exame odontológico. Se você trabalhar com a família nesse processo, você vai construir uma relação em conjunto que irá resultar em um maior tempo de boa saúde oral para as crianças autistas.
                  Parte II - Fonte: Autismo & Realidade